Nota sobre as Caves de Vinho do Porto

Caves do Vinho do Porto/”World of Wine”. Imagem tornada pública pelos promotores do projecto.

Numa mensagem que me dirigiu através da caixa de comentários do Aventar, o Sr. Adrian Bridge, responsável da empresa The Fladgate Partnership, promotora do projecto imobiliário previsto para as Caves de Vinho do Porto, informa que uma das imagens que ilustra os vários textos que aqui publiquei sobre o assunto foi erradamente apresentada, pelo Município de Vila Nova de Gaia, como correspondendo ao projecto aprovado para o local.
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Galp, futebol e política

Foto: Lusa

Há quem, legitimamente, questione o sentido de proporcionalidade da actuação do Ministério Público no caso das viagens da Galp, que teve como consequência, até agora, a exoneração de alguns valiosos membros do executivo. Pode, de facto, argumentar-se que o favorecimento de que esses governantes foram objecto não justifica o abalo causado ao governo da República nem a dimensão judicial que ao caso foi atribuída pelas autoridades às quais cabe atribuí-la ou não. Esse argumento poderia até ter acolhimento parcial se vivêssemos num país sem corrupção endémica, ética e deontologicamente preparado para um exercício isento do poder público, onde não imperasse o conflito de interesses e o tráfico de influências. Mas não é o caso.

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Marés Vivas expulso por um festival de prédios

O espaço onde até agora tem sido realizado o Festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, vai começar a ser ocupado por um gigantesco empreendimento imobiliário licenciado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. A zona ribeirinha onde se realizava o Festival de música vai acolher “um comboio urbanístico de oito edifícios” mesmo em cima do Rio Douro, pressionando a Reserva Natural do Estuário e alterando para sempre a belíssima paisagem da foz.

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Eduardo Mãos Largas

Porque a 15 de Junho foi feriado e foi 5.ª Feira, a 16 de Junho não se trabalha na Câmara de Gaia. Tolerância de ponto. Um mãos largas, este Eduardo Vítor Rodrigues.

De que tem medo Eduardo Vítor Rodrigues?

Na altura, é provável que me tenha escapado, mas nunca é tarde para denunciar estas coisas. Foi já há mais de meio ano que a investigação do Tribunal de Contas sobre a Câmara de Gaia apontou para uma gestão ruinosa por parte dos autarcas que governaram até 2012, focando a sua censura no vice-presidente Marco António Costa.
Conhecendo o passado de Marco António, nada de espantar. Fantástico, mesmo, é que o actual Presidente da Câmara não tenha enviado de imediato o relatório para a Justiça e que não tenha promovido uma profunda auditoria interna – era o que qualquer pessoa decente faria.
Ao invés, Eduardo Vítor Rodrigues veio defender Marco António Costa com unhas e dentes. Que não, que não havia qualquer ilegalidade, muito menos qualquer crime. Que nada consta no relatório do Tribunal de Contas. Que afinal está tudo bem e nada do que o PS andou a dizer nos últimos anos faz, afinal, sentido.
O problema é que o inenarrável Eduardo Vítor Rodrigues prometera a auditoria em campanha eleitoral. Mas quando o PCP a propôs, chumbou-a. Porque enquanto não houvesse conclusões do Tribunal de Contas, não fazia sentido haver avançar com a auditoria.
Agora já há conclusões. Auditoria é que nem vê-la. Uma auditoriazita a uma empresa municipal, para apanhar a arraia-miúda, para o amigo Marco António é que nada.
Por ter compromissos económico-sentimentais, frequento quase diariamente a zona de Lavadores. E o bom povo da praia, na sua longa sabedoria, não se tem mostrado muito surpreendido. Ontem mesmo, numa conversa que acabou por levar a este post, dizia-me um dos velhotes com quem costumo tomar café: «Sabe, ele andou a comer da mesma gamela durante estes anos todos, como é que agora pode falar?»
Sinceramente, não sei se é verdade. Não conheço a personagem e, a julgar pela idoneidade que tem revelado, também não tenho grande interesse.
O que sei, isso sim, é que há uma pergunta para a qual não encontro resposta: de que tem medo Eduardo Vítor Rodrigues?

A sentença que condenou Eduardo Vítor Rodrigues deveria ter outros destinatários.

foto@carlosromãoporto24

foto@carlosromãoporto24

O Tribunal Administrativo e Fiscal condenou a Câmara de Municipal de Vila Nova de Gaia ao pagamento de 13,9 milhões de euros pelo incumprimento das contrapartidas acordadas em 2002 com a sociedade José Miguel & Irmão, proprietária dos terrenos da VL9, a via rápida que liga Gaia à Ponte do Infante e ao Porto.

Este acordo, assinado em Outubro de 2002, entre as partes, definia a cedência de terrenos de forma a permitir a execução da acima referida VL9. Em troca, a autarquia de Gaia, então liderada por Luís Filipe Menezes, comprometeu-se a realizar as infraestruturas nos terrenos sobrantes no prazo de 30 meses e a atribuir cerca de 100 mil metros quadrados de construção à supracitada sociedade. Contudo a 28 de Abril de 2005, data limite para o cumprimento do acordo, nenhuma infraestrutura tinha sido feita, o que levou a empresa José Miguel & Irmão a interpor uma acção judicial contra a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Esta sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal ( TAF ) do Porto não é passível de recurso e dá fim a um processo judicial que durava há cerca de 10 anos. Até aqui tudo bem. A autarquia não cumpriu com o acordado, a empresa prejudicada intentou a respectiva acção judicial, agora temos uma sentença judicial não passível de recurso que vai obrigar a Câmara de Gaia ao pagamento da indemnização definida pelo TAF.

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