«Vai ao supermercado, para para ver o peixe fresco do dia, mete o que compra num saco plástico que leva na mão»?

construir

Via Contruir (http://bit.ly/1QSfpOm)

Não!

«Vai ao supermercado, pára para ver o peixe fresco do dia, mete o que compra num saco plástico que leva na mão».

Exactamente.

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Nótula: Ontem, ao saber do falecimento de Hilary Putnam, lembrei-me quer da (rara, muito, muito rara e, além de rara, extremamente bonita) homenagem à inteligência da vítima no momento do ataque em artigo científico  (até o jornal The Guardian deu por ela: «When one reads Chomsky, one is struck by a sense of great intellectual power; one knows one is encountering an extraordinary mind»), quer da entrevista em que a Prospect conseguiu a um excelente título (A philosopher in the age of science) acrescentar um magnífico mote («Hilary Putnam is not well known outside philosophy. He should be»), quer obviamente do mais importante: a obra.

If intelligent non-terrestrial life – say, Martians – exists, and if the ‘Martians’ speak a language whose grammar does not belong to the subclass Σ of the class of all transformational grammars, then, I have heard Chomsky maintain, humans (except possibly for a few geniuses or linguistic experts) would be unable to learn Martian; a human child brought up by Martians would fail to acquire language; and Martians would, conversely, experience similar difficulties with human tongues. (Possible difficulties in pronunciation are not at issue here, and may be assumed not to exist for the purposes of this argument.)

— Hilary Putnam (1926-2016)

Crónica de algumas adopções anunciadas

ggm

Gabriel García Márquez, con un ejemplar de la primera edición de ‘Cien años de soledad’ sobre la cabeza. ©Colita (via El País) http://bit.ly/1iq0cqi

 A partir de entonces ya no era consciente de lo que escribía, ni a quién le escribía a ciencia cierta, pero siguió escribiendo sin cuartel durante diecisiete años.

Gabriel García MarquezCrónica de una muerte anunciada

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Os Tradutores Contra o Acordo Ortográfico indicam que o jornal Sol  se juntou “à lista dos que contribuem para o caos ortográfico”. Efectivamente, no dia 6 de Setembro de 2015, a notícia da Lusa acerca de Gabriel García Marquez, além de ter contagiado, por exemplo, o Correio da Manhã e o Observador, afectou o jornal Sol — isto é, dois dias depois da data anunciada: “A partir de 4 de Setembro, todos os textos respeitarão o Acordo”.

Hoje, o caos ortográfico continua no sítio do costume — contudo, além dos habituais ‘fatos’, temos outro problema grave e o problema tem um nome: chama-se Fernando [Read more…]

Grafia azul

blue led

© LEHTIKUVA/Reuters (http://bit.ly/1nYg8Bx)

Acabo de saber, através de Brian Greene – a propósito, vale a pena assistir a este excelente debate entre Greene e Dawkins –, que o Nobel da Física foi atribuído a Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura, pela invenção de emissores eficientes de luz azul (convém ler o excelente texto de Teresa Firmino, no Público).

O Professor Jorge Manuel Torres Pereira lecciona a disciplina Fundamentos de Electrónica no Instituto Superior Técnico e explica (7.8) que

O díodo emissor de luz, LED – “Light Emission Diode”, é um dispositivo que converte a energia eléctrica em energia luminosa. A conversão está associada a transições electrónicas acompanhadas da emissão de fotões de comprimentos de onda compatíveis com a variação de energia ocorrida.

Contudo, segundo o Expresso,

O prémio Nobel da Física foi hoje atribuído (…) pela invenção do díodo eletroluminescente (LED), anunciou hoje o júri em comunicado.

Ora, independentemente de, por exemplo, por estas bandas, LED significar “diode électroluminescente” e até o Professor Lobo Ribeiro ter vacilado entre “díodos emissores de luz” (p. 6) e “díodos electroluminescentes” (p. 93), há um dado grafemicamente adquirido: eletroluminescente é grafia inadmissível em português europeu. Sim, eletroluminescente. Efectivamente, inadmissível.

Recordando as sábias palavras de outro Nobel da Física,

I’m not going to do this, I’m not going to simplify it, and I’m not going to fake it. I’m not going to tell you it’s something like a ball bearing inside a spring, it isn’t.

No, it isn’t. Se não souberdes o que significa ‘ball bearing’, não vos preocupeis. O Eng.º João Roque Dias explica-vos.

Continuação de uma óptima semana.