«Vai ao supermercado, para para ver o peixe fresco do dia, mete o que compra num saco plástico que leva na mão»?

construir

Via Contruir (http://bit.ly/1QSfpOm)

Não!

«Vai ao supermercado, pára para ver o peixe fresco do dia, mete o que compra num saco plástico que leva na mão».

Exactamente.

***

Nótula: Ontem, ao saber do falecimento de Hilary Putnam, lembrei-me quer da (rara, muito, muito rara e, além de rara, extremamente bonita) homenagem à inteligência da vítima no momento do ataque em artigo científico  (até o jornal The Guardian deu por ela: «When one reads Chomsky, one is struck by a sense of great intellectual power; one knows one is encountering an extraordinary mind»), quer da entrevista em que a Prospect conseguiu a um excelente título (A philosopher in the age of science) acrescentar um magnífico mote («Hilary Putnam is not well known outside philosophy. He should be»), quer obviamente do mais importante: a obra.

If intelligent non-terrestrial life – say, Martians – exists, and if the ‘Martians’ speak a language whose grammar does not belong to the subclass Σ of the class of all transformational grammars, then, I have heard Chomsky maintain, humans (except possibly for a few geniuses or linguistic experts) would be unable to learn Martian; a human child brought up by Martians would fail to acquire language; and Martians would, conversely, experience similar difficulties with human tongues. (Possible difficulties in pronunciation are not at issue here, and may be assumed not to exist for the purposes of this argument.)

— Hilary Putnam (1926-2016)

Está na hora!

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Anda!

Mexe-te!

A Ponte espera por ti!

Atravessar a ponte

Pode chover, mas quero acreditar que o S. Pedro vai estar do lado certo da história.ponte_infante

Pode acontecer também, que algum medricas como eu, tenha medo das alturas.

Pode também haver uma ou outra pessoa que concorde com o roubo que o governo está a fazer a quem trabalha e até a quem já deixou de trabalhar.

Pode até existir uma ou outra pessoa que não consiga observar grande eficácia neste tipo de lutas.

Pode tudo!

Mas, amanhã de tarde, como por vezes acontece nas nossas vidas, há dois lados. O lado de lá e o lado de cá. A pé, pela Ponte do Infante vamos procurar unir dois lados com uma Marcha de energia positiva que aponta caminhos diferentes – não estamos, claro, todos a dizer as mesmas coisas. Para alguns a solução está num pinheiro, para outros teria que ser a floresta toda.

Para mim é simples: nasci depois do 25 de Abril e tenho consciências plena que o povo conseguiu construir um país melhor para mim e para os meus. Da luta, muitas vezes na rua, nasceu um país com um fantástico sistema nacional de saúde, com uma Escola Pública, cheia de defeitos, mas das mais eficazes da Europa, uma Segurança Social de todos e para todos.

A direita no poder e quem a apoia não suportam que os pobres possam ser gente. Não admitem que os pobres possam ser tratados nos mesmos hospitais, tenham acesso à mesma escola pública, tenham a mesma dignidade na reforma.

Não admitem que os pobres possam atravessar a ponte da ascensão social. E, caros amigos, é APENAS isto que está em cima da mesa: um ajuste com as conquistas dos meus pais!

Por eles, mas fundamentalmente pelos meus filhos, vou atravessar a ponte.

A frase do dia

Portugal está a meio da ponte? Ou ainda não chegámos lá? Estamos a aproximar-nos do meio da ponte.

Vítor Gaspar, engenheiro, perdão, ministro das finanças.

Sim, também já vi esta ideia publicada hoje duas ou três vezes, mas o plágio atrai-me, qual abismo. Que diabo, tinha de ter alguma coisa em comum com o governo. Abyssus abyssum ínvocat.

A Nova Ponte Sobre o Tejo

Ano de 1934;

74 anos depois, o LNEC achava que sim.

Jorge Coelho perdeu? Abre-se novo concurso!

O concurso da ligação do TGV, Lisboa – Poceirão que inclui a terceira ponte sobre o Tejo anda envolvido em polémica logo que se soube que o agrupamento de empresas liderado pelos espanhóis da FCC tinham apresentado um valor muito inferior ao apresentado pelos dois outros concorrentes.

