Ide ler sobre as maravilhas do artigo 13.

Direitos de autor no YouTube arruínam vídeos de educação musical. É só fumaça, diziam.

Ganhou o lobby das editoras. Os tótós dos autores acham que foram eles que ganharam.

Quando vir um autor mostrar a fortuna, ou uns trocos, até, com a nova lei da rolha, garanto que como um chapéu (*).

Directiva dos direitos de autor é aprovada numa vitória para as indústrias de conteúdos

Como votaram os eurodeputados portugueses na nova directiva dos direitos de autor? Um enganou-se

Por exemplo, com a nova lei, para publicar os links em cima, o Aventar teria que pagar uma comissão ao Público. O que vai acontecer? Aqui no blogue não temos receitas, isto é mantido por carolice, pelo que se chegar a vias de pagamentos, bye-bye links (é a minha opinião e não a do Aventar – ainda não discutimos o assunto). Quanto aos gigantes, como Google e Facebook, farão, muito provavelmente, aquilo que o Google já fez em situações semelhantes. Adeuzinho hiperligações.

Quanto aos tais filtros, quem já tentou contactar o Youtube ou o Facebook sabe perfeitamente que do outro lado não há ninguém.

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Contra a censura na rede

Durante todo o dia de hoje, a Wikipédia em língua alemã esteve desactivada como expressão de protesto contra a proposta de nova directiva de direitos de autor na UE. “A nossa rejeição resulta de sabermos o que significa o facto de tudo o que, de algum modo, tenha relação com conteúdos externos, ter de passar por filtros e provar a sua legalidade antes de poder aparecer”. “Haveria sempre ‘overblocking’.”

O foco das críticas são os chamados filtros de upload, programas que verificam previamente se o utilizador carrega material protegido por direitos de autor. O que vai representar o fim da Internet tal como hoje a conhecemos.

Passando por cima dos fortes protestos em torno do artigo 11.º e do artigo 13., e após longas negociações, o Conselho Europeu, o Parlamento e Comissão acabaram por chegar a um acordo em favor da nova directiva. “O PE defende que as gigantes tecnológicas passarão a ter que partilhar com os autores parte das receitas obtidas pela partilha desses conteúdos.”

Não, não estou nada a ver que isso vá funcionar. O que estou a ver é os lobbies em acção e bloqueamentos por tudo e por nada.

Para sábado estão previstas manifestações em toda a Europa e a petição pela preservação da liberdade na net, já com mais de 5 milhões de assinaturas, pode (e deve ser) assinada aqui.

No próximo dia 26 de Março, em Estrasburgo, a partir das 12:30h, os 751 deputados do Parlamento Europeu irão decidir entre apoiar uma directiva que obriga a “filtrar a Internet” ou rejeitá-la e exigir uma revisão equilibrada do texto, em benefício dos cidadãos e dos criadores.

A quem possa interessar

O modelo de negócio que estragou a internet;  Esta semana bloqueou o acesso à ProPublica

A pedra preciosa

LACINIUS, Pretiosa margarita novella (1546)

O facto de as técnicas de persuasão se exercerem através de instrumentos comunicacionais tecnologicamente evoluídos, como a internet ou a televisão, não significa que não se dirijam a receptores primitivos da psicologia humana. Aliás, o recente episódio telefónico envolvendo um órgão de soberania e uma estrela de televisão demonstra precisamente que a tecnologia comunicacional está a ser usada para influenciar estruturas psicológicas que habitam as profundezas mais áridas do Inconsciente.

Esta aparente contradição, entre a sofisticação dos meios utilizados e o arcaísmo das estruturas psicológicas a que se dirigem, é o sintoma de uma radicalização do esforço persuasivo e manipulador da psicopolítica, que talvez só tenha paralelo nos regimes fascistas.

É aqui que tem cabimento aquela imagem do dedo que aponta o outro enquanto três apontam o próprio. É o limite do espelho, que representa também a fronteira da civilização. Pois que a civilização não é de pedras, mas de ideias antes das pedras. E quando as ideias chegam ao grau de abandono que nos é dado contemplar, o que verdadeiramente olhamos chama-se abismo. E o que nos olha, também.

