
Faço parte da maioria absoluta que não queria eleições. Não por ser entusiasta deste governo, mas porque compreendo e aceito que a democracia é feita de alternância. E a menos que algo muito grave suceda, os governos devem governar até ao fim dos seus mandatos.
E se é verdade que há gravidade nos casos, casinhos e casões que envolvem Luís Montenegro, eles afectam sobretudo a sua pessoa, não a governação propriamente dita (que se saiba). Num mundo ideal, Montenegro demitia-se, era substituído e a governação seguia o seu curso.
O que sucede?
Sucede que Montenegro escolheu fazer cair o seu governo por sua própria iniciativa.
Tinha o orçamento aprovado, sobreviveu a duas moções de censura e estava mais que legitimado para continuar.
Mas optou por mergulhar o país em mais uma crise política e empurrá-lo para eleições. Digo eu e dizem 46% dos inquiridos da mais recente sondagem da Pitagórica para a TSF, DN e JN.















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