Leitores vítimas de burla no Correio da Manhã

A história envolve uma empresa chamada Just Up, que produziu a série “Ministério do Tempo”, encomendada e transmitida pela RTP. A Just Up não terá pago aos actores, e o Correio da Manha apressou-se a noticiar a alegada burla, atribuindo-a sibilinamente à RTP.

É só mais um caso de manipulação descarada e nada inocente – agravado pelo facto de a “notícia” apenas estar disponível online para assinantes, pelo que o leitor comum fica apenas com a “informação” do título.

A “estratégia de ataque” está em curso desde há vários anos e tem objectivos bem definidos. Foi assim que já se assistiu a uma tentativa de tomada de assalto da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista por um grupo de homens-de-mão da Cofina, por sinal empresa proprietária do CM, que por sua vez é a publicação que detém o maior número de queixas na CCPJ. [Read more…]

Jornais na madrugada

O cansaço dissipou o sono. É madrugada alta e é quase Natal. Leio jornais on line. Cai-me debaixo dos olhos a notícia da morte do actor António Montez. A memória recua a 1959, ao teatro anatómico da Faculdade de Medicina de Lisboa. Na mesa o corpo pequeno e magro da mulher com o número 36. À volta, um grupo de estudantes de anatomia. O José Gomes Ferreira, afamado locutor da RTP, paralítico das duas pernas, na sua cadeira de rodas. A Virgínia Morais, de Macau, boémia e rabulista, que vivia num apartamento com uma criada oriental a fazer petiscos com que todos nos regalávamos. O José Álvaro Morais, dividido entre a Medicina e o Cinema, acabando por ganhar este e com pompa, em Paris, onde foi realizador de mérito. A Clementina Diniz, elegante e sofisticada, que veio a ser psicóloga de nome feito pelo saber. A Sofia Borges, de Angola, sempre agitada e cheia de pressa. A Zita Neto Raposo, que veio de Minde com o seu sorriso franco e alegre. A Maria José Cardoso, cheia de verve e obstinação. Os manos Chung Kong Sin e Chung Su Sing, vindos da China via Macau. O António Montez, dividido entre a Medicina e o Teatro, e ganhou este fazendo dele um belo actor. O Luiz Frazão, pândego e cheio de piada. E eu, ida de Tomar  sem nada que me distinguisse. [Read more…]

Directas PSD #4:

Eu gosto mais de usar a seguinte frase: “Rabo escondido com o gato de fora“. Vejamos:

1. O famoso, pelas piores razões, António Preto apoia e colabora afincadamente com Paulo Rangel. Este não sabia. Nem eu.  Nem o Pedro Picoito

2. Morais Sarmento consegue ser, simultaneamente, árbitro e jogador. Alguém acredita que Aguiar Branco não consegue as assinaturas?

3. Call center de António Preto + Actores contratados = Ruptura

Sobre as eleições directas no PSD podemos sempre recorrer a uma conhecida frase publicitária: “Ele há coisas fantásticas”!

Adenda de última hora:

“Tome-se, só para exemplo, o caso da educação. Sócrates não teve pejo em apresentar como relatório da OCDE um estudo privado encomendado à la carte. Sócrates não hesitou em lançar os quadros interactivos perante uma plateia de estudantes simulada, composta por crianças contratadas. Sócrates nunca enjeitou a encenação, repetida dezenas de vezes, da distribuição de computadores Magalhães, que, no minuto seguinte, eram retirados aos alunos. Este padrão de comportamento diz tudo sobre a substância da política do PS.” Escrito por Paulo Rangel em 17/9/2009…