Crónica de algumas adopções anunciadas

ggm

Gabriel García Márquez, con un ejemplar de la primera edición de ‘Cien años de soledad’ sobre la cabeza. ©Colita (via El País) http://bit.ly/1iq0cqi

 A partir de entonces ya no era consciente de lo que escribía, ni a quién le escribía a ciencia cierta, pero siguió escribiendo sin cuartel durante diecisiete años.

Gabriel García MarquezCrónica de una muerte anunciada

***

Os Tradutores Contra o Acordo Ortográfico indicam que o jornal Sol  se juntou “à lista dos que contribuem para o caos ortográfico”. Efectivamente, no dia 6 de Setembro de 2015, a notícia da Lusa acerca de Gabriel García Marquez, além de ter contagiado, por exemplo, o Correio da Manhã e o Observador, afectou o jornal Sol — isto é, dois dias depois da data anunciada: “A partir de 4 de Setembro, todos os textos respeitarão o Acordo”.

Hoje, o caos ortográfico continua no sítio do costume — contudo, além dos habituais ‘fatos’, temos outro problema grave e o problema tem um nome: chama-se Fernando M. F. *Batista Viegas.

dre 1492015

Pois, o *Batista.

baptista

Há uma diferença entre

(1) “que ou aquele que baptiza” ou “relativo a (ou membro de) culto cristão protestante organizado em regime congregacionalista e que apenas considera válido o baptismo dos adultos”

e

(2) Baptista Viegas ou Chagas Baptista.

De facto, (1) diz respeito à base IV e (2) diz respeito à base XXI .

A culpa é, obviamente, quer dos conversores (um problema técnico a ser discutido nos dias 9 e 10 de Novembro), quer de quem não percebe o Acordo Ortográfico de 1990 e se deixa levar pelos conversores: como o Dr. Pinto Ribeiro (“tenho um conversor automático, de maneira que não custa nada“).

Ora, se José Manuel Caré Baptista Viegas, logo, Fernando M. F. Baptista Viegas.

josé manuel viegas

Nótula pessoal: Ao escrever, há seis anos (2009: 8),

Competiram dois projectos: um do Professor José Manuel Viegas do Instituto Superior Técnico e outro da Rede Ferroviária de Alta Velocidade, SA (RAVE),

estava longe de imaginar que voltaria a mencionar José Manuel Viegas, por causa do Acordo Ortográfico de 1990.

Aparentemente, isto anda mesmo tudo ligado.

Comments

  1. Diogo Da Veiga says:

    Agora mesmo, no Bravio: “Sois mort et cache-toi”.

    http://diogodaveigabravio.blogspot.pt/2015/09/sois-mort-et-cache-toi.html


  2. “Tradutores contra o Acordo Ortográfico”: é assim que os anti-Ao costumam agir: bloqueiam quem tem opinião diferente…

    14.março.2017

    João Nogueira da Costa Que coita já não se escrever “escholar” com o agazinho! Assim, perde-se a etymologia do vocabulo e a lingua portugueza fica completamente desfigurada. Melhor seria continuarmos a escrever como no seculo XIX, mandando ás urtigas todas as reformas e os accordos antigos… Proponho um chartaz com os seguintes dizeres:

    A lucta continua:
    graphia moderna para a rua!

    Podemos também começar um abaixo assignado, com a participação de philologos, philosofos, psychologos, psychiatras et alii, para se voltar á orthographia antiga. Para commissario, poder-se-ha convidar, solemnemente, o mui nobre senhor Dom Payo d’Antanho, pae do mui digno herdeiro do reyno.
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    Tradutores contra o Acordo Ortográfico João, ninguém pretende o regresso à ortografia pré-1911, não entendemos o seu comentário.
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    João Nogueira da Costa Para bom entendedor…
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    Tradutores contra o Acordo Ortográfico João Nogueira da Costa, não entendemos o que quer dizer. Está-se contra estas alterações em específico, mas vem escrever com a ortografia pré-1911? Não entendemos ou talvez seja você que não entende nada do assunto nem do que está em causa. Lamentemos.

    João Nogueira da Costa Talvez com a seguinte transcrição, possa tentar entender:

    Contestação à reforma

    A adoção desta nova ortografia não se fez sem resistências em Portugal, mas a maior polémica em seu torno estalou no Brasil. Alguns linguistas defendiam a ortografia etimológica em detrimento da ortografia puramente fonética das palavras, alegando que a reforma ortográfica cortava o elo entre os praticantes da língua portuguesa e os escritos deixados pelos seus antepassados.

    Outras pessoas resistiram à mudança, seja por receio de não saberem escrever pelas novas regras, seja por elo emocional ou intelectual à memória gráfica da escrita. Esse sentimento aparece refletido neste trecho de Alexandre Fontes, escrito nas vésperas da reforma ortográfica de 1911 (respeitando-se a escrita original do autor):

    Imaginem esta palavra phase, escripta assim: fase. Não nos parece uma palavra, parece-nos um esqueleto (…) Affligimo-nos extraordinariamente, quando pensamos que haveriamos de ser obrigados a escrever assim!

