A União Europeia e a Internet, novamente

Isto cansa e o exército dos eurocratas ao serviço do lobby da indústria do entretenimento, camufladalo de defesa dos autores, acabará por ganhar por exaustão.

Amanhã, irá a votos a segunda versão da estratégia de censura da Internet, agora limada mas mantendo o tom.

Já tudo foi dito. Sobra a cada um informar-se sobre os novos desenvolvimentos e agir:

https://pt.saveyourinternet.eu

Entretanto, é de ler este post “Nova resposta de @marinhopintoeu a @ruitavares no jornal @Publico é surreal #SaveYourInternet #FixCopyright #SaveUsFromOurMEPs“. A estupidez é ilimitada.

A UE prepara censura automática na Internet e taxa sobre os links – contacte António Marinho e Pinto para impedir este absurdo!

Enquanto a mais recente proposta de direitos de autor na UE chega a uma votação crítica no dia 20 de Junho – próxima quarta-feira, mais de 70 dinossauros da Internet e da computação manifestaram-se contra uma cláusula perigosa, o Artigo 13, que exigirá que as plataformas da Internet filtrem automaticamente o conteúdo carregado. O grupo, que inclui o pioneiro da Internet Vint Cerf, o inventor da World Wide Web Tim Berners-Lee, o co-fundador da Wikipedia Jimmy Wales, o co-fundador do Projecto Mozilla Mitchell Baker, o fundador do Internet Archive Brewster Kahle, o especialista em criptografia Bruce Schneier, e o especialista em neutralidade de rede Tim Wu, escreveram em uma carta conjunta que foi divulgada há dias:

Ao exigir que as plataformas da Internet executem a filtragem automática de todo o conteúdo que os seus utilizadores carreguem, o Artigo 13 dá um passo sem precedentes para a transformação da Internet, de uma plataforma aberta para partilha e inovação, numa ferramenta para a vigilância e controlo automatizados de seus sites.

(Texto supra adaptado daqui)

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Professores – avaliação vale 400 a 500 lugares !

Durante um ano sindicatos e ministério da Educação travaram uma guerra pela avaliação. Os sindicatos não querem a avaliação , apoiaram o não cumprimento das directivas do Ministério quanto a essa matéria. O Ministério prometeu que a avaliação seria levada a sério, que quem cumprisse veria a avaliação ser factor de ponderação nos concursos e na graduação dos professores. Porque a verdade disse-a Mário Nogueira: a avaliação para quem teve “muito bom” ou “excelente” vale 400 a 500 lugares na lista para concurso! É este o problema!

Agora, perante esta situação , o ministério ou os sindicatos, um deles, vai perder a face!

Os sindicatos tentam embrulhar o problema de fundo em supostas questões técnicas informáticas, que o secretário de Estado já veio desmentir, dizendo o que é óbvio. As questões técnicas serão resolvidas. Mário Nogueira, tomado da alucinação habitual, já ameaça com guerra total, estava convencido que o ministério, informalmente, já tinha aceite a posição de não dar crédito à avaliação.

Mas como pode o ministério dar o dito por não dito prejudicando quem cumpriu? E os sindicatos vão dar razão a quem, entre os professores, os acusam de terem feito um mau acordo? Quem vai a partir de agora ter dúvidas  que  Mário  “alucinado” mais não faz que cavalgar as ondas de descontentamento entre a classe? Ou irá tudo começar de novo?

O principio do fim da co-governação, sindicatos/burocratas do Ministério e o ínico da escola autónoma entregue a quem a trabalha?

São os professores que têm a resposta!

Professores – A Isabel alçada a ministra…

É claro, para mim, que há um certo número de questões, que servem para ganhar espaço de manobra, tão esdrúxulas são. Até porque não acredito que a visão que nos é transmitida do processo de avaliação seja a que esgota o assunto no que diz respeito à gestão da escola e à obtenção de melhores resultados.

Todos sabemos, que tanto os sindicalistas como os burocratas do ministério, há muíto que deram umas voltas (turísticas e pedagógicas) pela Europa e viram implementados processos de avaliação no quadro mais vasto da “Gestão por objectivos”.

Enquanto interessar às partes, transmitir esta ideia que o que se trata é dividir professores, ter inimigos a quem apontar por levantarem barreiras à governação e, aos sindicatos, que são uns “insensatos” defensores da classe, isto não anda. Como não anda na Justiça, para não ter que dar outro exemplo, que podemos desfilar uns atrás dos outros.

O exemplo que o João dá, é tão óbvio, que só por sí mostra que a avaliação não pode ser o que nos andam a vender. Como é tambem esdrúxulo, colocar professores a “assistir” a aulas para dar notas a colegas, ou passar pela escola um “inspector” que assiste a aulas para classificar professores.

Ora, como já aqui disse dezenas de vezes, ninguem conhece melhor o trabalho de cada um que os seus colegas, sejam eles da equipa da cadeira, do Conselho Pedagógico, ou de outro orgão Director da Escola.

O que leio nos jornais, as grandes divergências, sublinhadas pelos sindicalistas, já não são mais do que despojos que cada um carregará o melhor que puder sem ter que perder a face. Agora já se fala que ” a fixação de vagas não está clarificada,” o que quer dizer que agora é só saber o “como”, o “documento do ME é ambíguo” o que quer dizer que é só “limar arestas”, que “é fundamental que o documento sofra alterações” o que quer dizer são alterações e não mais do que isso…

Estas negociações são uma parte de um todo e o que resultar delas, têm que “encaixar” em outros resultados de outras negociações que por sua vez…

Ninguem acredita quando nos toca à porta, mas a verdade, nua e crua, é que a festa acabou!