Resta saber se serve…

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O Conselho Constitucional francês validou a primeira lei europeia especificamente contra a manipulação da informação on-line em período eleitoral (a aplicar nos 3 meses anteriores ao primeiro dia do mês das eleições), salientando que apenas devem poder ser eliminadas das plataformas de distribuição:

1) As informações manifestamente falsas ou enganadoras (e não as paródias, as informações parcialmente inexactas ou simplesmente exageradas);

2) relativas a factos (não abrangendo, portanto, as opiniões);

3) que possam condicionar, de forma manifesta e objectivamente demonstrável, a sinceridade da eleição; e

4) que sejam distribuídas de modo automático, massivo e deliberado.

A eliminação é requerida judicialmente através de processo sumário, devendo o juiz decidir no prazo de 48 horas.

A lei requer aos operadores de plataformas on-line cuja actividade exceda, em França, um certo número de conexões, que forneçam aos utilizadores informações leais, claras e transparentes sobre 1) a identidade das pessoas singulares ou colectivas que pagam à plataforma para a promoção de conteúdos informativos relacionados com um debate de interesse geral (isto é, com o acto eleitoral a realizar), 2) o montante de tais remunerações, se for superior a um determinado limiar fixado por decreto, e 3) o uso que é feito, como parte desta promoção, dos dados pessoais dos utilizadores. Esta informação é agregada num registo disponibilizado ao público e actualizado regularmente durante o período em questão. O incumprimento destas regras pode dar lugar a um ano de prisão e a uma multa de 75.000 euros.

A lei prevê ainda o estabelecimento, pelos operadores das plataformas on-line, de um sistema que permita aos seus utilizadores assinalar informações falsas e vincula esses operadores a aplicar medidas adicionais que podem incluir a transparência dos algoritmos ou a luta contra as contas que promovam a divulgação massiva de informações falsas.

Vista com estas reservas, parece ser uma lei equilibrada e necessária para fazer frente à intoxicação da opinião pública que a extrema-direita vem desenvolvendo de forma metódica e sistemática, na Eu ro pa, nos Estados Unidos e no resto do mundo, cavalgando sem escrúpulos o descontentamento das populações com os vícios dos sistemas políticos e a tibieza das políticas públicas.

 

 

O Wuant descobriu o artigo 13

Wuant, um fenómeno do Youtube com uma enorme legião de fãs, que se traduz nos seus mais de três milhões de subscritores e nos milhões de visualizações, partilhas e retweets acumulados, descobriu por estes dias o artigo 13, que – surpresa! – irá condicionar o negócio do seu estabelecimento virtual

Vai daí, o youtuber fez uso do seu poder mediático para lançar o pânico junto do seu público-alvo, pânico esse que, como seria de esperar, rapidamente se tornou viral. Pena que só agora se tenha apercebido do que aí vem. O Jorge já nos anda a avisar há mais de um ano, mas o Wuant, como a maior parte do jovens da sua idade, não deve ter tempo ou paciência para ler blogues. Ou jornais. Como é seu direito. [Read more…]

Parabéns aos lobistas da indústria de conteúdos

 

Drama atinge o hemiciclo enquanto o Parlamento Europeu apoia projecto de lei dos direitos de autor
O Parlamento Europeu aprovou o polémico projecto de direitos de autor nesta quarta-feira (12 de Setembro), provocando aplausos de júbilo e uivos de desaprovação por parte dos eurodeputados no hemiciclo de Estrasburgo.

Particularmente, os artigos 11 e 13 foram ambos aprovados, tendo sido rejeitadas várias propostas de alteração oriundas dos opositores ao projecto.

O Artigo 11 obriga as plataformas de Internet que publicam fragmentos de informação a contratar uma licença do editor original do material, enquanto o artigo 13 pede aos provedores de serviços que monitorizem o comportamento do utilizador como meio de interceptar infracções dos direitos de autor.

Parece tudo aceitável, não parece? Esperem até verem negada a tentativa de carregarem uma selfie num estádio de futebol (1), ou de partilhar um vídeo onde aparece uma televisão a emitir qualquer coisa (2). Ou a partilharem uma gravação vossa de uma música de Beethoven (3). Ou a fazerem uma citação de um livro ou de um jornal (4).

