Paz para a Ucrânia, armas para os ucranianos, condolências para o PCP

Foto de Waldemar Walczak

Eu também quero paz para a Ucrânia. Porém, ao contrário dos líricos e dos colaboracionistas dissimulados, também quero que as democracias continuem a apoiar os ucranianos com ajuda humanitária, dinheiro e sobretudo armas. Muitas armas. Armas para se defenderem das tropas invasoras, para rebentarem com os seus tanques, para abaterem os aviões que bombardeiam, para explodir com os veículos de lançamento de rockets e outros shells, para transformar a vida dos imperialistas russos num Inferno. Porque isto não é uma guerra. É uma invasão. Uma invasão onde existe um agressor, que invadiu, e um agredido, que resiste como pode. E é do lado do segundo que se devem posicionar os democratas.

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Não nos conformamos com os horrores da guerra

Já passámos por algumas guerras, já soubemos e vimos crimes de guerra hediondos, estudámos muitas mais do passado mais ou menos longínquo mas, ainda assim, continuamos a não nos habituar ao horror da sua crueldade, da sua ignomínia, da sua bestialidade nos dias de hoje.
O Ser Humano, horroriza-se com a cruel desumanidade que também lhe é característico.

Continuo a acreditar que o mal e o bem estão dentro de todos nós e o que faz a diferença é o carácter das acções que praticamos a cada momento.
Felizmente, somos muitos os que se sentem horrorizados com a crueldade de outros, mas reparem que o horror da guerra não deverá variar consoante o lado que nos é mais dilecto em cada uma.
Guerra é guerra. O horror que produz é sempre horrendo.
Saber evitá-la, saber travá-la, saber pôr-lhe termo é um caminho incessante de paz. O outro caminho [Read more…]

Esquerda Direita Volver 14 – Ucrânia: perspectivas de conflito e de paz

Este é o regresso da rubica “Esquerda Direita Volver” do PodAventar, com o assunto dominante: a invasão da Ucrânia pela Rússia, numa dupla perspectiva de conflito e de paz. Um debate desta feita sem moderação, com os aventadores António de Almeida, Fernando Moreira de Sá e José Mário Teixeira. Que conflito é este e como se pode sair dele?

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Esquerda Direita Volver 14 - Ucrânia: perspectivas de conflito e de paz







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Papa Francisco e Macron são os primeiros a abrir os olhos para a paz

Após a abominável invasão da Ucrânia pela Rússia iniciada a 24 de Fevereiro assistimos a uma escalada ininterrupta de violência na ocupação de território por Putin, mas também a uma escalada de discursos belicistas por parte do Ocidente, seja através da OTAN, do Presidente dos Estados Unidos e da União Europeia.
Discursos de paz, de cessar-fogo imediato, de negociações sérias com o empenho dos mais poderosos, esbarram na compreensão pela revolta e resistência a que os ucranianos têm legítimo direito. No entanto, depois de tantos mortos a ocorrerem diariamente, será eticamente louvável continuar a incitar uma resistência que só provoca vítimas e que, a não ser que ocorra algo de muito inesperado, nada conseguirá em seu proveito?

Papa Francisco (imagem Agência Eclesia)

Depois do passeio de Joe Biden pelos seus domínios europeus, na reunião da OTAN, na participação no Conselho Europeu, na visita à Polónia, ficamos a saber, se é que dúvidas acalentávamos, que os Estados Unidos estão interessados na continuidade [Read more…]

China pressionada por Biden – Invasão da Ucrânia

Há uns dias atrás, após o logro da 3ª ronda de negociações entre Ucrânia e Rússia, onde esta ousou endurecer as suas posições em vez de as desanuviar, ao declarar que nem a independência da Ucrânia aceitaria, sugeria que uma pressão sobre a China talvez ajudasse a travar aquela horrenda tormenta que se abateu sobre o povo ucraniano.
É que, vejamos, por muito que as sanções económicas estejam a afectar a Rússia, podemos já constatar não são suficientes para demover Putin. De facto, o que está a acontecer é que as suas transacções financeiras, arredadas do sistema “Swift”, estão a ser canalizadas para o sistema “Cips”, controlado pela China, aproximando os dois países rivais desde há séculos.

Daí, ter sugerido que, sendo os europeus um dos melhores clientes de produtos chineses, uma pressão no sentido de afastar a China de um limbo de nem sim, nem não ao massacre da Ucrânia, empurrando-a para pressionar Putin e assim o encurralar, poderia [Read more…]

Queremos paz!

