IMAGENS DA MINHA TERRA

A Preto e Branco

A Preto e Branco

A ARROGÂNCIA DE ALBERTO JOÃO

COISAS DAS ELEIÇÕES

A exemplo do nosso Primeiro de Portugal, o Primeiro da Madeira, também é arrogante. Mas tem uma arrogância legítima de quem tem mais de trinta anos de poder, sempre com votos que lhe dão maioria absoluta. Ao contrário do outro, é inteligente e luta pela qualidade dos seus conterrâneos. Basta ver o que era a Madeira há trinta anos e o que é agora.
Dentro do seu partido, governa com braço de ferro, ao contrário da liderança nacional. Quem manda é ele, e assim é que deve ser. Pena que não esteja no Continente, e a sua política seja dirigida à “sua” ilha. Se cá estivesse, outro galo cantaria no nosso governo. Ainda gostava de o ver a concorrer ao lugar da srª D. Manuela. Seria, sem dúvida, uma lufada de ar fresco no partido e na política Nacional.
Na realidade é ele, a par de outro que hoje concorre à Câmara da capital, a pessoa mais importante do PSD.

ESTOU CANSADO DESTA TRAMPA

ESTOU MESMO MUITO CANSADO

Os partidos, todos sem excepção, ainda não ganharam vergonha sobre este caso, e sobre muitos outros também não, e já quase há dez meses que esta trampa se arrasta. Ainda não há novo Provedor, com os dois maiores partidos a atirarem as culpas um ao outro.
É cansativo e cheira muito mal toda esta situação. Agora os senhores do partido do governo dizem que não voltam atrás com o nome já aventado, sabendo que o outro o não vai aceitar. Restam agora os outros partidos com assento na Assembleia, para ver se se arranja a percentagem necessária à resolução do caso por via deste nome.
Eu já falei de mais sobre este assunto, mas tive de voltar a ele. Será a última vez?

CRIME, HE SAID. THE PRIME-MINISTER IS CORRUPT!

CORRUPÇÃO AO MAIS ALTO NÍVEL.

A TVI mostrou para quem quis ouvir e ver, o filme onde o sr Smith disse que o nosso Primeiro é corrupto. E di-lo com todas as letras, com todos os esses e erres. Não tem que enganar, está lá preto no branco.
Que vai fazer agora o nosso Primeiro?
Que vai dizer agora a namorada do nosso Primeiro?
Que vai o povo fazer agora que se ouviu e viu a acusação maledicente.
Vamos ter processo?
Vamos ter uma crónica, no caso de o assunto poder caber no jornalismo português já que não cabe na lei, a falar do assunto que todos ouvimos?
Vamos votar noutro que não o nosso actual Primeiro?
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Noutros tempos o comentário que se dirigiria ao sr Pinto de Sousa seria, “o sr Primeiro, deve obviamente demitir-se”
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Esperemos as cenas dos próximos capítulos.

ESTÁ TUDO "MARADO" DA CABEÇA

São os alunos, são os professores, são os amantes, os maridos e as mulheres, são todos os que nos governam e os que gostariam de nos governar, todos de um modo ou de outro, estão tolos.
Os alunos batem nos professores, os professores protestam mas nada podem fazer, os amantes os maridos e as mulheres matam por insanidade temporária, os governantes fazem de nós parvos e gozam com a nossa cara prejudicando-nos dia a dia, os que nos querem governar dizem-se diferentes mas quando chegarem ao lugar dos outros não são diferentes, o cidadão comum não sabe o que fazer nem como, mas comete erros atrás de erros, exacerbando as suas reacções, todos berram, todos gritam, todos ofendem e se sentem ofendidos. A incúria mata crianças por desleixo, a insensatez obriga a
disparates, a ignorância faz danos inimagináveis, a falta de educação faz o mal-educado arrogantemente estúpido e provocador. Estamos num mundo doido em que cada um é dono da razão e a tolerância não existe.
A sociedade está doente, muito doente. E não se vêm remédios para a curar.
Estou cansado, quero ir-me embora daqui. Levem-me para uma ilha isolada no meio do Atlântico, uma que ninguém conheça, e deixem-me lá!

