Os dois Presidentes

 

 

[clique no vídeo para assistir] O presidente de uma das maiores Câmaras Municipais do país – Vila Nova de Gaia – assina, em nome do Município que representa, um contrato de financiamento de centenas de milhares de euros com um clube de futebol, na mesma cerimónia em que toma posse como presidente do Conselho Fiscal desse mesmo clube.

Por que motivo terão apagado o vídeo do Youtube ?

“Um dia pode acontecer uma chatice e não será bom para ninguém”

Clique para ler.

O documento aqui reproduzido – uma página de um jornal local de Vila Nova de Gaia – é confrangedor, mas ele retrata o estado a que chegaram algumas instituições e o tipo de político que as lidera. O autarca em causa é também presidente do Conselho Metropolitano do Porto e queixou-se recentemente de ter sido admoestado pela Comissão Nacional de Eleições por andar a distribuir panfletos contra a violência no desporto.

Estas são algumas das frases dirigidas a um vereador da oposição pelo presidente da Câmara de Gaia durante uma reunião pública, segundo relata o jornal local:

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Afinal, quanto custou o Red Bull Air Race?

Uma notícia do dia 8 de Março de 2017 reproduzia declarações do presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, recentemente detido por suspeitas de corrupção, segundo as quais a prova Red Bull Air Race, realizada nas cidades do Porto e Vila Nova de Gaia a 2 e 3 de Setembro desse mesmo ano, iria ter um custo de 6 milhões de euros. Segundo Melchior Moreira afirmou na altura, “metade do investimento fica a cargo da Red Bull Internacional e os restantes 50% [3 milhões de euros] serão “comparticipados pelas câmaras do Porto e Gaia e do Turismo do Porto e Norte”, com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e do Turismo de Portugal (TP), no âmbito de uma candidatura a fundos comunitários.”

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Os trabalhadores da Câmara de Gaia

Tive que deslocar-me, hoje, aos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, a fim de tratar de assuntos pessoais inadiáveis. Não posso deixar de testemunhar publicamente a competência e a afabilidade dos trabalhadores do município, que me receberam com a mesma simpatia e amabilidade de sempre. Deixo-lhes aqui o meu reconhecimento e o testemunho da sua dedicação incondicional ao serviço público.

Com a Saúde das pessoas não se brinca nem se faz demagogia

Suscita necessária e compreensível preocupação o facto de, em menos de 24 horas, a informação veiculada sobre o problema do Sarampo ter oscilado entre posições totalmente antagónicas assumidas pela Direcção-Geral de Saúde.

Se existe assunto cujo tratamento informativo exige inatacável credibilidade, quer pelo grau de apreensão susceptível de causar entre a população, quer por tratar-se, sem necessidade de explicar porquê, de um patamar básico da relação de confiança que tem que existir entre o cidadão e as instituições do Estado, esse assunto é a Saúde.

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Os espertos e as Cidades Inteligentes

A Disneylândia do Vinho

A Área Metropolitana do Porto (AMP), presidida pelo autarca de Gaia, Vítor Rodrigues, vai organizar já na próxima sexta-feira um fórum sobre a “gestão inteligente dos territórios”. Com o nome de “Gestão Inteligente e Smart Cities”, o simpósio vai realizar-se em Santa Maria da Feira e terá como um dos principais oradores José Alberto Rio Fernandes, cronista do Jornal de Notícias, professor universitário, geógrafo e presidente da Associação Portuguesa de Geógrafos, que falará sobre “Inteligência territorial e os desafios da governança”.

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Nota sobre as Caves de Vinho do Porto

Caves do Vinho do Porto/”World of Wine”. Imagem tornada pública pelos promotores do projecto.

Numa mensagem que me dirigiu através da caixa de comentários do Aventar, o Sr. Adrian Bridge, responsável da empresa The Fladgate Partnership, promotora do projecto imobiliário previsto para as Caves de Vinho do Porto, informa que uma das imagens que ilustra os vários textos que aqui publiquei sobre o assunto foi erradamente apresentada, pelo Município de Vila Nova de Gaia, como correspondendo ao projecto aprovado para o local.
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Galp, futebol e política

Foto: Lusa

Há quem, legitimamente, questione o sentido de proporcionalidade da actuação do Ministério Público no caso das viagens da Galp, que teve como consequência, até agora, a exoneração de alguns valiosos membros do executivo. Pode, de facto, argumentar-se que o favorecimento de que esses governantes foram objecto não justifica o abalo causado ao governo da República nem a dimensão judicial que ao caso foi atribuída pelas autoridades às quais cabe atribuí-la ou não. Esse argumento poderia até ter acolhimento parcial se vivêssemos num país sem corrupção endémica, ética e deontologicamente preparado para um exercício isento do poder público, onde não imperasse o conflito de interesses e o tráfico de influências. Mas não é o caso.

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Eduardo Mãos Largas

Porque a 15 de Junho foi feriado e foi 5.ª Feira, a 16 de Junho não se trabalha na Câmara de Gaia. Tolerância de ponto. Um mãos largas, este Eduardo Vítor Rodrigues.

De que tem medo Eduardo Vítor Rodrigues?

Na altura, é provável que me tenha escapado, mas nunca é tarde para denunciar estas coisas. Foi já há mais de meio ano que a investigação do Tribunal de Contas sobre a Câmara de Gaia apontou para uma gestão ruinosa por parte dos autarcas que governaram até 2012, focando a sua censura no vice-presidente Marco António Costa.
Conhecendo o passado de Marco António, nada de espantar. Fantástico, mesmo, é que o actual Presidente da Câmara não tenha enviado de imediato o relatório para a Justiça e que não tenha promovido uma profunda auditoria interna – era o que qualquer pessoa decente faria.
Ao invés, Eduardo Vítor Rodrigues veio defender Marco António Costa com unhas e dentes. Que não, que não havia qualquer ilegalidade, muito menos qualquer crime. Que nada consta no relatório do Tribunal de Contas. Que afinal está tudo bem e nada do que o PS andou a dizer nos últimos anos faz, afinal, sentido.
O problema é que o inenarrável Eduardo Vítor Rodrigues prometera a auditoria em campanha eleitoral. Mas quando o PCP a propôs, chumbou-a. Porque enquanto não houvesse conclusões do Tribunal de Contas, não fazia sentido haver avançar com a auditoria.
Agora já há conclusões. Auditoria é que nem vê-la. Uma auditoriazita a uma empresa municipal, para apanhar a arraia-miúda, para o amigo Marco António é que nada.
Por ter compromissos económico-sentimentais, frequento quase diariamente a zona de Lavadores. E o bom povo da praia, na sua longa sabedoria, não se tem mostrado muito surpreendido. Ontem mesmo, numa conversa que acabou por levar a este post, dizia-me um dos velhotes com quem costumo tomar café: «Sabe, ele andou a comer da mesma gamela durante estes anos todos, como é que agora pode falar?»
Sinceramente, não sei se é verdade. Não conheço a personagem e, a julgar pela idoneidade que tem revelado, também não tenho grande interesse.
O que sei, isso sim, é que há uma pergunta para a qual não encontro resposta: de que tem medo Eduardo Vítor Rodrigues?

A sentença que condenou Eduardo Vítor Rodrigues deveria ter outros destinatários.

foto@carlosromãoporto24

foto@carlosromãoporto24

O Tribunal Administrativo e Fiscal condenou a Câmara de Municipal de Vila Nova de Gaia ao pagamento de 13,9 milhões de euros pelo incumprimento das contrapartidas acordadas em 2002 com a sociedade José Miguel & Irmão, proprietária dos terrenos da VL9, a via rápida que liga Gaia à Ponte do Infante e ao Porto.

Este acordo, assinado em Outubro de 2002, entre as partes, definia a cedência de terrenos de forma a permitir a execução da acima referida VL9. Em troca, a autarquia de Gaia, então liderada por Luís Filipe Menezes, comprometeu-se a realizar as infraestruturas nos terrenos sobrantes no prazo de 30 meses e a atribuir cerca de 100 mil metros quadrados de construção à supracitada sociedade. Contudo a 28 de Abril de 2005, data limite para o cumprimento do acordo, nenhuma infraestrutura tinha sido feita, o que levou a empresa José Miguel & Irmão a interpor uma acção judicial contra a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Esta sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal ( TAF ) do Porto não é passível de recurso e dá fim a um processo judicial que durava há cerca de 10 anos. Até aqui tudo bem. A autarquia não cumpriu com o acordado, a empresa prejudicada intentou a respectiva acção judicial, agora temos uma sentença judicial não passível de recurso que vai obrigar a Câmara de Gaia ao pagamento da indemnização definida pelo TAF.

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