Queremos paz…
Queremos construir una vida mejor para nuestro pueblo…
Independiente…

Pausa

Está na altura de parar um pouco, só uns minutos bastam, e rever o que se tem passado, o que temos sentido e o que temos feito. Conheço minimamente a humanidade e mesmo confessando a minha surpresa por esta reacção tão global e muito mais enérgica que o expectável, sei que esta vontade tenderá a abrandar com o decorrer do tempo.

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Ode à Paz

Os passos cravam no soalho um tórrido sonoro grave, que inebria o corpo, deixando a pele áspera e fria. As memórias, guardadas numa velha peúga, como quem guarda a primeira poupança, comem-lhe as costuras, desgastam-lhe o tecido, desfazem-na, a pouco e pouco, como notas amontoadas, amarrotadas e velhas, como que ultrapassadas pelo tempo, como quem corta a meta. O fim, enfim.
 
No antro da saudade resguardam-se as memórias, escondidas na sombra, espreitam pela ténue linha de luz que entra pela soturnidade de um quarto fechado. As mãos afagam-lhes a face, como quem as passa pelo rosto de uma criança acabada de nascer. Pelo campo de mártires que, como soldados prostrados se rendem, vagueiam as almas que outrora se manifestavam ardentes de paz, urgentes de amor, sufocadas pela ânsia de nascer de novo. E são tiros, amores, são balas. São balas, amores, são bombas. É napalm cravado nas unhas, é pólvora que polvilha os dentes, é guerra que corrói a mente, que mata a fome dos que matam a gente.
 
E nada resta. E nada basta. E um só tiro não chega.
As lágrimas correm como corre o rio, os gritos imperam no silêncio da multidão, dos transeuntes que carregam o peso do corpo, que o arrastam para uma falésia prometida, para um fim sem chão. Sem tecto. Crianças correm, tentando dar cor ao quadro cinzento da morte. Olhares que se cruzam mas que não se dizem. Que não se deixam sentir, que não se deixam mostrar. Olhares que gritam, vidrados, irados de ódio. Mãos que não se atam, pés que não se libertam, vozes que não se ouvem, corpos que não se tocam. Vidas que não se vivem.

Mortes que vêm sem dizer, mortes de vidas por viver.
 
As odes cantam a urgência da paz, a vivência do caos, o vazio de uma casa abandonada. Odes cantam a grandeza do Homem, a mendicidade dos que não se deixam mendigar. Abaixo o Homem! Abaixo esta desumanidade tão humana, aniquilada pelos que matam de sede. Atrozes os choros das mães que dão a morte às portas da vida. Guitarras tomam de assalto Bagdad, flores explodem na Palestina, a Lua invadiu a Síria, o Sol brilhou no Iémen. Amor espalha-se pelo mundo e o tráfico de paz bateu recordes históricos. Foi o jornal da uma. E eu desligaria a TV, sorrindo como um miúdo.

A norte do paralelo nada de novo

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Foi com este abraço que Kim Jong-un e Moon-Jae-in selaram a amizade do momento. Passearam-se pela zona desmilitarizada, fizeram juras de amor e chegaram mesmo a dar as mãos. O mundo exultou, a fake imprensa atribuiu o momento histórico a Trump e a região respira de alívio. Alegadamente.

Quem não respira de alívio, e fica na exacta mesma situação em que se encontrava antes deste belo episódio de marketing político, é o povo norte-coreano. Lá, agora como antes, impera um regime totalitário. Não há liberdade, qualquer tipo de liberdade, não há condições de vida dignas para a maioria e a senhora que lê as notícias no canal do Estado é sempre a mesma. [Read more…]

A travessura

Um cartoon de Fernando Saraiva:

A Travessura...-1

A culpa é dos asnos que nos Governam

Quem é que se lembraria de marcar reuniões de negociação para despedir Professores para os mesmos dias das reuniões de avaliação e dos exames? Sim! Isso mesmo! Foi o MEC que elaborou o calendário de exames e que se lembrou de convocar o sindicato para negociar agora. A GUERRA nesta altura foi “convocada” pelo Governo.