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A União Europeia e a Internet, novamente

Isto cansa e o exército dos eurocratas ao serviço do lobby da indústria do entretenimento, camufladalo de defesa dos autores, acabará por ganhar por exaustão.

Amanhã, irá a votos a segunda versão da estratégia de censura da Internet, agora limada mas mantendo o tom.

Já tudo foi dito. Sobra a cada um informar-se sobre os novos desenvolvimentos e agir:

https://pt.saveyourinternet.eu

Entretanto, é de ler este post “Nova resposta de @marinhopintoeu a @ruitavares no jornal @Publico é surreal #SaveYourInternet #FixCopyright #SaveUsFromOurMEPs“. A estupidez é ilimitada.

Lembrem-se quando forem votar

“Foi pirateado. Isso só demonstra que há necessidade de haver controlo na Internet” A. Marinho e Pinto.

O advogado parece não saber que há uma lei geral em vigor.

Neste caso concreto, deixou o caderno de notas aberto no jardim da cidade e houve que lá fosse deixar escrito quanto apreço nutre por este sujeito. É a vida.

Daí até extrapolar para a necessidade de “controlar” vai um grande passo. Podia ter referido que quem fez isto, que não foi a “Internet” nem a generalidade de quem a usa, agiu mal. Podia ter aproveitado até para apelar à elevação. Mas não. Sacou do tiquezinho de pequeno ditador, até como explicação lateral para o seu voto que nada teve a ver com isto, e decretou que é preciso controlar a Internet. A seguir, controlam-se os muros, os jornais e o melhor mesmo é fechar as tipografias, não se vá dar o caso de alguém se lembrar de imprimir panfletos.

“A Internet está ocupada por hordas de mujiques e enquadrados por legiões de técnofilos.” A. Marinho e Pinto

Eis a elevação do político, e bem informado, como se percebe.

“O que digo a essas pessoas é que as minhas convicções políticas nunca estiveram em leilão político, nem estarão seja qual for o número de votos que possa ter.” A. Marinho e Pinto

Duvido que este acto de gozo com a nabice do eurodeputado fosse alguma tentativa de o levar a vender o voto. Por outro lado, mais parece ter sido a expressão, mesmo que rude, daqueles que o político não quis ouvir. Sim, este foi um dos representantes dos portugueses junto do Parlamento Europeu que tomaram posição sem se dignar ouvir os seus representados. O próprio Marinho e Pinto o afirmou: não leu nem ia ler os argumentos daqueles que se opuseram à polémica lei entretanto chumbada.

Quanto ao tweet inicial do Viagra, o que há mais são boots a explorar vulnerabilidades como esta. Foi a falta de uso dessa conta por parte do seu dono e da subsequente mediatização do caso que lhe inundou o sítio. Mas se o ego ficar mais elevado por se achar vítima de perseguição, siga então.

Não é preciso leiloar o seu voto, senhor eurodeputado. Basta que se tivesse informado para votar de forma esclarecida.

Mas é bom que se fale de votos. Esta gente não surge do nada. Lembrem-se disto quando forem votar mas próximas europeias.

Censura na UE chumbada, novamente

Boas notícias para os europeus e para todos os utilizadores da Internet, no geral. A polémica proposta da máquina de censura europeia e de taxamento dos links foi chumbada.

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Tempo de agir novamente – salvar a Internet

(clicar para aumentar)

Links da imagem (infelizmente, não há versões em português):

Cada um que faça o seu papel. Depois não se queixem do que perderam.

António Marinho e Pinto já decidiu e vai votar a favor da censura!

António Marinho e Pinto já decidiu e vai mesmo votar a favor. O ex-bastonário da Ordem dos Advogados não se lembrava, quando falámos com ele por telefone na sexta-feira, que esta semana iria ter a votação da nova diretiva e admitiu que não viu nenhuma das cartas abertas que têm sido divulgadas. Apesar disso não tem dúvidas em como vai votar: “vou aprovar a nova diretiva, claro!”
“Não estão em causa direitos relevantes dos utilizadores. Esta é uma diretiva para cortar os abusos das grandes empresas americanas (e outras) que ganham milhões à custa dos autores e jornais europeus”, explicou ao DN Marinho e Pinto. [Dinheiro Vivo, 19/06/2018]

Repare-se na preciosidade: o eurodeputado assume que não leu o que pessoas chave do processo de construção da Internet disseram sobre o assunto (ver nomes no post anterior). Mais, ao declarar que é uma directiva para “cortar os abusos das grandes empresas americanas (e outras)” percebe-se que nem sequer sabe o que é que vai votar, já que a UE pretende instaurar um processo de censura automática. Contrariamente ao que afirma Marinho e Pinto, estão em causa direitos, não só “relevantes” mas também fundamentais, dos utilizadores.

