Praxes académicas em Braga

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Ricardo Luís Sant’Anna

Ontem antes de ir dormir dei de caras com esta fotografia.
Nela podemos ver um grupo de estudantes de Biologia Aplicada da Universidade do Minho faz uma praxe. Até aí nada de novo; o que me deu a volta ao estômago completamente foi reparar que um dos praxados ostentava uma braçadeira do partido nazi! Não era apenas a imagem de uma suástica, utilizada por inúmeras culturas ao longo dos milénios, mas a típica braçadeira vermelha, com a suástica preta em círculo branco.
Não há possibilidade de engano.
No passado dia 27 de Janeiro celebrou-se a nível mundial o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e ontem, dia 9 de Fevereiro, os alunos da prestigiada Universidade do Minho andavam a brincar.
Duvido que tenha partido do caloiro.
Não é admissível que isto aconteça no tempo em que vivemos, muito menos em supostos estudantes do ensino superior que tem por obrigação conhecer um mínimo de história.

Estamos a tornar-nos em bestas insensíveis?

«Vai ao supermercado, para para ver o peixe fresco do dia, mete o que compra num saco plástico que leva na mão»?

construir

Via Contruir (http://bit.ly/1QSfpOm)

Não!

«Vai ao supermercado, pára para ver o peixe fresco do dia, mete o que compra num saco plástico que leva na mão».

Exactamente.

***

Nótula: Ontem, ao saber do falecimento de Hilary Putnam, lembrei-me quer da (rara, muito, muito rara e, além de rara, extremamente bonita) homenagem à inteligência da vítima no momento do ataque em artigo científico  (até o jornal The Guardian deu por ela: «When one reads Chomsky, one is struck by a sense of great intellectual power; one knows one is encountering an extraordinary mind»), quer da entrevista em que a Prospect conseguiu a um excelente título (A philosopher in the age of science) acrescentar um magnífico mote («Hilary Putnam is not well known outside philosophy. He should be»), quer obviamente do mais importante: a obra.

If intelligent non-terrestrial life – say, Martians – exists, and if the ‘Martians’ speak a language whose grammar does not belong to the subclass Σ of the class of all transformational grammars, then, I have heard Chomsky maintain, humans (except possibly for a few geniuses or linguistic experts) would be unable to learn Martian; a human child brought up by Martians would fail to acquire language; and Martians would, conversely, experience similar difficulties with human tongues. (Possible difficulties in pronunciation are not at issue here, and may be assumed not to exist for the purposes of this argument.)

— Hilary Putnam (1926-2016)

A ‘perspectiva’ e a ‘perspetiva’: a “unidade essencial”

paris

Gustave Caillebotte, Rue de Paris, jour de pluie (1877) © The Art Institute of Chicago (http://bit.ly/1EpPV3s) 

Mine eye hath played the painter, and hath steeled
Thy beauty's form in table of my heart;
My body is the frame wherein 'tis held,
And perspective it is best painter's art
— William Shakespeare, Sonnet 24

 

Na Folha de S. Paulo de hoje, Hélio Schwartsman escreve o seguinte:

Sob essa perspectiva, não só há lógica por trás do processo eleitoral como ela se mantém a mesma desde o início da corrida.

Ontem, no jornal O Estado de S. Paulo, ficámos a saber que, na opinião de João Bosco Rabello,

A perspectiva de chegar à Presidência pode ajudar a reverter parcialmente esse quadro, ainda que isso não seja provável em grande escala.

Depois de amanhã, a Universidade do Minho recebe a conferência “Perspetivas da Língua Portuguesa”.

Obviamente, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, como prometido, assegurou o tal “passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional”.

Exactamente: “da unidade essencial”.

Festas e Tainadas na UM…

… de Setembro a Junho! Porque não?

“Momento de Praxe”

cabido-de-cardeaisComunicado do “Cabido de Cardeais“.

Ó Miguel?

Tu? Ao lado do Relvas?

Confesso que estava mais à espera do apoio do PCP ao Governo do que … Desilusão!

Petição: Pela liberdade de investigação académica

Pode um trabalho académico colocar em causa um negócio de grandes empresas com o aval do estado? pode uma Universidade trocar princípios por parcerias económicas? Será que alguém acredita na bondade do processo da TDT?

Leia e pense em assinar esta petição. A tese “A implementação da Televisão Digital Terrestre em Portugal

Universidade para Crianças?

Longe parece ir o tempo em que ao ensino superior só chegava gente madura; agora qualquer puto mimado lá gente… e exige o direito de praxar quando lhe aprouver??

Quando Aqui Morrer Alguém

A culpa é de ninguém, talvez da chuva ou da escuridão ou do excesso de zelo no sangue, não será nunca dos projectistas nem dos responsáveis (?) autárquicos de Guimarães que, há já anos vários, autorizaram (?) a existência deste alçapão com dois metros de desnível. Não deixa de ser curioso que a 200 metros deste local exista a Escola de Arquitectura da Universidade do Minho onde, acredito, os jovens alunos são exemplarmente formados para que, num futuro risonho, não sejam eles criminosos autores de projectos urbanísticos com vista para a morte. Naturalmente, a própria Associação de Estudantes da UM terá coisas muito mais vitais com que se preocupar como a organização atempada das festas que se seguem e das seguintes, pese embora este fosso esteja encostado à residência universitária de Azurém. Estou certo: quando ali morrer o primeiro incauto, mete-se a grade no dia seguinte. E, tudo bem, é dezembro e faz um sol espectacular…

Retratos Directos

O base.gov.pt é um manancial de informação sobre a forma como os nossos governantes desbaratam o erário público. Já sabemos que se gastam milhões em festas e enchidos. Mas nem tudo é dinheiro desperdiçado, para benefício das artes também existem adjudicações directas!

O retrato que reproduzo neste post, de Sua Excelência Tenente General Fernando Manuel Paiva Monteiro, comandante da Academia Militar custou a módica quantia de 17 150 euros. Coisa pouca para ilustração dos nossos garbosos militares.

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