Útero artificial

Usado para manter fetos animais vivos.

Vacinem as criancinhas

Parece que a moda de não vacinar crianças emigrou dos Estados Unidos para Portugal. Com o advento da Internet, os paizinhos armaram-se em médicos e chegaram à conclusão que as vacinas causam autismo e problemas intestinais, e afinal de contas antes ter um filho que morre com sarampo ou meningite do que ter um filho autista. Não interessa se os sites que transmitem essa informação sejam muito pouco fidedignos e que qualquer médico minimamente credenciado diga que não é bem assim. Não, não, “eu é que sei o que é melhor para o meu filho” diz a mãe que acha que o site da AIA é mais credível do que os vários médicos do seu pequeno rebento.

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Jornais na madrugada

O cansaço dissipou o sono. É madrugada alta e é quase Natal. Leio jornais on line. Cai-me debaixo dos olhos a notícia da morte do actor António Montez. A memória recua a 1959, ao teatro anatómico da Faculdade de Medicina de Lisboa. Na mesa o corpo pequeno e magro da mulher com o número 36. À volta, um grupo de estudantes de anatomia. O José Gomes Ferreira, afamado locutor da RTP, paralítico das duas pernas, na sua cadeira de rodas. A Virgínia Morais, de Macau, boémia e rabulista, que vivia num apartamento com uma criada oriental a fazer petiscos com que todos nos regalávamos. O José Álvaro Morais, dividido entre a Medicina e o Cinema, acabando por ganhar este e com pompa, em Paris, onde foi realizador de mérito. A Clementina Diniz, elegante e sofisticada, que veio a ser psicóloga de nome feito pelo saber. A Sofia Borges, de Angola, sempre agitada e cheia de pressa. A Zita Neto Raposo, que veio de Minde com o seu sorriso franco e alegre. A Maria José Cardoso, cheia de verve e obstinação. Os manos Chung Kong Sin e Chung Su Sing, vindos da China via Macau. O António Montez, dividido entre a Medicina e o Teatro, e ganhou este fazendo dele um belo actor. O Luiz Frazão, pândego e cheio de piada. E eu, ida de Tomar  sem nada que me distinguisse. [Read more…]

Ser caso único

Conheci a história (do caraças) de Henrique Ferreira através do JN (de ontem).

O empresário é o único caso de «Fetus in fetu» (FIF) conhecido em Portugal. A FIF é uma condição patológica muito rara “que consiste no desenvolvimento  de um embrião ou feto dentro do corpo de outro feto”. “Uma anomalia tão rara que não está inscrita nos portais de referência de doenças raras”.

São apenas 100, os casos documentados no Mundo inteiro.

Henrique é o único caso conhecido no nosso país. Sofreu muito em criança: sentiu raiva por ser diferente. Foi operado há 25 anos nos EUA, mas ainda hoje fala com mágoa desse tempo de dissabores…

Partilho a sua lição de vida:

quando se tem um objectivo na vida, é preciso ter paciência e saber esperar e tudo se resolve. (…) Nada acontece por acaso.

Por que é que eu faço desta história um post? Porque estes casos de vida fazem-me ver que como sou sortuda e que me queixo de ter vida fácil.  O que são os meus pequenos complexos ou problemas, comparados aos que Henrique teve?  E porque gosto muito daquela frase «Nada acontece por acaso».

A suplementação alimentar que a União Europeia e as multinacionais vos querem proibir, na prática

Ao abrigo do Tratado de Lisboa, o cidadão europeu tem uma ferramenta para obrigar a Comissão Europeia a rever uma determinada matéria, esse meio é uma petição de 1 milhão de europeus. O lobby da grande indústria farmacêutica precisa de ser parado em nome dos melhores interesses da saúde colectiva.

Veja  a “Pétition 1924/2006/CE

Assine  a petição europeia e recomende-a:

A partir de Setembro prepara-se mais uma purga no mercado europeu de suplementos alimentares, seguindo a aplicação do Codex Alimentarius na Europa.