Informe-se melhor, senhor deputado, e repense o seu sentido de voto.
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A UE prepara censura automática na Internet e taxa sobre os links – contacte António Marinho e Pinto para impedir este absurdo!

Enquanto a mais recente proposta de direitos de autor na UE chega a uma votação crítica no dia 20 de Junho – próxima quarta-feira, mais de 70 dinossauros da Internet e da computação manifestaram-se contra uma cláusula perigosa, o Artigo 13, que exigirá que as plataformas da Internet filtrem automaticamente o conteúdo carregado. O grupo, que inclui o pioneiro da Internet Vint Cerf, o inventor da World Wide Web Tim Berners-Lee, o co-fundador da Wikipedia Jimmy Wales, o co-fundador do Projecto Mozilla Mitchell Baker, o fundador do Internet Archive Brewster Kahle, o especialista em criptografia Bruce Schneier, e o especialista em neutralidade de rede Tim Wu, escreveram em uma carta conjunta que foi divulgada há dias:

Ao exigir que as plataformas da Internet executem a filtragem automática de todo o conteúdo que os seus utilizadores carreguem, o Artigo 13 dá um passo sem precedentes para a transformação da Internet, de uma plataforma aberta para partilha e inovação, numa ferramenta para a vigilância e controlo automatizados de seus sites.

(Texto supra adaptado daqui)

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Protecção de dados

 

Há um facto do qual, parece, a generalidade das pessoas ainda não terá tomado consciência, a avaliar pela discussão que pode testemunhar-se na “rede”, sobre protecção de dados, privacidade online e outras matérias similares, primas ou irmãs destas, onde se discute, com elevada autoridade científica e pujança vegetativa, o que de cada um cabe unicamente a cada qual, ou o que de cada qual cabe ao peixe de águas profundas.

A Internet é privada. É uma infraestrutura militar privada.
Qual é a dúvida, afinal?

Mais um passo contra a liberdade

[Transcreve-se a seguir um artigo da “Associação D3 – Defesa dos Direitos Digitais”, uma associação portuguesa sem fins lucrativos, dedicada à defesa dos direitos fundamentais no contexto digital]


26 outubro 2017
Governo Português encabeça movimento pela censura na Internet

Conselheiro Português foi director-geral da Motion Picture Association – América Latina

 Vieram hoje a público documentos que comprovam que os governos de Portugal, Espanha e França têm tido um papel primordial no que respeita ao art. 13º. da proposta da reforma Europeia do Direito de Autor, relativo à introdução de filtros de censura prévia dos conteúdos que os utilizadores enviam para a rede (filtros de upload).

O conteúdo agora revelado nos documentos é extremamente preocupante. Portugal, Espanha e França estão a liderar as movimentações que visam garantir que sejam adoptadas as versões mais radicais da censura de conteúdos.

