Ceci n’est pas une Pipe

Parece contraditório, mas não há melhor nem mais eficaz processo de banalização de um objecto, ideia ou sujeito, do que a reprodução infinita da sua imagem.

Em primeiro lugar porque esse é um processo que assenta na redução da “coisa em si” a uma “imagem da coisa”, a uma projecção, havendo, no caminho, lugar à total degradação da sua autenticidade primeira que é, no cumprimento do propósito da redução, subtilmente convertida em Representação. “Ceci n’est pas une Pipe”.

[Read more…]

neoliberalismo e materialismo histórico

Vivaldi: il cimento dell’armonia e dell’inventione

Escrevi ontem um texto comparando o que não tem comparação. Intitulei As minhas memórias e a Segunda morte de Allende, com exemplos de pessoas que não têm comparação. Vamos deixar em paz, por ter tratado mal a quem não devia. Quem leia o texto, saberá. Comparar o neoliberalismo com o materialismo histórico, é como tentar misturar água com azeite.

Bem sabemos, porque já o tenho referido en outros ensaios para este blogue, que o liberalismo é a teoria económica organizada por Adam Smith: essa proclividade, que ele denomina, do homem a trabalhar. Bem como apresenta, ao longo de mais de  a do trabalho nasce os lucros que enriquecem às nações. É natural que um autor de 1776, elabore esse tipo de teoria: era escocês, porém britânico, tutor do filho do Duque de Buccleuch com quem percorreram todo o mundo, conheceram terras, formas de trabalho e estudaram com François Quernay, referido por mim como o fundador da teoria da fisiocracia: a indústria não é um bom investimento, alimentasse com dinheiro, enquanto as plantas, os animais, os cereais, são o fruto da terra que, com trabalho cuidado, como descreveu nos seus textos para a Enciclopédia de D’Alembert e Diderot: Rendeiros (1756) e Cereais (1757). [Read more…]

Passar à História

(adão cruz)

Texto, sempre oportuno, de Marcos Cruz

PASSAR À HISTÓRIA

Há coisas em nós que são extremamente difíceis de trabalhar. Tomamos consciência delas e achamos que, cumprida essa etapa, vai ser fácil repô-las no lugar. É, eventualmente, um efeito perverso dos comprimidos, cada vez mais comuns ao nosso quotidiano, sejam para uso pontual ou crónico: se temos qualquer variação nos níveis considerados normais disto ou daquilo, metemos uma ou várias pastilhas e, em mais ou menos tempo, a regularidade está de volta. Até pode ser que um dia haja comprimidos para a inveja, por exemplo, mas não creio que a raiz de onde ela vem possa ser moldada sinteticamente, que possa ser convertida por um corpo externo. O efeito desses comprimidos será, em princípio, paliativo, no sentido em que, deixado o seu uso, a inveja regressa, a menos que, como acontece nomeadamente com os fármacos antidepressivos, a pessoa aproveite as consequências anímicas da toma para trabalhar, ela mesma, a verdadeira causa da depressão. [Read more…]

Grandes filmes

A man for all seasons.

Sir Thomas More: You threaten like a dockside bully.
Cromwell: How should I threaten?
Sir Thomas More: Like a minister of state. With justice.
Cromwell: Oh, justice is what you’re threatened with.
Sir Thomas More: Then I am not threatened.

%d bloggers like this: