Damnatio ad Bestias

damnatio_ad_bestias_tradicoesEm nome da “tradição“, venham de lá esses leões

Regresso ao passado

Parece que ontem, dia 20 de Junho, se cumpriu uma «tradição» em Braga, manchando a festa alegre que se pretende que o S. João seja. Uma tradição que não era cumprida há 98 anos. Saudosa, portanto!

Diz quem viu e até faz (má) locução na Tv Minho que foi «um momento bonito». Eu olho para aquelas imagens e ocorrem-me vários adjectivos. Nenhum deles será bonito. Bonito, bonito seria deixarem o Libório no seu cantito.

Foi-me garantido, ainda na véspera de tão fantástica ressurreição, por um amigo próximo que estava na organização de tamanha crueldade, que o animal não sofreria qualquer dano. Eu, conhecedora do comportamento humano quando em «matilha» e frequentemente em estado de pouca sobriedade, imaginava o que por aí viria.

Infelizmente, pelo que li de relatos de quem viu o acontecimento e foi mais imparcial do que o magnífico repórter da Tv Minho e pelo que vi nas imagens, a realidade foi mais ou menos como eu a imaginara.

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A Infâmia…

… a selvajaria e a barbárie nunca desgrudaram da pele do ser humano, apesar dos séculos, dos museus, da “cultura” e da tecnologia.

Agora encontraram uma nova frente, este parvalhão é o seu arauto e merece o mais veemente e claro dos repúdios.

Mas condenemo-lo com cuidado e alguma auto-critica enquanto povo e país. É que, se o homem e seus seguidores não deixam de ser uns obscuros idiotas fundamentalistas, nós, por cá, também não respeitamos lá muito o património colectivo e até da humanidade.

E isso, queiramos ou não, correndo o risco de parecer forçar a analogia, não abona grande coisa a favor da nossa imagenzinha civilizada e assim tão distinta da barbárie.

Os portistas, esses bárbaros

Estádio do Jamor, Maio de 1994. O FC do Porto acaba de vencer a Finalíssima da Taça de Portugal por 2-1. Quando se preparavam para subir à tribuna para receber a Taça, os jogadores do FC do Porto, com o capitão João Pinto à frente, são bombardeados por centenas de garrafas e de pedras, vindas da bancada central. A Ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite, que iria entregar o troféu, fala de um espectáculo deplorável.
Durante largos minutos, perante um corpo de segurança imóvel, os portistas esperaram que a situação acalmasse. Os ataques pareciam ter amainado, mas regressaram em força durante a subida da escadaria e já na Tribuna. Foram minutos de enorme tensão: com a Taça na mão, tentando ergue-la no ar, os jogadores do FC do Porto são de novo bombardeados com pedras e garrafas. Defendem-se como podem, utilizando o troféu como escudo. Há muitos atingidos e a Ministra só não o é porque o Presidente da Federação se coloca à sua frente. Ainda haveria uma terceira vaga da carga sportinguista, quando os dragões desciam com a Taça na mão, em direcção ao relvado, para festejar com os seus adeptos.
Nesse dia, o Estádio do Jamor viveu um dos mais lamentáveis episódios da sua história. Nesse dia, centenas de energúmenos sportinguistas estragaram aquela que podia ter sido mais uma bela festa de Final da Taça de Portugal.

Veredicto de Daniel Oliveira: Os portistas são uns bárbaros. [Read more…]