Sentir paz

Há dias, dei-me conta que tenho usado muito pouco a palavra «paz». Estava a fazer uma pequena oração com a minha filha de quatro anos quando, também, Lhe Pedimos pela Paz. A minha filha ouvia, talvez, a palavra pela primeira vez, porque me perguntou “O que é estar em paz?”. Demorei a dar-lhe uma boa resposta. Por fim, ficámos satisfeitas quando me ocorreu dizer que estamos em paz quando, por exemplo, estamos contentes uns com os outros. Depois de fechar a porta do seu quarto, veio-me à memória um parágrafo de Cidadela de Saint-Exupéry que gostaria de partilhar:

Meditei muito tempo sobre o sentido da paz. A paz tão-somente deriva dos filhos paridos, das colheitas arrecadadas, da casa enfim arrumada. A paz vem-nos da eternidade, em que ingressam as coisas acabadas, perfeitas. Paz dos celeiros cheios, das ovelhas que dormem, dos lençóis dobrados, paz que apenas da perfeição nasce, paz do que se torna oferenda a Deus, uma vez bem-feita.

Vivemos em paz. Temos a paz nas nossas vidas, a cada momento, e não sabemos dizer o que ela é (tal como acontece com o amor). E, pior, dar-lhe valor.

Um caquizeiro mais forte que a bomba atómica

Acabo de descobrir que o fruto que eu mais aprecio tem um outro nome, o malandro! Não é que o meu dióspiro – chego a comer 2 ou 3 por dia na sua época (que é justamente agora), simples, com banana e/ou bolacha Maria- , também é conhecido como caqui (kaki, no Japão)?

Santa Ignorância!

Estou mesmo radiante, porque aquilo que eu ia escrever sobre um certo caquizeiro é afinal, sobre a minha árvore predilecta.

Descobri, ontem à noite, uma história linda, mas ainda mais fenomenal por ser verídica: conta-se que um diospireiro (caquizeiro) foi mais forte que a segunda bomba atómica que matou 200 mil pessoas em Nagasaki.

Escreve Rubem Alves, em Do Universo à jabuticaba:

Morreram os seres humanos, morreram os animais, morreram as plantas. Foi então que uma coisa extraordinária aconteceu: passado o tempo, uma árvore que o fogo havia queimado e todos julgavam morta começou a brotar. Era um caquizeiro. Os japoneses se assombravam com aquele milagre: uma árvore mansa que foi mais forte que a bomba! E tomaram a ressurreição da árvore do caqui como um símbolo da teimosia da vida. Começaram então a colher as sementes lisas dos frutos daquela árvore e a plantá-las. Quando as plantinhas nasciam e cresciam um pouco, eles as enviavam como presentes de paz a todas as partes do mundo. Para que ninguém perdesse as esperanças…

E sabem que mais? Eu mesma tenho um diospireiro… e assim que puder, vou contar-lhe esta história de um certo primo que vive lá longe, na ‘Terra do Sol Nascente’!

Os filhos

Zita é mais rápida no regresso a casa. O trabalho fica para trás a cada quilómetro das dezenas que faz, seis dias na semana. À frente, já só vê os filhos: a «coisa» mais maravilhosa que tem na vida. À noite, mete-se no meio deles, na cama, uma mão sobre as pernas pequeninas dos dois filhos. E eles adormecem com a cara encostada à mãe.

Zita tenta compensar o tempo perdido, longe de quem mais ama. Se ela soubesse como, escreveria um hino aos seus filhos… Como não sabe, diz-lhe que os adora, todas as noites, e aborrece-os com tantos beijos.

A paz que a envolve ali sentada entre os filhos dormindo, é uma paz que reanima, que reabilita, que lhe dá forças para o dia seguinte.

Dia Internacional do Jazz

Celebra-se hoje, pela primeira vez, o Dia Internacional do Jazz, uma proposta bem sucedida do músico e compositor, Herbie Hancock, considerado um dos mestres do Jazz.

A Unesco defende que o Jazz é uma expressão musical que “pode derrubar barreiras e simboliza a paz e a unidade”. (A música em geral).

Na Música, não há passado nem presente. No Jazz, podemos assistir ao encontro harmonioso entre J.S. Bach (1685-1750), J. Loussier e Bobby Mcferrin:

Fotografias dos soldados americanos

Mais uma vez as imagens da nossa civilização no LA Times. E não admito o debate publique-se ou não se publique. O debate é: a guerra serve para isto? É esta a FORÇA da Democracia?

O País da Paz

Interessante e arejado o texto de José Vítor Malheiros, hoje no Público. Descortinou um segredo, um sonho, uma ideia política que há tempos circulava na sua cabeça. Escreveu ele que Portugal se devia dedicar à Paz.