    E Teixeira de Pascoaes:
    Na palavra lagryma, (…) a forma da y é lacrymal; estabelece (…) a harmonia entre a sua expressão graphica ou plastica e a sua expressão psychologica; substituindo-lhe o y pelo i é offender as regras da Esthetica. Na palavra abysmo, é a forma do y que lhe dá profundidade, escuridão, mysterio… Escrevel-a com i latino é fechar a boca do abysmo, é transformal-o numa superficie banal.
    in Wikipedia
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    Tradutores contra o Acordo Ortográfico João Nogueira da Costa, leia o nosso comentário anterior. E leia o texto do acordo, já agora, convém saber o que está em causa.
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    João Nogueira da Costa Blá-blá…
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    Tradutores contra o Acordo Ortográfico João Nogueira da Costa, quando não há argumentos…
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    João Nogueira da Costa Não há é pachorra!
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    Tradutores contra o Acordo Ortográfico João Nogueira da Costa, não há vontade em compreender, é lamentável. Fique com a sua ortografia pré-1911, nós não a queremos.
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    João Nogueira da Costa Para quem ainda não percebeu ou não se apercebeu e se gasta e agasta em lutas inglórias:

    “Os acordos, como sempre se provou, são feitos para as gerações seguintes”.
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    João Nogueira da Costa Boa tarde.
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    Tradutores contra o Acordo Ortográfico João Nogueira da Costa, e as gerações actuais, da qual faz parte, fcam no limbo? Quer legar um sistema ortográfico tecnicamente mal feito, incongruente, ilógico e ambíguo? Mais uma vez, não se debruça uma única vez sobre as medidas concretas deste acordo, apenas perora sobre coisas vagas sem compreender o essencial. Assim, é difícil.
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    João Nogueira da Costa Boa tarde.
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    Tradutores contra o Acordo Ortográfico João Nogueira da Costa, leia o acordo e o que se escreveu sobre ele, e reflicta, é o mínimo.
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    João Nogueira da Costa Boa noite.
    Gosto · Responder · Agora mesmo

    João Nogueira da Costa Sempre que se altera a ortografia da língua que aprendemos desde a nossa infância, é da natureza humana que haja vivos e veementes protestos, comentários inflamados, insultos dos mais diversos, reações pró e contra de quem é entendido na matéria e de quem pouco ou nada percebe do assunto.

    Para quem se interessa e trabalha estes temas, todos os artigos de opinião e sobretudo os seus comentários são um riquíssimo alfobre para a análise sociológica.

    É o caso deste artigo e das várias opiniões na caixa de comentários.

    É contra o novo acordo ortográfico?
    ENTÃO, ESTE ARTIGO É PARA SI.
    2016-10-16 José Ribeiro

    https://redator.pt/…/e-contra-o-novo-acordo-ortografico/
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    Tradutores contra o Acordo Ortográfico Basta ler os comentários a esse artigo para perceber o que está em causa, se é que quer perceber…
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    João Nogueira da Costa «Não é o mérito do AO que me entusiasma, é a irritação da sanha anti-AO que me causa efeitos»
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    Tradutores contra o Acordo Ortográfico João Nogueira da Costa, é uma posição digna sem dúvida, não atenta ao próprio acordo, mas a quem está contra ele. É uma posição de inteligência?
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    João Nogueira da Costa Ahahah! Para o colar de pérolas ficar mais completo, falta aqui o inenarrável Bagão Félix…
    Gosto · Responder · 14/3 às 10:35

    17.março.2017

    João Pedro Forjaz Secca E os inenarráveis Santana Lopes, Cavaco Silva e José Sócrates, defensores do açordo…
    Gosto · Responder · 1 · há 3 horas

    João Nogueira da Costa O teu “açordo”, João Pedro, está para durar…
    Gosto · Responder · há 2 horas

    João Pedro Forjaz Secca O teu “açordo”. Não o meu…
    Gosto · Responder · há 49 minutos

    João Nogueira da Costa João Pedro, teu ou meu, tanto faz – ele está aí para durar…
    Gosto · Responder · há 41 minutos

    João Pedro Forjaz Secca Enquanto as decisões forem tomadas por linguistas e políticos incompetentes, vai durando, infelizmente.
    Gosto · Responder · há 18 minutos

    João Nogueira da Costa É a vida, João Pedro…
    Gosto · Responder · há 16 minutos

    João Pedro Forjaz Secca Poderia dizer: “stultus lex sed lex”… mas acontece que o açordo nem legal é!
    Gosto · Responder · há 12 minutos

    João Nogueira da Costa Pois é, João Pedro, continuas a meter foice em seara alheia e as asneiras, claro, aparecem sempre… Sendo a palavra latina “lex” do género feminino, deverias ter escrito: “stulta lex sed lex”…
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    João Pedro Forjaz Secca Sim, professor, já foi corrigido…
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    João Pedro Forjaz Secca Um erro corrige-se. É o que devia fazer o Malaca perante os erros tão calamitosos do açordo.
    Gosto · Responder · há 3 minutos

    João Nogueira da Costa Tá bem, João Pedro…
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    João Pedro Forjaz Secca 🙂