Bundesbank retira o seu ouro de Nova York e Paris

Será que o ouro está lá? (em inglês) Quando o Chavéz fez o mesmo correu muita tinta.

Salvamos a Espanha para salvar os bancos alemães

– Jürgen Donges, o senhor que disse isto é conselheiro da Sra. Merkel. Nada que não tivéssemos falado já no Aventar (em 2010).

Baratas tontas –

Pânico sem limites. – BCE anuncia programa de compra de dívida soberana.

Estão todos falidos

Bancos espanhóis serão salvos no Sábado – quem vai pagar não vão ser os banqueiros. (Rajoy nega.)

O Problema da Europa

Valores dos titulos a atingir a maturidade

O gráfico anterior ilustra as necessidades de crédito imediatas de três bombas relógio. As cimeiras europeias não fazem nada para resolver este problema. Tanto a Itália como a Espanha estão a atingir valores de financiamento que fazem com que o roll over destes bonds seja impossível de fazer. Como vai ser?

Organizem-se!

Embora resista ao vocabulário obsceno – pelo menos quando escrevo – confesso que a vontade de publicar dois ou três palavrões começa a tomar conta de mim. Antes de me explicar, e cedendo já ao impulso, deixem-me só lembrar uma anedota alarve que me fazia rir na adolescência igualmente alarve durante a qual era preciosa qualquer ocasião que nos permitisse proferir palavreado mais forte. Rezava, então, assim a dita anedota: numa orgia sexual, para apimentar a coisa, resolveram apagar as luzes. Ao fim de meia hora, um homem gritou: “Ó pá, organizem-se! Já me foram três vezes ao cu e ainda não comi nada!”

A troiana Cassandra recebeu de Apolo a faculdade de adivinhar o futuro. Por se ter recusado a favorecer sexualmente o mesmo deus, foi amaldiçoada: ninguém acreditaria nas duas profecias.

Os economistas instalados no poder ou próximos do poder ou os poderosos que falam sobre economia andam há três ou quatro anos a explicar o que deveremos fazer para que os mercados acalmem e deixem de nos atazanar a vida. De cada vez que tomam uma decisão, afirmam que agora é que é, agora é que os mercados vão acalmar, agora vai tudo correr bem, de certeza absoluta.

Foi assim com os PECs socráticos, assim foi com a austeridade crescente do passismo cada vez mais passadista, tal como aconteceu com a Grécia. Com a eleição de Rajoy em Espanha, os entusiastas da seita ergueram as mãos para os céus em agradecimento. Agora é que os mercados iam, finalmente, mesmo, de certeza, acalmar. Surpreendentemente, para quem queira ser surpreendido, parece que não.

Pelo menos, a heroína troiana não cedeu aos apelos lascivos chegados do divino. Os poderosos economistas ou os economistas poderosos da actualidade comungam com Cassandra os discursos sobre o futuro. Ao contrário de Cassandra, não acertam uma e, para cúmulo, não passam de umas putas que dormem com os mercados e com os bancos e com os empresários, enfim, com quem lhes paga.

Pela minha parte, que não pedi para participar neste bacanal, gostaria muito que se organizassem.

Papandreou quer referendar plano

Há poucos minutos a Bloomberg noticiou que George Papandreou, primeiro ministro grego, defende que o novo empréstimo e o default controlado de 50%, terão de ser submetidos a um referendo.

Parece que as horas extraordinárias da última Quarta poderão não ter servido para nada.

Aguardam-se desenvolvimentos.

Lista de medidas de austeridade

O J. Mário Teixeira fez uma série de perguntas inocentes que não vão ter resposta pelos responsáveis desta trapalhada onde o país está metido.

Para que não reste o mais mínimo resquício de dúvida, sobre quem estou a falar, declaro desde já que estou a referir-me ao PS/D – duas faces da mesma moeda.

Como os dirigentes destes partidos não têm formação nem técnica, nem política para lidar com o problema em que estamos metidos vão fazer apenas o que sabem fazer, isto é, roubar cada vez mais o povo português. E até estão com sorte, não necessitam de usar a imaginação, basta copiar o que os Gregos têm feito com tanto sucesso.