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Carrrrrrrrros em movimento

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Sabem que porra é esta? É uma feira. Para além de cavalos, vacas e chouriços que se emborracham à noite para troca de fluídos, são transaccionados circuitos e aplicações seminais (e não me estou a repetir) entre megawatts sukarnoputris de luz e toneladas messiânicas de graves. O pessoal anda todo numa cloud muito marada de ideias vendidas como jogos de lençóis de flanela e infalíveis elixires da juventude. Anuncia-se a next big thing e… zás!, up with the cock from Barcelos da Joana Vasconcelos, seguido de um sonzinho lounge. A insofismável cultura da era techie não pode faltar. Vhils, Kalaf e a Lisbon Fado Sin. O turismo esfrega-se todo por summits, e para todos os gostos que os há: o sunset summit, o surf summit, o farturas summit, o crunchie’s dog summit, o caralho que os foda summit, tudo pináculos da excitação mediática e da diarreia comunicacional: as televisões rapidamente se afeiçoam a este evento e os écrans enchem-se dos Caras de cú habituais. Ir ao Web Summit é, em termos de gente, como ir ao Dragão ver o Benfica fazer o Porto descer à terra ou como encher um concerto da Lady Gagabyte. Mas a um nível superlativo e expialidoso. Os bilhetes, qrido, para os pobres ficam a € 1000, os remediados arrotam € 3000 e os Premium, Platinium e Uranium entre €4.245 e € 5.245, mas estão todos sold out. Ou isso ou 3 fichas para os carrinhos de choque. Não será preciso dares uma de penetra porque estamos nos idílicos domínios do marketing. Especulação a bem da nação, com os putos MC Costa e Funky Cold Medina na área. Alguém me arranja um bilhete para ir ouvir o investidor e empreendedor Ronaldinho Gaúcho falar da sua fantastic new internet venture? É que há uma nerd activista curda que eu queria deglutir que vai lá estar…

Obra da internet

Como é que um jornalista canadiano que nunca esteve em Paris acaba na primeira página de um jornal espanhol, com a legenda “Um dos terroristas” debaixo da foto do seu rosto?

Foi “obra da internet”, mas também podia ter sido do demo.

Assim aconteceu por obra e graça do jornal ultraconservador (o adjectivo é meu) La Razón, que não teve pejo em usar uma foto manipulada a partir de uma selfie do jornalista Veerender Jubbal. Onde havia um ipad, passou haver o Corão. E por cima da camisa passou a estar um colete de bombista. O tom de pele é perfeito para a mistificação e pronto, é só pôr a circular pelas redes. Daí até que um jornal preguiçoso e desonesto faça uso da imagem é só meia dúzia de shares. [Read more…]

Geração Z

pensam com a ajuda da internet e estão permanentemente preocupados com a bateria do telemóvel

 

Revolucionário Obama?

Ou apenas um estratega e recuperar do esmagamento eleitoral da semana passada? É que isto de enfrentar lobbies não acontece todos os dias

Um jornal que ainda não foi inventado

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© Jorge Colombo

Vi (ouvi) com interesse os participantes no Prós&Contras de ontem, dedicado aos «conteúdos» jornalísticos do futuro (devir próximo, sem dúvida). Mas também com tristeza, por verificar a que ponto os jornalistas profissionais da minha geração andam de facto «aos papéis», como bem disse Ana Sá Lopes. E andam aos papéis porque, creio eu, têm andado demasiadamente preocupados com o «modelo de negócio» e insuficientemente com o jornalismo propriamente dito. O que é compreensível, atendendo àquela que tem sido a realidade da generalidade dos jornalistas desde a morte anunciada da imprensa que constituiu a massificação do acesso à Internet.

De costas largas, a Internet tem desde há vários anos servido para justificar a destruição dos jornais, o despedimento de jornalistas, a reconstituição das redacções com recurso a jornalistas precários e estagiários, a redução de todos os meios, humanos uns e financeiros outros, a dispensa de revisores (tão importantes para a manutenção da qualidade dos textos) e outras etapas que paulatinamente têm vindo a ser queimadas, suprimidas no processo de produção da informação jornalística. Acrescente-se a esse panorama, já de si desolador, o «tráfico» de crónicas, por vezes a soldo zero, que cria espaço nos jornais para a defesa de interesses particulares e/ou de classes específicas da sociedade portuguesa.

Mas mais largas ainda do que as da Internet serão as costas do «novo paradigma», à boleia do qual se têm cometido todo o tipo de «erros estratégicos», [Read more…]

Take it for granted!

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Ligação à internet? Naaaaaaaa! Isso é para piratas comuns. O grande irmão não precisa dela para vasculhar a tua vida. Como não poderia deixar de ser, tudo em nome da segurança e da luta anti-terrorismo!

Mas não nos deixemos alarmar: os cowboys da NSA garantem que esta tecnologia não é utilizada em computadores de cidadãos ditos “comuns”. A menos que, claro, tal garantia se enquadre na mesma categoria de garantias que davam como garantido a existência de armas de destruição maciça no Iraque. Não deve ser por ai. Estes gajos “olham” por nós. I take that for granted!

