Poucas horas depois de Luís Montenegro tornar pública a sua disponibilidade para apresentar uma moção de confiança no Parlamento, o PCP veio a correr anunciar uma moção de censura.
Isto, poucos dias depois de ter classificado a recente moção de censura apresentada pelo Chega, como uma manobra de diversão face aos escândalos em catadupa de roubos, pedofilia, etc.
Acontece que a moção de censura agora enunciada pelo PCP, só serve ao PCP.
A queda do PCP junto do eleitorado, é por demais evidente nas últimas eleições – legislativas e europeias. Não é à toa que a palavra de ordem é resistir, e não crescer.
E se o PCP afirma, a cada eleição, que tem a “força que o povo lhe confere”, a recorrente justificação para não conseguir que lhe seja dada mais força, é o discurso Calimero de vítima de “hostilidade” e de “menorização”, a que o PCP se diz sujeito: “C´est vraimente trop injuste!”
Os comunistas bem sabem das fragilidades do seu actual líder em relação ao eleitorado: a falta de carisma e sua baixa popularidade, inclusivamente nas redes sociais, são mais do que patentes. Além de que Paulo Raimundo não conseguiu – e por este caminho nunca conseguirá -, superar o carisma e a popularidade de Jerónimo de Sousa. É daqueles casos em que ser boa pessoa, não basta.
Por outro lado, o PCP sente uma necessidade vital de fixar eleitorado, sendo as eleições autárquicas um reduto de esperança, devido à influência que ainda vai tendo. Não sendo de estranhar, por exemplo, a resistência do PCP em aceitar uma coligação de Esquerda para conquistar a Câmara de Lisboa à Direita: resistir, é a palavra de ordem.
Discurso atrás de discurso de que este Governo “não serve” porque “não tem soluções para os problemas do povo”, o PCP não se inibe de fazer durar um pouco mais esse mesmo Governo. Pois sabe muito bem que uma moção de confiança teria os votos contra de toda a Esquerda, tal como foi anunciado pelo PS, pelo BE e pelo Livre. E que à AD, só restaria a negociação com o Chega (que até anunciou votar contra a moção de confiança, mas dali os ventos mudam com bastante frequência…), o que seria a negação do “Não é não” e, consequentemente, o fim de qualquer réstia de credibilidade do próprio Luís Montenegro face ao momento de atravessa.
Resultado previsível da moção de confiança: eleições legislativas antecipadas. Que o PCP quer evitar. Não sendo à toa que o cenário da moção de confiança foi já sendo afastado pela AD, face à iniciativa do PCP, pois a moção de censura garante a sobrevivência, ainda que frita no lume brando de uma anunciada comissão parlamentar de inquérito.
Esta opção do PCP em apresentar uma moção de censura, que sabe que não terá sucesso, é um claro exercício de hipocrisia, igual a tantos outros praticados por todos os demais partidos políticos. Com a diferença de que o PCP sempre se arrogou como referência ética – e é, curiosamente, a ética que estaria em discussão numa moção de confiança. Talvez por isso, pensará, num qualquer fundo da sua consciência de que, apesar de tudo, a sua hipocrisia é melhor que a dos outros. Pois só ela defenderá os interesses do povo e dos trabalhadores.






Todo este esterco à volta de uma família que os comentadeiros querem que faça voto de miséria para o chefe poder ser PM por algum tempos.
Vão para a PQP!
O problema não está na família Esteves mas sim no dr. Luís Esteves que não pode desempenhar o cargo de Primeiro-Ministro.
A família Esteves pode exercer a profissão que quiser ou ter as fontes de rendimentos que desejar, o que não pode é um membro da mesma – neste caso o dr. Luís Esteves – exercer o cargo de Primeiro-Ministro.
Desempenhar um cargo Governativo ou no Estado não é uma profissão como outra qualquer.
Não tem que fazer voto de miséria, tem que fazer negócios sem usar o estado para isso. Não é complicado.
Pois tá bem, mas…
Lá está Vosselência a querer açambarcar uma data de gente, nem que seja à força!
A solidão é lixada!
O Sr.º Presidente da República, Marcelo Sousa, provocou esta crise política em conjunto com a dr.ª Lucília Gago, que está a trazer graves consequências para Portugal e os Portugueses, dissolveu a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, e a Assembleia da República, é um factor de instabilidade política.