A seguir ao corte podem encontrar a lista de medidas aplicadas pelos Gregos. Esta lista foi traduzida a partir de:

 
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Em Londres é assim

Protesto estudantil, ontem em Londres

“Geração Zero” ou “Geração Caótica de Woodstock”

A máquina ultraconservadora americana está oleada para o exercício de temeridades comunicacionais poderosas. Tão poderosas que, além dos obstáculos criados ao crente Obama, na reforma do sistema de saúde por exemplo, é capaz de lançar diabólicas acusações de propaganda, mesmo sobre destinatários geracionais não identificados. O pior é que encontra um acolhimento, muito generalizado, de cidadãos norte-americanos, do Arkansas a Utah, que é como quem diz do primeiro ao último Estado da Nação.

Agora, segundo notícia do jornal i, A culpa da Crise é dos Hippies. Com efeito, afirma a notícia que “os hippies de Woodstock terão criado a base do colapso financeiro de Setembro de 2008”. Trata-se, efectivamente, de um libelo acusatório redutor e pensadamente malévolo, o qual impende sobre todos os hippies, em particular aqueles que à época experimentaram a exuberância de vida em Woodstock. Muitos já partiram, mas permanecem com todas as culpas gravadas na tumba.

A tese é defendida no documentário “Geração Zero”, da Citizens United, afecta ao Partido Republicano dos EUA. O produtor é um tal David Bossie que, certamente, encaixou uns quantos milhares ou milhões de dólares – o mais importante para ele – e manifestou com desmesurado desvelo a dedicação à causa republicana. Uma causa gratificante e que difere daquela que, por exemplo, atinge mais de 45 milhões de seus concidadãos sem cobertura de um sistema de saúde e expostos ao risco de sofrimento e/ou morte em caso de acidente ou de patologia de qualquer género. A culpa é – dizem eles – da ‘Geração de Woodstock’.

Até à revelação de tão esclarecedor libelo, confesso a minha ignorância. Julgava eu que o Alan  Greenspan, nascido em 1926, o Milton Friedman (1912-2006), o Bernard Madoff (1938) e outros seus contemporâneos não se integravam na juventude de Woodstock. Afinal, das duas uma: ou festival de Woodstock é mais antigo do que eu pensava ou a plateia etária era mais alargada ao tempo.

Resta em mim uma desilusão, porque ao participar no “Woodstock à portuguesa”, em Vila Nova de Cerveira, também estou, de certeza, na “geração dos irresponsáveis”, ou seja, a “Geração Caótica de Woodstock”  a tal que criou os ‘hedge funds’, a falta de supervisão da banca de investimentos, os bancos ‘off-shore’, a excelência do monetarismo e até, calcule-se, o casino de Wall Street. Este, todavia, continua em funcionamento com filiais dispersas por todo o globo.

Quando é que acabam os efeitos de Woodstock para que humanidade viva melhor? Da Citizens United nada me dizem. Nem sequer respondem.

O encenador

Com os factos e as verdades que foi varrendo para baixo do tapete a virem à luz do dia, Sócrates encena factos políticos que nada têm a ver com a situação do país.

Um a um os países vão tomando consciência da situação gravíssima a que se chegou e tomam medidas dolorosas, absolutamente necessárias para enfrentar a crise, que em todos os casos subjaz à crise internacional. A crise estrutural há muito que está instalada, a crise de cada um dos países, essa, é que vem à tona, enquanto a crise internacional desaparece. Quem tem dúvidas veja como o desemprego cesce à medida que as empresas fecham.

Em Portugal, acossado pelas políticas que teimosamente implementou nos quatro anos de poder absoluto, Sócrates tenta fugas para a frente, como os faustosos megaprojectos que custam o dinheiro que não temos, e encena o casamento gay e a regionalização, com a esperança que seja essa a agenda política.

A verdade é que o casamento gay é inconstitucional, não sou eu que o digo, são os constitucionalistas “pais” da Constituição e vai morrer na praia do Tribunal Constituicional. Virão as acusações costumeiras que o não deixam governar, numa tentativa de virar a comunidade gay contra a oposição.

A seguir vai encenar a “regionalização” num momento em que não se reunem as condições políticas para tal discussão. Não só não constitui uma questão central (essas ,infelizmente, são as económicas) como a oposição não vai embarcar em mais uma “palhaçada política”, quando não se vê como se vai consultar a população, (que já disse uma vez não,) e saída de um periodo eleitoral prolongado, a que acrescem custos financeiros imensos que o país não tem .

Convem lembrar, que para além dos méritos que a regionalização traz, a sua implementação tem custos políticos e financeiros imensos, muito maiores do que qualquer outra eleição, até porque nas outras o investimento inicial já está feito.

Estamos, pois, na encenação do quadro final, sem apoteose e sem chamada à boca de cena!