God bless America? Yeah right…

Tendência porn móvel

As segundas-feiras  são dias duros? Nada como as aliviar um pouco, é o que diz o relatório de 2013 do agregador de conteúdos PornHub. Ao que parece, os 14.7 mil milhões de visitantes  deste site, que realizam 1.68 milhões de visitas por hora, visitam-no maioritariamente à segunda-feira, talvez para descontraírem de um fim-de-semana excitante, excepto se esses visitantes forem japoneses. Estes preferem os sábados, assim se confirmando a sua fama de workaoolichs mas revelando-se que não têm prazer no trabalho.
pornhub2013

Tirando o lado lúdico da questão, não deixa de ser curiosa a penetração dos dispositivos móveis (tablet e smartphone) no mercado computacional, levando a crer que, em 2014, já assistiremos à redefinição do conceito de computador para a maioria da população (post relacionado: Apenas um tablet… ou o Cavalo de Tróia da Internet). É certo que estes números são de apenas um site, mesmo com o impressionante tráfego que gera. Mas é de recordar que, desde a mundialização da Internet, a indústria do porn tem sido um bom indicador das tendências tecnológicas da rede.

post via readwrite: The Majority Of Porn In The United States Is Viewed On Smartphones
tabela e gráfico compostos a partir do artigo Pornhub 2013 Year in Review

Apenas um tablet… ou o Cavalo de Tróia da Internet

pc_phone_tablet_evolutionA informática, até há pouco tempo, estava longe de ser um bem de consumo. Se dava uma travadinha no computador lá de casa, ou se sabia mexer nas entranhas do bicho ou se telefonava a um amigo que ajudasse. O informático estava na mesma lista onde se metem os médicos e os advogados, aqueles de quem mais cedo ou mais tarde se precisará. [Read more…]

Adeus, Altavista

15 de Dezembro de 1995  — 8 de Julho de 2013

Internet: em velocidade, Portugal é o 20.º

Os pormenores e a notícia (via João Roque Dias).

Olha que coincidência: por cá é igual

Sem carro, sem stress. Transportes Públicos na ponta dos dedos

Nuno Gomes Lopes

Na Holanda existe o 9292; na Dinamarca, o Rejseplanen; no Reino Unido, o Transport Direct; na Alemanha, o Bahn.
E em Portugal? Para os comboios, a página da CP; no Grande Porto, o Itinerarium; na Grande Lisboa, a Transporlis; para informação sobre camionetas, existem páginas como a da Rede Expressos ou afins. Em todos estes sítios, a informação é incompleta, desatualizada, monomodal, sem busca porta-a-porta, e se, por uma grande infelicidade, quisermos planear um percurso entre cidades utilizando mais do que um operador ou apenas dentro de uma cidade que não Porto e Lisboa, o acesso à informação é reduzido ou quase nulo.
Esta é a situação do planeamento de percursos em transportes públicos em Portugal. Ao contrário dos países referidos em cima, não existe uma página de internet que contenha informação cuidada e atualizada sobre os transportes públicos a utilizar. Quando muito, existem páginas de empresas, de câmaras ou de entidades públicas que disponibilizam informação restringida a um meio de transporte, a uma cidade ou a uma área metropolitana.
O que resulta disto? Por um lado, uma utilização incompleta por parte dos passageiros frequentes, que podem não saber quais os melhores horários, ou outras rotas disponíveis; uma utilização ainda mais incompleta por parte de passageiros não frequentes, que utilizam apenas uma rota ou que nunca perceberam bem o sistema tarifário, pagando por isso mais do que o necessário; a não-utilização de transportes públicos pelos utilizadores de automóveis, ou mesmo a não-deslocação por parte de pessoas com limitado acesso à informação existente. Daqui advêm problemas sociais, económicos e ambientais que podiam ser eliminados com uma boa ferramenta de cálculo de percursos. [Read more…]

A turba online

Os verdadeiros perigos da internet

Mitomania EDP

mitomania_edpUma mentira mil vezes repetida
Para os mais esquecidos: a empresa chinesa, há meses, não resistiu a um coro de protestos e afastou da rede social facebook.

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