RAIOS PARTAM OS MEDICAMENTOS

Isto das farmácias se quererem sobrepor aos médicos não pode acontecer. Os senhores doutores médicos é que sabem se o medicamento que receitam pode ou não pode ser substiuído por outro. Esta coisa de se querer beneficiar os doentes arranjando medicamentos mais baratos não beneficia ninguém, nem médicos, nem farmácias nem doentes.
A maior parte das vezes os chamados genéricos não prestam para nada, e assim os doentes não melhoram. Se não melhoram têm de comprar outros que lhes tragam saúde.
Desta forma os doentes são prejudicados na sua saúde e na sua bolsa.
A maior parte das vezes os medicamentos chamados genéricos são mais baratos, logo o lucro das farmácias é menor. As boticas são assim prejudicadas nas suas receitas.
A maior parte das vezes os chamados genéricos, se não forem receitados pelo médico e não surtirem o efeito desejado, a culpa é sempre do clínico que os não receitou mas aceitou a troca, e assim fica perante o doente numa posição fragilizada. Os médicos são desta forma prejudicados pelos efeitos menos bons do remédio.
Em todo este contexto, as farmácias surgem como más da fita ao quererem que os doentes paguem menos por um medicamento que o governo se farta de nos dizer que é igualzinho aos de marca. As farmácias não têm esse direito. Como não o têm de prejudicar as farmacêuticas. E aqui é que a “porca torce o rabo”.
Há interesses instalados! Das farmacêuticas e dos médicos que em muitos dos casos poderiam facilmente receitar um medicamento genérico, mas não podem “à cause des congrés”, e de outras coisas de que se fala.
Por causa de todos os interesses instalados, logo saltaram abespinhados os médicos e agora o governo, que, para salvaguardar, não os interesses dos cidadãos, mas outros, porventura escusos, já fez saber que se o doente aceitar trocar o medicamento receitado pelo médico, por outro genérico, sem o consentimento prévio do clínico, esses medicamentos não serão comparticipados pelo estado. Só podemos ter medicamentos de marca, apesar do governo dizer que quer aumentar o número de genéricos receitados e vendidos. A mania das grandezas, misturada com mentiras surdas.
Abençoado País que tal governo, amigo dos governados (alguns deles), tem!
Carago (como se diz aqui na minha terra), e não há forma de os pormos daqui para fora?

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Eu gostava era de saber porque há o monopólio das farmácias, os hospitais não podem fornecer os seus doentes em ambulatório e a prescrição por unidose nunca mais de instala! De onde vem a força desta gente?Entre a corporação dos médicos e o das farmácias quem se lixa é o doente e o contribuinte.Enfim, o habitual!

  2. Miguel Dias says:

    josé magalhâes: como discordo em muito com este post , vou escrever um mais acima (ainda não sei como se faz pingback ou pingpong ou lá ou que é)luís moreira: a força desta gente vem do facto de nos tratarem da saúde (em todos os sentidos).

  3. Luis Moreira says:

    Pois, Miguel a verdade é se trata de um monopólio que pisa todas as regras da economia de mercado que é suposto ser o nosso caso.A verdadeira poupança ,além dos genéricos, faz-se com a prescrição por dose.Todos náo temos consciência do dinheiro que vai para o lixo em medicamentos.E sabem porque não se implementa?porque não interessa às farmaceuticas, que venderiam muito menos, e não interessa às farmácias porque tinham de investir num laboratoŕio para manusear os medicamentos com segurança.Assim, é uma farturinha.Precisamos de 3 comprimidos vendem-nos 30! Só os pobres se dão a este luxo!!

  4. Luis Moreira says:

    E aquela vergonha de os hospitais não puderem vender medicamentos aos seus doentes em ambulatório, porque diz o sr Cordeiro, íria retirar clientes às farmácias que estão num raio de 500 metros dos hospitais?Com a alimentação tambem é assim.Os restaurantes perto dos hospitais fartam-se de perder dinheiro! Isto é gozar com o pagode!Mas os governos passam e o sr.Cordeiro fica!

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