Junte-se a isto o envolvimento no «Caso das Gémeas» e na contratação criminosa de serviços:
– Caso das gémeas: IGAS diz que Presidência da República condicionou investigação
https://expresso.pt/semanario/primeiro/em-destaque/2024-04-04-Caso-das-gemeas-IGAS-diz-que-Presidencia-da-Republica-condicionou-investigacao-e02b9166
– Presidente contrata serviços a eito sem concursos públicos. As despesas dispararam sem controlo: passaram de 67 mil euros em 2018 para 3,4 milhões em 2022. Este ano, já voaram 1,6 milhões
https://www.sapo.pt/jornais/nacional/10256/2024-08-14
Não são os Governos que têm de se demitir, é o Sr.º Presidente da República, Marcelo Sousa, que não está em condições para continuar no cargo, que tem de se demitir ou ser demitido.
Os advogados têm por profissão proteger o interesse de quem lhes paga. Por lei, tal dever profissional permite-lhes mentir em tribunal, clamar que criminosos são inocentes, assegurar que ladrões são gente séria.
Quem sabe pouco ou nada do que seja dissociar o caráter pessoal das exigências da profissão, faz de cada comerciante um ladrão e de cada advogado um vigarista.
Especialistas nesta área são três tipos de personagens: esquerdalhos, oportunistas e profissionais que ganham a vida a ocupando páginas de papel ou horas televisivas e que se intitulam jornalistas ou comentadores.
Certo. E, por exemplo, nos EUA, os “defense lawyers” (ou seja, “penalistas”, ou, para sermos claros, e sem qualquer ofensa, especialistas em livrar bandidos) são muito admirados. Mas não passa pela cabeça de ninguém nos EUA (a começar pelos “defense lawyer”) candidatarem-se a cargos políticos. Se querem uma carreira política vão para “prosecutors”. Já por cá, o Dr. Rui Rio (aquele do “banho de ética”) não só incluiu uma “penalista” no seu rol de deputados, como a fez o seu rosto para a justiça e a respectiva reforma. Não se pode querer sol na eira e chuva no nabal – mas pode-se estar constantemente a tentar, se se for um tuguinha, como o Dr. Montenegro está, uma vez mais, a provar.
Não é por isso; os advogados de defesa nem ganham para os gastos, nem ficam com uma gama de clientes ricos, nem ficam com a fama de serem duros com o primeira pessoa que aparece à frente da bófia.
Pois claro! A JgMenos nada escapa!
Os advogados são pagos para mentir! E quanto mais for pago, maior pode ser a mentira. Há até uma tabela na Ordem dois Advogados de honorários mínimos segundo o grau de galga.
Um caso recente foi o de um multimilionário que escapou de uma multa por excesso de velocidade na A1 porque pagou um balúrdio a um advogado que conseguiu provar que o troço entre Vila Franca e os Carvalhos não existe, apresentando um mapa da era salazaresca.
Assim não admira que o advogado Muitanegro tenha mentido, porque recebeu dinheiro do político Muitanegro que, por sua vez, foi financiado pelo comerciante Muitanegro.
Infelizmente, neste momento é primeiro ministro, não é advogado. Esperto, se fosse engenheiro estava fodido.
Ó mário! Se queres mesmo deitar abaixo as politicas de direita do psd+cds, basta que o ps também vote a favor da moção de censura. Se votar contra ou se abstiver é porque as quer manter. o resto da tua conversa é para enganar tolos com bolos 😉
O PS quer censurar o governo ou não quer. O resto é ética liberal elitista de que o povo está farto e não respeita.
O PS quer um legítimo e patriótico governo de esquerda. O resto é ética liberacha elitista de que o povo está farto e não respeita.
Quer? Onde? Quando? Quem?
Das declarações do PM até parece que é alguém da oposição que é financiado por uma empresa de casinos cuja licença vai ser em breve renovada.
E uma empresa que tem 5 advogados e precisa dos serviços de advogacia de terceiros, curiosamente pertencente a um amigo do dono dos casinos e que também por mera quincidencia também é PM.
São tudo intrigas da oposição!
Envelheceu bem.
What ???
Este Teixeira é dos que acham que não se deve censurar a governação só porque o ministro não é de confiança! E, para ofuscar, acusa o PCP de apresentar a moção de censura para “impedir” o PSD de apresentar a moção de confiança. Conclusão do plumitivo: o PCP garante a sobrevivência do (des)governo só para não perder votos em eleições.
Será preciso explicar ao J. Mário que o PCP não anda nisto para “ter votos”? O PCP foi fundado no tempo em que ser oposição não significava poder perder votos, significava poder perder a vida. As pequeninas estratégias burguesas não movem o PCP.
Só lhes falta acusar o PCP de querer tacho. Já faltou mais…
E o PS prova novamente que nem a pessoa mais à esquerda que permitem ser eleita é de confiança em relação aos alegados valores e compromissos.
“This post has helped me solve my issue, thanks a ton!”