Também eu quero que o nosso país continue a ser um país de paz como há poucos, dedicado a ela, especialista nesse domínio, como outros “se dedicam aos relógios”!
J.V.M. aponta mesmo para a ideia da criação de cursos, estudos e missões de paz! Portugal como o país especialista em promover a paz em todo o mundo.
Portugal já é acolhedor, mas seria mais que isso: tornar-se-ia “o país acolhedor por excelência”!
“Especializar-nos na paz, na arte do encontro, da conversa, da descoberta, da negociação, na alegria da diferença. (…) A paz sai mais barata que a guerra”!

E eu acrescento: Portugal seria o país da Paz como o Butão é do FIB (Felicidade Interna Bruta), os EUA da Coca-Cola, a Holanda das tulipas, o Brasil do Samba, etc.

Há coisa melhor que viver em paz?

A paz já é, por si, um cenário, uma música de fundo, um sabor e um perfume.

A Paz em Portugal, como já foi o Fado, a património mundial!! E porque não?

hippies e natureza

Tchaikovsky Rococo Variations

O que as pequenas comunidade hippies têm para ensinar aos citadinos que concerne ao respeito pela mãe natureza.

Com todo respeito pelos hippies que amam a natureza e moram conforme ao que a natureza dá, gostava comentar que o ser humano tem evoluído através da História e diversas maneiras, até chegara ser o que agora somos. Ainda mais, dentro da nossa era como ser humano, desde os tempos antes de Cristo, que é a palavra-chave para dividir a evolução actual, muito tem mudado o ser humano em crenças, hábitos, costumes e sabedoria. Calcula-se em Há cerca de 70.000 anos atrás, surgiu o Home sapiens, do qual existem numerosas amostras. Ele teria se apresentado em duas superfícies: [Read more…]

os técnicos informáticos

…para Bruno Sousa, que me assiste todo senhor… como ele é e Ricardo Santos Pinto também

um ténico informática que me assiste

Há apenas duas palavras que definem um técnico informático: são de utilidade pública!

Há muitos saberes, há muito ciência que podem existir na nossa cabeça, incluindo o famoso multiplicador de investimentos, criado pelo meu colega de Cambridge, Sir John Maynard Keynes. Fórmula difícil de entender, apenas ele sabia a chave para o investimento, incluído ao meu amigo, o seu discípulo Lord Kaldor. Quem ao entender: Y C cY I G A = + + + [Read more…]

Natal-imaginário infantil, imaginário adulto ou troca social

Natal costumava ser festa da alegria, mas a crise económica de hoje...

Para o meu próximo descendente, essa criança, filha de uma das nossas filhas

1. Natal

Os leitores devem estar habituados a ler nos meus textos, uma ideia em que sempre teimo: qualquer grupo social tem, pelo menos, duas formas de ser ou duas culturas: a dos adultos e a das crianças. A do adulto, esse imaginário para calcular e decidir; a da criança, essa fantasia à espera. A do adulto, para calcular e decidir, porque vive no meio das finanças, dos orçamentos. Fantasia à espera, por viver no meio dos mimos, recebidos ou esperados. Duas lógicas de ideias que andam, ora entrelaçadas ora paralelas – umas no lar, outras, à distância. É na altura da noite e do frio, que começamos a pensar nesta brincadeira das duas culturas. [Read more…]

a festa da intimidade. Ramadão e Natal

Cristãos comemoram, Muçulmanos invadidos

for the van Emdens: daughter Paula, husband Cristan and children Tomas e Maira Rosa

1. Introdução.

Normalmente, tenho escrito textos que referem esta quadra como um Feliz Natal. Normalmente. Mas, será que é uma época para falar de normalidade? Ou, porém, como vamos definir um tempo normal? Quando é que a vida social tem sido normal. Será quando agimos conforme as nossas ideias e os nossos hábitos e costumes? Mas, os hábitos, como os costumes, não mudam? Será que normalmente significa o que éconjuntural e heterogéneo? Não é por acaso que tenho usado essas palavras nos meus textos de pesquisa. O acaso é a normalidade. A normalidade é o comportamento conjuntural que estrategiza e manipula os feitos, ou factos – decida o leitor -, que constroem o mundo social e divide o trabalho entre todos nós. Estratégia que pode cair em mãos prudentes para virar os acontecimentos em favor do povo, pelo povo e para o povo, por ser a estratégia uma actividade social do povo. Estratégia que varia conforme os objectivos a atingir. [Read more…]

