Bastou o homem apontar-lhe o dedo e dizer que o ia encontrar. O medicamento já está a caminho. Shame, shame, everybody knows your name!
A Saúde está doente…
Prefiro pagar taxas moderadoras a reduzirem os serviços prestados, diz o holandês espantado pela recusa da enfermeira.
E com razão, afinal eram tratamentos que lhe já tinham sido ministrados e que tinham contribuído de maneira muito eficaz para a melhoria da sua situação. A que título retiraram um tratamento que estava a surtir efeito?
Como se vê não é só cá que as coisas correm mal…
Mas a melhor de todas ( a melhor frase) na área da saúde é esta da Isabel Vaz que é a Presidente do Grupo Saúde do BES: “os hospitais públicos mandam doentes para casa para pouparem! Desculpe? Então a senhora nem sequer os deixa entrar!
Isto chegou ao fim, temos que pedir ao Miguel e ao Carlos Fonseca para nos explicarem em “obundu” o que é que isto quer dizer. Será que a dra (bem gira por sinal) quer que os doentes passem a ir aos hospitais do Grupo BES para o Estado poupar? Será que o seu grupo deixa entrar os doentes sem seguro e sem o Estado pagar? E quando acaba o seguro continua com os tratamentos? Palavra?
Ou o Estado não recebe os doentes que transitam do seu grupo porque não têm seguro ?
O que uma frase pode esconder!
Tratar o cancro
Ainda todos nos lembramos da discussão sobre as maternidades, que o Prof .Correia de Campos queria fechar e concentrar os meios técnicos e humanos, num menor número de unidades com vista à excelência.
Começou aí a cair um dos homens que mais sabe de Política de Saúde em Portugal, e que toda a vida se preparou para a Gestão da Saúde Pública.
O argumento, contra utilizado até à nausea, é que as crianças passariam a nascer nas ambulâncias por não se chegar a tempo aos hospitais.
O número mínimo de partos para que uma maternidade ofereça serviços de qualidade seria de 1 200/ano. Há muitas unidades que nem chegam a metade e, é óbvio que quando os casos são mesmo sérios acabam nas tais unidades que têm serviços de excelência. Estejam ou não longe!
Agora vamos ver como é que os nossos políticos vão tratar este assunto do tratamento do cancro. As capacidades e especialidades médicas envolvidas são de tal ordem, em termos de quantidade e qualidade, que dificilmente o argumento poderá ser o mesmo. A tentação é seguir as vozes que se vão fazer ouvir das populações e dos profissionais que poderão ser afectados. Mas aqui o que importa é a excelência do tratamento, e não é uma viagem cómoda e tecnicamente acompanhada que fará a diferença.
Não se podem aceitar argumentos de “economicismo” ou “politiqueiros“, ou populistas, o assunto é demasiado sério, nesta doença os argumentos são os que abrem caminho para os doentes, para o seu tratamento ao nível do “estado da arte“, à excelência!
Vamos lá ver se também vamos ter telefonemas em directo nas televisões vindas de dentro das instituições do Ministério…
A Lurdes está a fazer o que sempre fez. Lutar!
Au mulheres Rocha são fortes, convictas, cheias de talentos vários, mil vezes melhores que os homens Rocha. E as duas gerações a seguir que já estão aí vão no mesmo caminho.
A Lurdes nasceu e viveu até ao antigo 7º ano no meu bairro, no Bairro do Cansado, em Castelo Branco. É da idade da minha irmã mais nova e sempre que eu impunha a minha autoridade de irmão mais velho, a Lurdes corria-me à pedrada e metia-me em casa.
Veio para Lisboa e tirou medicina, é a primeira mulher da família que tirou um curso superior, junta à determinação e capacidade de trabalho, outros talentos, como uma boa voz que faz ouvir nas festas de família, escreve e tem dois livros publicados e pinta quadros magníficos que eu ainda não consegui surrepiar, nem um.
Pois a Lurdes está aí no Porto, a travar a sua última batalha. Há dez anos teve que tirar as duas mamas e agora algo maldito que começou com uma dor, coisa de somenos, mas que se veio a revelar um inimigo implacável.
Aguentou um tratamento intensivo fortíssimo mas no último dia diversos orgãos começaram a desistir. Ela não desiste, diz ao irmão para lhe apertar a mão para ver como ela está cheia de força, diz aos filhos que não quer que nenhum deixe de cumprir as suas obrigações, só não tem coragem de chamar a mãe.
É que a mãe não a deixaria tirar os vários tubos que a apoquentam, a mãe é feita da mesma natureza, tem 82 anos e é a pessoa mais serena que conheço. Sempre a conheci, a tomar conta de todos. Dos filhos, do pai dos filhos e das crianças, que como eu, não tinham ninguem em casa durante o dia.
A Lurdes sempre tomou conta de todos, dos filhos, do pai dos filhos e dos doentes que não pagam por serem pobres. E tomou conta da minha irmã que é da idade dela.
Se a maldita lhe der uma hipótese que seja, a Lurdes vai tomar conta dela!






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