O novo banco do PSD…

… ainda não fez um chavo e já estoirou 400 mil euros. Se alguma vez isto der mesmo em banco, daqui a 10 anos cá nos encontraremos no habitual resgate. Giro, giro, será ouvir os que agora descascam na CGD virem dizer que é o preço de se ter um banco público.

pires de lima

Foto: TVI24Paulo de Azevedo não quer continuar
à frente do banco de fomento

Desde que a direita decidiu dar azo à sua reincidente vocação bancária, uns quantos artistas têm-se entretido a plantar a ideia sobre não ser a mesma coisa caso esse papel coubesse à CGD e que, coitadinha, a banca privada teria competição desleal, como se a Caixa não tivesse, até, mais obrigações do que os restantes bancos. Mas têm razão, não seria a mesma coisa. Não haveria, por exemplo, o recrutamento e as pessoas acertadas a comandar a “pipa de massa“.

Mas então, para que serve a “Instituição Financeira de Desenvolvimento, vulgo Banco de Fomento“, que assumiu para cognome a designação dessa outra destinada a operar “na metrópole e no ultramar“? [Read more…]

Como se sabe, ter um banco público é um problema.

Isto é o que se depreende das palavras de sua excelência,   a ministra das finanças, Maria de sua graça, quando justificou a bronca que fizeram quanto à falência do BES, dizendo que os portugueses serão chamados a pagarem o buraco por terem um banco público.

Por isso, o governo PSD/CDS vai criar um novo banco público, o Banco de Fomento.

Agora, escolham. Ou a justificação da ministra é absurda, ou estão errados ao criarem um novo banco público. Ou então, como é o caso, aplicam-se ambas as explicações.

Ainda o novo banco do PSD não nasceu e já vai assim

PSD um partido que cria bancos

O banco de fomento e onde é que pára a oposição

O PSD e o CDS, por interpostas pessoas a que se chama governo, estão a criar um novo banco estatal que distribua o financiamento a empresas. Chamam-lhe banco de fomento e juram a pés juntos que isso não poderia ser realizado pela CGD. Apesar do banco público ter sido obrigado pelo governo a comprar o buraco chamado BPN.

A decisão, tomada na reunião de Conselho de Ministros de há duas semanas e publicada sexta-feira em Diário da República, determina que “no prazo de 120 dias sejam concluídos estudos técnicos de suporte à criação da Instituição Financeira de Desenvolvimento”. Estes estudos serão orientados secretários de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida e do Empreendedorismo, Franquelim Alves, que também ficam responsáveis por apresentar uma proposta de diploma dentro do mesmo prazo. [Económico, 17/06/13]

Quem conhece a CGD diz não perceber porque é que ela não pode ser esse banco de fomento.

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