Lembrar

história sintética da República do Chile

símbolo de uma República certa e serena, que sabe o que quer e debate como deve ser

 

…retirado do capítulo 4 do meu livro o crescimento das crianças…

As crianças crescem á medida que a memória social impinge a memória individual, isto é, a criança é o resultado do saber acumulado cronologicamente no tempo. No tempo em que a criança vive e no que os ancestrais andaram a viver, perto ou longe do tempo da criança. O saber é contínuo, embora conjuntural nas suas mudanças. O processo educativo que resulta da interacção de um mesmo povo, através da História, ou com outros povos através, também, da Historia, é o que faz o que eu sou.

A racionalidade da criança, indivíduo com uma epistemologia acumulada, é diferente da racionalidade cognitiva do adulto. O entendimento é diferente. As várias gerações que vivem dentro do mesmo tempo, têm experiências diversificadas, quer pelo ciclo, quer pelo tempo que a pessoa leva na História do seu ser social. Experiências que são emotivas, mas orientadas pela razão, porque a criança observa para calcular, e calcula.

Comparar três povos de diferentes línguas e experiências, não é simples, mas é um desafio interessante para quem trabalha os dados do quotidiano. Um quotidiano,

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A Palestina, pasto de uma geração de ódios.

A questão da Palestina não será resolvida pelas actuais gerações no poder, cresceram com o ódio, não há família que não chore um morto ou um estropiado. É uma questão de orgulho pessoal, já pouco contam os verdadeiros interesses da paz e dos povos. Antes morrer que recuar ou ser visto como perdedor, mesmo que ganhem todos.

As gerações mais novas, libertas desses constrangimentos, já conseguiram estabelecer pontos de entendimento, o que abre caminhos para a negociação e para a vivência em comum. Se querem ter uma vida fraterna, próspera e em paz vão ter que conviver uns com os outros, uma parte importante da população de Israel é de proveniência Palestina, têm a sua vida repartida pelas universidades Israelitas e a sua família trabalha em empresas do Estado de Israel. Não há volta a dar, a não ser o entendimento!

Mas se para quem vive no local é dificil, incompreensível se torna que pessoas longe do conflito, sem sofrer as sequelas da guerra, lance lenha para a fogueira meramente por razões ideológicas. Não dão um passo no sentido da paz, da compreensão do problema. Tudo se resume a quem está do nosso lado e a quem não está. Quem está ,ideologicamente, perto ou longe dos USA assim reage, sem cuidar de saber se tal posição ajuda ou aprofunda o problema.

Sempre contra Israel, sempre a favor dos palestinianios! Sempre contra os Palestinianos, sempre a favor de Israel.

Como o Nuno Castelo-Branco mostra aí nesse belo e avisado artigo se calhar o problema é mais complexo e, em vez de ódio, exige discernimento! E a Ana Paula, mesmo tomando partido, clama segundo o direito internacional aplicável. Com ódio é que se não vai a lado nenhum!

Mistérios do Natal – o véu desceu para sempre

São cada vez mais frequentes os toques da Zeca á minha porta altas horas da noite Com 92 anos, vive com uma amiga com 97 anos, nenhuma delas tem família, eu sou quem está mais à mão.

Esta noite o bater da Zeca foi mais cedo e mais persistente. Abri a porta e a Zeca estava a chorar, a amiga Esmeralda estava a morrer. Do primeiro ao terceiro não são precisos elevadores, num ápice entrava na casa onde uma pobre mulher dava os últimos suspiros.

Abracei-a e morreu assim, sem um suspiro, sem um ai, sem um adeus…

Chegaram os jovens médicos do INEM, a polícia, o médico civil, o cangalheiro. Verificaram a morte e preparam tudo para a última viagem.

Naqueles vinte minutos em que estive sozinho com aquelas duas mulheres, onde estive tantas vezes, sempre em momentos críticos, lembrei-me que a única coisa que nos alívia é sermos úteis. Uma paz serena e raramente sentida apoderou-se de mim. Não há medos, nem frustações, nem ódios, tudo isso faz parte da vida que perdemos, quando vivos, no turbilhão da angústia, da ambição e da inveja.

“Tudo vale a pena se a alma não é pequena” diz Pessoa, mas não é verdade.

Eu odiei grande parte da minha vida e dava tudo para voltar atrás e perdoar!

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