Prontos para o apocalipse

A história de uma “ilha utopia de inspiração pirata”, preparada para a grande crise.

hippies e natureza

Tchaikovsky Rococo Variations

O que as pequenas comunidade hippies têm para ensinar aos citadinos que concerne ao respeito pela mãe natureza.

Com todo respeito pelos hippies que amam a natureza e moram conforme ao que a natureza dá, gostava comentar que o ser humano tem evoluído através da História e diversas maneiras, até chegara ser o que agora somos. Ainda mais, dentro da nossa era como ser humano, desde os tempos antes de Cristo, que é a palavra-chave para dividir a evolução actual, muito tem mudado o ser humano em crenças, hábitos, costumes e sabedoria. Calcula-se em Há cerca de 70.000 anos atrás, surgiu o Home sapiens, do qual existem numerosas amostras. Ele teria se apresentado em duas superfícies: [Read more…]

“Geração Zero” ou “Geração Caótica de Woodstock”

A máquina ultraconservadora americana está oleada para o exercício de temeridades comunicacionais poderosas. Tão poderosas que, além dos obstáculos criados ao crente Obama, na reforma do sistema de saúde por exemplo, é capaz de lançar diabólicas acusações de propaganda, mesmo sobre destinatários geracionais não identificados. O pior é que encontra um acolhimento, muito generalizado, de cidadãos norte-americanos, do Arkansas a Utah, que é como quem diz do primeiro ao último Estado da Nação.

Agora, segundo notícia do jornal i, A culpa da Crise é dos Hippies. Com efeito, afirma a notícia que “os hippies de Woodstock terão criado a base do colapso financeiro de Setembro de 2008”. Trata-se, efectivamente, de um libelo acusatório redutor e pensadamente malévolo, o qual impende sobre todos os hippies, em particular aqueles que à época experimentaram a exuberância de vida em Woodstock. Muitos já partiram, mas permanecem com todas as culpas gravadas na tumba.

A tese é defendida no documentário “Geração Zero”, da Citizens United, afecta ao Partido Republicano dos EUA. O produtor é um tal David Bossie que, certamente, encaixou uns quantos milhares ou milhões de dólares – o mais importante para ele – e manifestou com desmesurado desvelo a dedicação à causa republicana. Uma causa gratificante e que difere daquela que, por exemplo, atinge mais de 45 milhões de seus concidadãos sem cobertura de um sistema de saúde e expostos ao risco de sofrimento e/ou morte em caso de acidente ou de patologia de qualquer género. A culpa é – dizem eles – da ‘Geração de Woodstock’.

Até à revelação de tão esclarecedor libelo, confesso a minha ignorância. Julgava eu que o Alan  Greenspan, nascido em 1926, o Milton Friedman (1912-2006), o Bernard Madoff (1938) e outros seus contemporâneos não se integravam na juventude de Woodstock. Afinal, das duas uma: ou festival de Woodstock é mais antigo do que eu pensava ou a plateia etária era mais alargada ao tempo.

Resta em mim uma desilusão, porque ao participar no “Woodstock à portuguesa”, em Vila Nova de Cerveira, também estou, de certeza, na “geração dos irresponsáveis”, ou seja, a “Geração Caótica de Woodstock”  a tal que criou os ‘hedge funds’, a falta de supervisão da banca de investimentos, os bancos ‘off-shore’, a excelência do monetarismo e até, calcule-se, o casino de Wall Street. Este, todavia, continua em funcionamento com filiais dispersas por todo o globo.

Quando é que acabam os efeitos de Woodstock para que humanidade viva melhor? Da Citizens United nada me dizem. Nem sequer respondem.