MAR "FLAT"

ONDAS PARADAS

Tudo parado. Ondas paradas, máquinas paradas, parque parado, energia parada. Na Aguçadoura, tudo parado há cinco meses. E quer a EDP, ser uma empresa líder na área das energias renováveis. Pelos vistos, tudo isto é normal. A paragem é fruto dos reveses a que estão sujeitos os processos de investigação. A tecnologia não está ainda estabilizada, dizem agora. Será que é assim em todo o lado, ou só neste nosso País? Tudo isto me parece um fracasso. Esta bandeira deste governo, fracassou! Mentiras e mais mentiras, é o que este (des)governo nos dá. As três máquinas estavam no mar desde 15 de Julho p.p., se calhar para “Inglês ver”, e foram retiradas cerca de 2 meses depois, devido a “problemas técnicos”. O certo é que não voltaram ao mar e estão em Leixões, a seco, ao sol. O preço das máquinas foi de nove milhões de euros. Uma bagatela, se tivermos em conta o que se esbanja diariamente só em juros da dívida pública ao estrangeiro. Dizem agora que os problemas técnicos não existem, que há falta de dinheiro da detentora do projecto, desdizendo as notícias anteriores. Mais mentiras, ou as outras é que o eram? Afinal, como sempre, é tudo uma questão de notas de euro. Mas os nove milhões já lá vão, voaram baixinho. Eram 3 máquinas, que já não são, e iriam ser 25 que , pelo que se vê, nunca irão ser. O certo é Portugal ter perdido a corrida pela liderança nesta área, e tudo estar na estaca zero, excepto o dinheirinho, nosso, já gasto. Tudo foi inaugurado como se estivesse bom e a funcionar, à boa maneira do nosso Primeiro, que tem mais exemplos como este. O do Magalhães que deu e tirou computadores aos meninos pois era só para a comunicação social ver, os alunos que afinal não eram – eram contratados – nos quadros interactivos das escolas, a Escola de Soares dos Reis que afinal ainda não está pronta nem para lá caminha apesar de inaugurada com pompa e circunstância, e tantos outros.

Continuo tão contente com a nossa (des)governação.

AS ESCOLHAS DA DRª MANUELA II

Vá-se lá saber porquê, a senhora escolheu o sr Rangel. É o menino bonito da drª Manuela. Já o tinha escolhido para comandar os seus pares na Assembleia da República. A meu ver uma má escolha de então, ficou muito aquém do seu antecessor (não é que esteja a fazer um mau trabalho agora, mas o outro era bem melhor), e uma má escolha agora, pois terá uma derrota anunciada no confronto com Vital Moreira.
Eu gostaria de estar enganado, eu gostaria de, daqui a uns meses vir aqui, humildemente, falar do meu erro de apreciação, de vir dizer que afinal a escolha tinha sido boa, mas não me parece possível. O candidato, apesar de inteligente e de parecer ter boas ideias, não tem carisma.
O nome mais falado nestes dias, nem chegou a ser considerado pela chefe do partido, e pela primeira vez, a drª Manuela, teve uma reacção negativa de alguns dos seus segundos, muito embora, na apresentação do nome, tudo se tenha calado e ninguém fez ondas, ou ainda a senhora se zangava e não haveria lugares para os que os esperam.
Nada tenho contra o actual cabeça de lista do PSD. Realmente as suas últimas prestações têm sido razoáveis, tem vindo a melhorar, a argumentação tem melhorado, e tem vontade e capacidade, mas havia tantos outros nomes melhores e mais capazes para esta luta, que me parece mais um erro da drª. Mas mais à frente é que se vai ver.
Parece-me que só o partido do governo fica a ganhar com esta candidatura.