Com efeito a FCC apresentou um preço de 1870 milhões de euros, a Altavia de 2190 milhões de euros e o Elos de 2310 milhões de euros. Desde logo a Altavia da Motta -Engil colocou a questão de que o preço do concorrente estaria deflaccionado insinuando mesmo questões técnicas de segurança. Acontece que a equipa técnica que lidera o projecto com melhor preço é de um reputado engenheiro e catedrático da FEUP, Adão da Fonseca o que só por si dá todas as garantias.

Sete meses depois da abertura do concurso, tudo se conjuga para que o Estado, mudando os pessupostos , encontre razões para anular o concurso e lance novo concurso assim indo ao encontro das pretensões da Motta – Engil! Claro que tudo isto poderá vir a desaguar num preço muito superior agora que todos os concorrentes conhecem os preços apresentados.

Afinal, bem sabemos que a especialidade da Motta-Engil são as obras por ajuste directo!

Obras Públicas : veio cá um senhor da UE!

Fatal como o destino, o que tem que ser tem muita força, o bom senso prevalece, dinheiro só no “totta”, o Presidente do BCE esteve cá ontem a deixar uns recados ao “animal feroz” e tudo lhe cai pelas pernas abaixo.

Não há megaprojectos, quem não tem dinheiro não tem vícios, felizmente que não haver dinheiro tem esta grande vantagem, não se estraga, não se gasta mal gasto. Para não perder a face adjudicou hoje um troço que, sem a ponte e os demais troços já congelados não serve para nada, vai ter que ficar à espera para estar operacional, mas enfim o pobre do “estadista” tambem não precisa de ser humilhado.

Um pesadelo a chegar ao fim ! Que dirão disto os “defensores do interesse nacional” que tão desinteressadamente se bateram pelas grandes obras públicas?

Obras públicas – aliança Sócrates / PCP

A guerra dentro do governo já é mais que evidente. Sócrates responde a Cavaco Silva e põe o ministro das obras públicas a responder a Teixeira dos Santos. A causa são, evidentemente, as obras públicas ! Sócrates acha que recuar, ou pelo menos adiar as obras públicas para melhores tempos, dá uma imagem de fraqueza. Pelo contrário, na presente situação, esta obsessão pelas obras públicas (TGV, Aeroporto e Ponte) levanta sérias e legitimas suspeitas. O que aproveita Sócrates, contra todas as opiniões e evidências, levar estes projectos ao ponto de não retorno?

Claro que Teixeira dos Santos, que faz as contas e que ouve as entidades financeiras da UE, sabe que esta obsessão não tem pernas para andar, ninguem vai emprestar dinheiro para obras faraónicas, a não ser a taxas de juro elevadíssimas que o país não tem como pagar. Quem vai continuar a engolir “sapos”?

João Cravinho, lá de Londres já veio apoiar Teixeira dos Santos e, Passos Coelho, espera que mais vozes se juntem no apoio ao ministro das Finanças, É que as contas ,para ajudar Portugal, apontam para 13 mil milhões de Euros o que corresponde a 8.1% do PIB e a cerca de 11% da dívida pública. Se lhe acrescentarmos, em contas redondas, mais 3.3 mil milhões para o Aeroporto, 1.8 mil milhões para a Ponte e o TGV até ao Poceirão e uns 7 mil milhões para o resto do TGV e, já agora, a autoestrada consignada há dias à Motta-Engil de 1,42 mil milhões, fica a dúvida legítima.

O que fará mover Sócrates para deixar o país numa situação miserável desde que  as obras públicas atinjam o ponto de não retorno? Porque o que faz correr o PCP,  apoiar as grandes obras públicas, é a existência de um Estado que tudo constrói, tudo controla, tudo pode.

Mas esses, os comunistas, não enganam ninguem! Sabe-se ao que vêm!

A Ponte do Fernandinho

Por erro meu, não sei como se chama a ponte que, em cima do Douro, está em Massarelos.

Porque foi erigida no tempo de Fernando Gomes, chamei-lhe sempre a «ponte do fernandinho»