Palavras para quê? É ministro da Educação!

Por razões de higiene também ortográfica, é raríssimo comprar o Expresso. Recentemente, João Costa deu a este jornal a sua primeira entrevista na qualidade de ministro da Educação.

Relembre-se, a propósito, que João Costa foi secretário de Estado do mesmo ministério durante os últimos seis anos.

A entrevista já foi devidamente escalpelizada pelo Paulo Guinote em quatro textos com a acutilância do costume: um, dois, três, quatro.

Limito-me a realçar o que, de qualquer modo, já foi realçado, roubando, ainda, uma imagem ao Paulo.

Em primeiro lugar, note-se que não há resposta à pergunta. Depois, a verdade é que João Costa trocou a função de professor pela de secretário de Estado e pela de ministro, o que não lhe retira nem acrescenta qualidades. Acrescente-se que João Costa é professor universitário, o que o coloca numa situação diferente da dos professores do Básico e do Secundário (e mesmo nestas duas áreas, há distinções importantes a fazer) e, portanto, afirmar que é “professor” é uma manobra de relações públicas altamente enganosa. Não se trata, aqui, de uma questão de superioridade ou de inferioridade.

A cereja em cima do bolo, no entanto, está nesta ideia insidiosa e repetida de que os professores não sabem lidar com a diversidade social e que isso se resolve com uma qualquer formação milagrosa. Os professores são um dos grupos profissionais que se encontram na primeira linha do contacto com a diversidade social, com tudo o que isso implica de frustrações, de imprevistos, de derrotas e de conquistas, muitas conquistas. [Read more…]

Ecco il mio destino

 

Oui tellement faux
Mon seul tourment et mon unique espérance
Rien ne t’arrête quand tu commences
Si tu savais comme j’ai envie d’un peu de silence

— Dalida & Alain Delon

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http://www.dailymotion.com/video/x269oan_mina-adriano-celentano-parole-parole-1972_music

O último adeus de Maria Schneider

Maria Schneider morreu hoje, aos 58 anos. Para a história ficou famosa da forma que menos queria, como uma “sex symbol”. Graças, sobretudo, a "O Último Tango em Paris". Tinha 19 anos e, no filme, envolvia-se com um empresário dos EUA, interpretado por Marlon Brando.

Tinha sido escolhida por Bernardo Bertolucci, a quem, mais tarde, acusou de manipulação e de ser o pior inimigo dela e da carreira que poderia ter tido.

O filme, de 1972, foi polémico em todo o mundo e mais em Portugal. Foi censurado e ficou de fora das salas nacionais até depois da revolução. Mas quando chegou, chegou com grande impacto. A curiosidade fez deste um dos primeiros grandes sucessos da sétima arte no pós-25 de Abril.

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Decidiu nunca mais aparecer nua. Mas acabou por aceitar o repto de surgir sem roupa num filme de Michelangelo Antonioni, com Jack Nicholson.

Fez muitos mais filmes depois, mas deles pouco reza a história. Pouco interessa. Ficou, para desgosto, O Último tango em Paris.