METRO, BOAVISTA / CAMPO ALEGRE

Na polémica que por aí andou, e hoje está um pouco adormecida, sobre as linhas de Metro que o Porto deveria ter, e sobre a escolha entre a linha da Boavista e a do Campo Alegre, não sou a favor de uma em detrimento da outra. Antes sou a favor das duas.
Qualquer uma delas tem os seus defeitos e as suas virtudes. Qualquer uma delas é necessária à zona que atravessa. Uma não tira utentes à outra. Fazem parte de uma (mais uma) guerra entre a Câmara da cidade e o governo da República.
A polémica mais recente prende-se com o projecto que a Empresa do Metro apresentou para a linha do Campo Alegre. As críticas aparecem de todo o lado. Vozes de ilustres da cidade, levantam-se contra a proposta. A população está desta vez totalmente ao lado dos notáveis. As vozes de uns e de outros levantaram-se já no Auditório da Universidade Católica, cheio de gente a contestar o projecto. A hipótese de um abaixo-assinado para exigir que o projecto seja diferente, é mais que certa.
A proposta, apelidada por muitos de aberração, aborto urbanístico, atentado e absurdo, passa pelo enterramento da linha a partir de Lordelo, deixando à superfície a parte ocidental da linha.
Ora é nessa parte, na deixada à superfície que as opiniões se não dividem. Tem de ser enterrada!
Os custos da implementação da linha “por cima”, são enormes, atrofiando toda a zona envolvente, e destruindo toda uma área privilegiada.
Não se compreende muito bem, a não ser por motivos maquiavélicos de carácter político, que tal proposta tenha sido apresentada e muito menos que não seja modificada.
É evidente, para mim, que o Presidente da Câmara vai contestar este projecto, que a não ser mudado, irá provocar mais uma guerra do género da do túnel de Ceuta, com a razão do lado da edilidade e a tentativa de aproveitamento político do lado do governo.
Esperemos pelos desenvolvimentos de mais um caso que ainda se vai arrastar por muito tempo.

A CAÇA AO DESGRAÇADO

A DGI anda muito activa. Em pouco mais de um mês enviou milhares (mais de seis mil) de notificações a gestores, para pagar o que as firmas que geriram, e que falindo não têm bens para o fazer, devem ao fisco.

Este é um caso extraordinário, para usar um termo caro ao nosso Primeiro. As firmas que têm uma responsabilidade limitada à empresa, por isso são “…, lda.”, l.i.m.i.t.a.d.a, deixaram de o ser e agora os zelosos fiscais, vão buscar a casa dos gestores ou gerentes dessas empresas, micro e médias, o dinheiro das dívidas da empresa (coimas fiscais), o que nunca deveriam poder fazer.

O gerente ou gestor, já não tem direito a subsídio de desemprego, aquando do terminus da actividade da empresa, apesar de descontar para isso. Dizem que desconta menos um por cento e por isso já não tem direito a nada. Mas descontam praticamente como qualquer outro trabalhador.

Estas coisas só acontecem porque esses gestores e gerentes não são muito ricos e não têm influência, nem capacidade de subornar, influenciar, contornar, contestar ou negociar. Muitos não passavam de meros empregados sem muito poder de decisão (às vezes em nenhum) e muitas vezes com ordenados em atraso, porque senão, se tivessem essas capacidades ou esse dinheiro e poder, acontecia-lhes o mesmo que está a acontecer às instituições bancárias que viram o IVA perdoado em cerca de quatro milhões de euros, por “falta de meios” do fisco.

Que fazem as associações de comerciantes pelos seus associados? Como os defendem neste caso? Não os vejo a fazer seja o que for que tenha cabeça, tronco e membros.

Depois admiram-se que os ditos gestores, aflitos, tentem vender o pouco que têm para que esse bem não seja penhorado.

Este é o saque a que temos direito com o governo que nos (des)governa. O que o estado quer é cobrar multas, taxas e impostos, seja de que forma for.

Desta forma, da forma que o governo impôe, isto está a ir longe de mais.

Temos de os fazer parar, à boa maneira do nosso Primeiro: seja de que maneira for!< –>

FREEPORTGATE

Como se nada fosse, o povo Português assiste impávido e sereno à novela do caso Freeport.
Pelo que se vai sabendo, ou pelo que se julga que se sabe, estamos a falar de suborno, de dinheiro que alguém pagou e outro(s) alguém recebeu para que se licenciasse uma obra que não o deveria ter sido.

Pelo que se vai sabendo, ou pelo que se fala, estamos a falar de leis e de direitos que alguém, porque possivelmente recebeu dinheiro que não poderia nem deveria ter recebido (fala-se em quatro milhões de euros, pagos aos bocadinhos para não dar nas vistas), esqueceu e das quais fez tábua raza, para que outro alguém pudesse ganhar milhões de euros de mais valias e de lucros indevidos.

Pelo que se vai sabendo, ou pelo que se diz à boca cheia, estamos a falar do envolvimento de um membro do governo, ministro à altura dos acontecimentos e Primeiro ministro na actualidade.

Ninguém sabe ao certo, porque ninguém nos diz, e também porque ninguém se acusa, se é verdadeiro esse envolvimento. Mas aos poucos vai-se adensando a nuvem que cobre este nosso governante, que cada vez mais se mostra revoltado com a situação. Mas o homem é perito em mudar o nome e as cores das coisas e das situações. E a história do menino pastor e do lobo, todos a conhecemos.

O que mais me confunde, é a passividade do povo do meu País. Noutra altura qualquer, ou com outro qualquer personagem, já os meus concidadãos tinham saído para a rua, exigindo saber a verdade, ou a demissão do governante enquanto não se apurasse tudo direitinho. Com este, nada se ouve. Com este tudo se cala. Com este tudo e todos se dobram. Que terá ele dado ao povo? Noutras circunstâncias e noutros contextos dir-se-ia que lhe tinha dado água de c. lavado.

Agora até já se fala na possibilidade de arquivamento do caso Freeport. Fala-se de pressões sobre os magistrados que estão com o caso. O presidente do sindicato dos magistrados do ministério público pede uma audiencia de urgência com o Presidente da República. Que poderá sair daí?

Todo este caso cheira mal, e a campanha dita negra, só o é se se revelar que tudo é uma mentira. Até lá não há campanha de cor alguma, seja ela branca, cinzenta ou negra.

Tudo isto é um espelho do nosso País.

Tudo isto me dá vomição.

(In O Primeiro de Janeiro, 09-04-2009)

RAIOS PARTAM OS MEDICAMENTOS

Isto das farmácias se quererem sobrepor aos médicos não pode acontecer. Os senhores doutores médicos é que sabem se o medicamento que receitam pode ou não pode ser substiuído por outro. Esta coisa de se querer beneficiar os doentes arranjando medicamentos mais baratos não beneficia ninguém, nem médicos, nem farmácias nem doentes.
A maior parte das vezes os chamados genéricos não prestam para nada, e assim os doentes não melhoram. Se não melhoram têm de comprar outros que lhes tragam saúde.
Desta forma os doentes são prejudicados na sua saúde e na sua bolsa.
A maior parte das vezes os medicamentos chamados genéricos são mais baratos, logo o lucro das farmácias é menor. As boticas são assim prejudicadas nas suas receitas.
A maior parte das vezes os chamados genéricos, se não forem receitados pelo médico e não surtirem o efeito desejado, a culpa é sempre do clínico que os não receitou mas aceitou a troca, e assim fica perante o doente numa posição fragilizada. Os médicos são desta forma prejudicados pelos efeitos menos bons do remédio.
Em todo este contexto, as farmácias surgem como más da fita ao quererem que os doentes paguem menos por um medicamento que o governo se farta de nos dizer que é igualzinho aos de marca. As farmácias não têm esse direito. Como não o têm de prejudicar as farmacêuticas. E aqui é que a “porca torce o rabo”.
Há interesses instalados! Das farmacêuticas e dos médicos que em muitos dos casos poderiam facilmente receitar um medicamento genérico, mas não podem “à cause des congrés”, e de outras coisas de que se fala.
Por causa de todos os interesses instalados, logo saltaram abespinhados os médicos e agora o governo, que, para salvaguardar, não os interesses dos cidadãos, mas outros, porventura escusos, já fez saber que se o doente aceitar trocar o medicamento receitado pelo médico, por outro genérico, sem o consentimento prévio do clínico, esses medicamentos não serão comparticipados pelo estado. Só podemos ter medicamentos de marca, apesar do governo dizer que quer aumentar o número de genéricos receitados e vendidos. A mania das grandezas, misturada com mentiras surdas.
Abençoado País que tal governo, amigo dos governados (alguns deles), tem!
Carago (como se diz aqui na minha terra), e não há forma de os pormos daqui para fora?

