O inferno de Rosa

Por esta história terrível passam muitos dos males do país, em pinceladas largas. O desmantelamento do estado social, o mau funcionamento das instituições, a hipocrisia da igreja, a indiferença de todos nós.

Cavaco meteu atestado médico

Será que um Presidente pode meter atestado médico?

Gostava tanto de um dia ligar a telefonia e ouvir esta notícia! Não porque lhe deseje mal. De todo, antes pelo contrário – tenho em muita consideração a saúde dos nossos reformados, que ainda por cima vivem com dificuldades, mas em nome da pátria, abdicam do ordenado e vivem só da reforma.

Acho que seria bom para o país estar uns tempos, sei lá, uns 100 anos, sem as suas infelizes intervenções.

Mas, será que isto pode acontecer? Em breve? E o Professor vai ao médico ou à consulta de recurso? Estou curioso…

A Saúde está doente…

Prefiro pagar taxas moderadoras a reduzirem os serviços prestados, diz o holandês espantado pela recusa da enfermeira.

E com razão, afinal eram tratamentos que lhe já tinham sido ministrados e que tinham contribuído de maneira muito eficaz para a melhoria da sua situação. A que título retiraram um tratamento que estava a surtir efeito?

Como se vê não é só cá que as coisas correm mal…

Mas a melhor de todas ( a melhor frase) na área da saúde é esta da Isabel Vaz que é a Presidente do Grupo Saúde do BES: “os hospitais públicos mandam doentes para casa para pouparem! Desculpe? Então a senhora nem sequer os deixa entrar!

Isto chegou ao fim, temos que pedir ao Miguel e ao Carlos Fonseca para nos explicarem em “obundu” o que é que isto quer dizer. Será que a dra (bem gira por sinal) quer que os doentes passem a ir aos hospitais do Grupo BES para o Estado poupar? Será que o seu grupo deixa entrar os doentes sem seguro e sem o Estado pagar? E quando acaba o seguro continua com os tratamentos? Palavra?

Ou o Estado não recebe os doentes que transitam do seu grupo porque não têm seguro ?

O que uma frase pode esconder!

De como a gripe A não quis nada comigo, e do desassossego em que isto me deixa

Tenho passado o inverno na expectativa de que me chegue a gripe A. Não me vacinei, não tomei nenhuma medida preventiva especial, a não ser continuar a lavar as mãos quando chego da rua, se bem que isso é mais um resquício de uma fase vagamente obsessivo-compulsiva. Ora, tendo em conta que eu me constipo ou engripo 5 a 6 vezes por inverno, que, na verdade, é mais fácil assinalar os dias em que não estou constipada ou engripada, então seria certo que o insidioso H1N1 me apanharia a jeito.

E cá estou, desde ontem em casa com uma gripe, sim, mas uma gripe normalíssima (até há quem me diga que é só constipação, mas eu recuso essa hipótese), sem febre, sem dores de cabeça insuportáveis, sem prostração, sem nada que dignifique uma gripe. Bem espreito o termómetro a ver se o mostrador digital se altera, e nada. O mercúrio tinha, diga-se de passagem, um efeito muito mais dramático, vê-lo a subir era uma exaltação, uma vertigem na qual um hipocondríaco podia perder-se. Este de plástico, tão inócuo, tão infantil, retira gravidade até a uma febre de 40 graus. [Read more…]