Câmara Clara

Não seria de espantar se um dia chegássemos à conclusão evidente de que a grande maioria das pessoas que temos ouvido opinar sobre a “questão Mapplethorpe” ouviu pela primeira vez falar do artista há quinze dias.

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À espera de Marcelo Rebelo de Sousa

O candidato à Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa durante um encontro com atletas paralímpicos, esta manhã no Estádio Universitário de Lisboa, 21 de dezembro de 2015. INÁCIO ROSA/LUSA

© INÁCIO ROSA/LUSA (http://bit.ly/2dDfE4R)

Waiting, waiting, waiting, waiting
Waiting, waiting, waiting, waiting

— The Doors, “Waiting for the Sun

ESTRAGON: Do you see anything coming?

VLADIMIR: (turning his head). What?

ESTRAGON: (louder). Do you see anything coming?

VLADIMIR: No.

ESTRAGON: Nor I.

— Samuel Beckett, “Waiting for Godot” (“À espera de Godot“/”Esperando Godot“)

Reina o silencio que falla,

Bafeja a doce frescura.

— A. Gonçalves Dias,  “Gulnare e Mustapha'” (“Sextilhas de Frei Antão“) (*)

***

Há alguns meses, soubemos que Marcelo Rebelo de Sousa decidira reabrir o debate sobre o AO90. Desde então, o silêncio tem presidido. Felizmente, no caso de Miró, o poder político foi exemplar (embora, como portuense, continue a achar que o Batalha teria sido a melhor solução: adiante). Todavia, no caso do AO90, isto parece que não vai lá nem com eleitos, nem com nomeados por eleitos: só mesmo com eleitores, ou seja, com Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação do AO90 e com Iniciativa de Referendo.

Se ainda não assinou, assine. Sim, as duas: a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação do AO90 e a Iniciativa de Referendo. Porque as coisas continuam a correr mal e, para chegar a esta conclusão, basta prestar um mínimo de atenção à realidade. Efectivamente. Um mínimo de atenção. É sabido, desde Schelling, segundo Gadamer (p. 82): «Die Angst vor dem Nichts treibt die Kreaturen heraus aus ihrem Zentrum». De facto: “Die Angst des Lebens selbst treibt den Menschen aus dem Centrum [, in das er erschaffen worden]”. De facto, sim. Exactamente. Enfim, hoje, no sítio do costume.

dre3102016

***

(*) Recomendo a leitura do excelente texto de Sant’anna Martins “O experimentalismo linguístico de Gonçalves Dias“.

Jim Morrison

Nasceu a 8 de Dezembro de 1943.
Morreu talvez em 1971, talvez de overdose, talvez em Paris.
Ou talvez não tenha morrido.

Let’s swim to the moon, uh huh
Let’s climb through the tide
Penetrate the evenin’ that the
City sleeps to hide
Let’s swim out tonight, love
It’s our turn to try
Parked beside the ocean
On our moonlight drive.

Vamos?

Barbaturex morrisoni

sn-lizard morrison

http://bit.ly/1b366lL

Barbatus (L) ‘bearded’ þ rex, ‘king’, referring to the presence of
ventral ridges along the mandible and giant size of the taxon.
Species nomen honors Jim Morrison, vocalist and lizard king.

Excelente título do Washington Post. A história é contada no Público e o artigo está aqui. Não tenho à mão nem a versão portuguesa do No One Here Gets Out Alive de Hopkins e Sugerman, nem o resto da colecção, só a versão alemã. Se alguém tiver as traduções portuguesas por perto, agradeço que nos ilumine com o parágrafo de Hopkins e Sugerman sobre a Celebração do Lagarto e a tradução do poema (será esta?). Se não, mais tarde, quando for a Portugal, faço uma actualização.

She Smells So Nice, a “nova” música dos The Doors

É nova porque nunca a tínhamos ouvido apesar de ter sido gravada há cerca de quarenta anos. E é Doors genuíno, Jim Morrison igual a si mesmo, bom como sempre.

Gostou? Tem aqui mais dez músicas disponibilizadas pelo resto da banda para ouvir, partilhar, blogar, etc. Pérolas.

James Douglas Morrison, 8 de dezembro de 1943 – 3 de julho de 1971

We want the world and we want it…
Now
Now?
NOW!