O CÃO DE ÁGUA

Falar sobre o cão de água português, vem a propósito do novo cão da família Obama. Num repente, já se diz à boca cheia, que na Administração Americana se fala Português. Se bem que já escolhido (dizem que será “Bo”), o cachorrinho ainda não terá nome oficial, e já se movimentam por aí, grupos a tentar arranjar o nome ideal para o bicho. Por mim, o nome de sonho, já que é uso moderno dar nomes de pessoas aos animais de estimação (e já agora o sr Obama deveria juntar à raça um nome bem Português), bem poderia ser Sócrates, já que tejo, bobi, piloto ou fiel, estão decididamente fora de moda. Para além disso, consta que ladrará como qualquer outro e não morderá se bem ensinado.

Cansa imenso estar constantemente a ouvir falar do que o sr Obama faz, do que o sr Obama não faz, dos elementos da Administração do sr Obama que afinal já o não são, ver cartazes do sr Obama, ouvir piadas racistas do sr Obama, telemóveis, pensos, capas, cuecas, camisas, suspensórios e outros artigos quaisquer que eles sejam, do sr Obama, e agora também o cão do sr Obama.

As notícias dos jornais, dos telejornais e outros meios, traduzem esse fascínio para os nossos concidadãos, que é o facto de um cão de uma raça chamada Portuguesa, ir passar a viver como emigrante de sucesso nos Estados Unidos da América, terra das oportunidades. Teremos emissões em directo de Washington, com especialistas caninos a botar faladura e a adoçar a boca do porteguesinho, com o nosso sentido patriótico, o prestígio da nossa Pátria e o nosso ego cada vez mais exaltados.

Portugal exultou com a notícia. Já exultara antes com a hipótese, agora andamos todos satisfeitinhos e de sorriso de orelha a orelha com a confirmação da escolha, e da ida do animal para os EUA.

Com isso, esquecemos as constantes falências, o número crescente de desempregados, o congresso “folow the líder” (bem, este talvez não), o FreepotGate, a guerra dos professores, a anunciada guerra dos médicos que afinal talvez não o seja, as greves, a compra de acções da Cimpor, o novo aeroporto de Lisboa, o TGV, a nova ponte de Lisboa, as obras na frente ribeirinha de Lisboa, os cinco mil euros de condenação por corrupção, a apreensão de livros com pinturas de um pintor célebre, o Magalhães atrasado, o BPN, o BPP, Dias Loureiro, o casamento dos homossexuais, a eutanásia, a linha do Tua, a recessão, os 150 000 milhões de euros da nossa dívida, a regionalização, e mais um arrazoado de coisas que nem vale a pena lembrar. Tudo esquecido por via das notícias importantes sobre o novo cão mais importante do mundo.

E depois, depois de pensar em tudo isto, depois de ver com o que é que Portugal exulta, fico triste, ao verificar que os nossos principais orgulhos, as coisas que mais nos enobrecem e nos notabilizam, a par das vitórias externas no futebol, e outras de igual importância, não passam de coisas insignificantes, de pouco ou nenhum valor, reles e mesquinhas.< –>

ONDE ESTÁ A NOTÍCIA ?

ASAE, ESSA ETERNA MÁ DA FITA
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Há alguns anos, o comércio tradicional conseguiu uma vitória sobre as grandes superfícies. Estas, abriam com horário alargado, incluindo ao Domingo e feriados todo o dia, o que não era permitido ao comércio tradicional, prejudicando as vendas deste, e assim, o legislador legislou no sentido de as grandes superfícies não abrirem aos domingos e feriados após as 13h excepto na altura do Natal. Ficou muito aquém do que se pretendia, mas foi um grande avanço na protecção aos pequenos.
Há, assim, uma lei que impede essa abertura durante grande parte do ano.
A ASAE, que entre outras coisas, tem que verificar a observância dessa lei, puniu doze dessas grandes superfícies porque estavam abertas após o horário que lhes foi imposto.
Que tem isso de anormal? Onde está a notícia? Quando a ASAE ou outra qualquer entidade que regule qualquer coisa, seja lá o que for, fiscaliza e pune um infractor, isso é notícia? Ou a falta de notícias provoca que este caso o seja? Ou ainda é preciso distrair o povo com notícias que o não são, para esconder as graves dificuldades por que passamos e que os nossos governantes não parecem ser capazes de resolver?
Vendo as reacções de muitas das pessoas que resolveram opinar sobre este assunto, parece-me que na sua maioria se estarão a esquecer do que em primeira mão, levou a que fosse proibído abrir ao domingo e feriados de tarde. Lá voltamos nós, os que porventura estiverem contra esta acção da ASAE e que não parecem saber do que estão a falar, a querer proteger os “grandes” em desfavor dos “pequenos”.
Fez a ASAE muito bem, é o seu papel entre outros, em multar essas doze grandes superfícies que não respeitaram a lei vigente.
O comércio tradicional precisa do apoio de todos nós, e não é com a abertura dos grandes centros, de novo, aos domingos e feriados de tarde, que isso se vai verificar. Também é verdade que só por si, esta proibição não resolve os problemas dos pequenos comerciantes, mas pelo menos não os agrava.
Deixemo-nos de falsos moralismos e permitamos que as leis se cumpram e se façam cumprir.

AS ESCOLHAS DA DRª MANUELA

A Drª Manuela, prefere que o sr Rangel seja candidato ao Parlamento Europeu, em vez do sr Mendes. Será para se livrar do emplastro que é o líder parlamentar do PSD?E que o homem é mesmo muito fraquinho, e então se o compararmos com o seu antecessor, é de uma falta de categoria enorme.

O MOLHE NORTE DA FOZ DO RIO DOURO

Junto à praia das Pastoras, esteve uma escultura de José Rodrigues, evocativa de Ferreira de Castro. Durante as obras do molhe norte da foz do rio Douro, foi retirada do seu lugar. Ao que parece, esteve a ser restaurada e vai, dentro de algum tempo, espera-se que muito curto, ser reposta no local.

Vem isto a propósito da minha ida há alguns dias, de manhã, ao novo farol da barra do Douro.
Logo na entrada uma tristeza, um jardim bonito, inaugurado há poucos dias e já com plantas a morrer de sede, e algumas mesmo mortas. Não deveria ser assim.
Percorri-o (ao molhe) depois, de uma ponta a outra e gostei da obra e da vista da minha cidade, olhada lá da ponta. Lamentavelmente ainda não se pode percorrer o túnel até ao farol. O mar chão e a maré baixa, acompanhados pelo sol e temperatura muito agradável, ajudaram ao encanto. Muitas pessoas, como eu, passeavam, outras pescavam, outras, poucas, também como eu, fotografavam. Algumas crianças corriam e brincavam. Alguns, comiam e outros fumavam. O chão estava inundado de beatas e papeis, e toda a espécie de pequenos detritos. Nem um único local para os deitar, que impedisse aquele espectáculo. Os fumadores deitavam as periscas para o chão, o mesmo faziam os miúdos aos papéis que embalavam os gelados e a sandes. Os pescadores ainda eram os mais asseados, guardando as suas coisas em sacos plásticos.

Algum tempo depois, o mar foi subindo, as ondas começaram a galgar levemente o molhe, e foram lavando a porcaria lá deixada.

Se calhar é assim que deve ser, o mar tudo lavará e tudo levará consigo, mais cedo ou mais tarde. Porquê incomodarmo-nos com estes pormenores?, pensarão os responsáveis do IPTM ou os da APDL.

Mas para mim, não custava nada tratar das plantas, e colocar umas papeleiras próprias para o local, de onde a onde.

À atenção de quem de direito!

QUIQUE, EL MEJOR

Está de vento em popa, a qualidade de jogo do Benfica. Mais uma vez perdeu, mas não por culpa própria. Desta vez, foi a arbitragem habilidosa que levou ao infortúnio. Claro que o jogar mal, não ajuda nada, e o jogar pior que o adversário também não. Mas, como é evidente, a culpa toda é do quarteto de arbitragem. Desta forma, o acesso à Liga dos Campeões do próximo ano, está seriamente comprometido. É uma vergonha, tanto alarde para tão pouco resultado.

E agora Quique, como vai ser. Ainda és o maior da tua terra?

Mais uma vez, temos quatro campeonatos, o do FCP, eterno primeiro, o dos três ou quatro seguintes, o dos que lutam para não descer e o do Benfica, campeão moral de todas as ligas mas que nada ganha.