Outras informações úteis:
Saúde em perigo (Santé en danger).

Alimentos não são medicamentos.

Chatice Tuga

Avanços nas ciências médicas, recuos nas políticas de saúde

Mortalidade das Doenças Cardiovasculares

Em Portugal, à semelhança da Europa em geral, as doenças cardiovasculares (Enfartes do Miocárdio e Acidentes Cardiovasculares Cerebrais-AVC’s) constituem a primeira causa de morte – cerca de 40% do total de óbitos é o número estimado pelo Ministério da Saúde. Os factores determinantes para esse tipo de doenças estão relacionados com hábitos de vida, tendências patológicas  e seus efeitos, nomeadamente:

  • Tabagismo;
  • Sedentarismo;
  • Diabetes Mellitus obesidade;
  • Maus hábitos alimentares;
  • Hipercolesterolemia;
  • Hipertensão Arterial;
  • Stress’ excessivo;

Sublinhe-se que o contributo dos ACV’s para os óbitos, com percentagens entre 65 e 68%, supera a incidência dos Enfartes de Miocárdio.

Progresso científico anunciado pela Lancet

O ‘Público’ divulgou o estudo revelado pela conceituada publicação científica Lancet de uma experiência de regeneração de células cardíacas alvo de necrose após episódios de enfarte.

O trabalho de investigação e estudo, realizado por uma equipa do Cesars-Sinai Heart Institute, de Los Angeles, incidiu sobre 17 doentes. Teve como resultado a regeneração de cerca de 50% das células afectadas por lesão cardíaca, lesão até então irreversível – experiências anteriores de regeneração com células da medula óssea tinham sido muito insatisfatórias quanto a resultados.

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"O maior escândalo do século na medicina"

“O maior escândalo do século na medicina”

( Façam o sacrifício de ler, pois creio que vos trará algum proveito)

Exerço clínica há quase 50 anos, desde uma clínica um tanto primitiva da primeira fase da minha vida, em plena serra da Gralheira e no interior da Guiné, até à clínica especializada da maior parte da minha vida. Portanto, tenho direito a algum crédito naquilo que digo. E o que digo não é bom nem agradável.

Clama o Sr. Wolfgang Wodang, presidente da Comissão de saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que a campanha da “falsa pandemia de gripe, criada pela Organização Mundial de Saúde e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, é o maior escândalo do século na medicina”. Ele vai pedir um inquérito para analisar a pressão que os laboratórios terão exercido sobre a Organização Mundial de Saúde. De facto, mais grave do que isto não é fácil conceber.

Claro que, como diz o povo, “tarde piaste”, ou “agora agarra-lhe no cu com um gancho”, ou ainda “agora adianta-te um grosso”. Com cinco mil milhões no papo, a indústria farmacêutica faz um manguito e farta-se de rir à gargalhada. Só não estará totalmente satisfeita, porque uma boa parte da população já tem os olhos mais ou menos abertos, muitos médicos e outros agentes de saúde não são otários, e, portanto, marimbaram-se para o esquema, mandando às urtigas as vacinas, senão não eram cinco mil milhões, mas dez mil, quinze mil ou vinte mil milhões. A não ser que os governos já as tenham todas pagas, mesmo as não utilizadas. Se assim for, só lhes resta ensopá-las com batatas.

De pés bem assentes na minha vida e experiência clínicas, com a responsabilidade que sempre procurei ter, mas de pé atrás pelas inúmeras patranhas a que há anos estou habituado, e também avisado desde início desta “pandemia” pela análise lúcida e isenta de muita gente, quer do mundo médico quer do mundo político, como por exemplo o Prof. Vaz Carneiro e Ignatio Ramonet, eu não tomei a vacina, não a prescrevi nem a aconselhei a nenhum dos meus pacientes, nem tão pouco aos meus familiares, nomeadamente filhos, noras e netos. E não estou arrependido. Nem eles, creio eu. [Read more…]