KGB e Trump influenciam políticas de defesa 38 anos depois

A 4 de Julho de 1987, Trump viajou para a União Soviética numa viagem a convite da Embaixada Russa com o objetivo de negociar a construção de um hotel em Moscovo. Trump estava à beira da falência e disposto a vender as suas convicções por qualquer negócio. A viagem foi totalmente coordenada pelo KGB, provavelmente sem que Trump se tenha apercebido. De volta aos EUA, a 2 de Setembro de 87, Trump publica uma página com um artigo de opinião a 100 mil dólares no The New York Times, no The Boston Globe e no The Washington Post. O artigo acusava os aliados da NATO, o Japão e a Arábia Saudita de se aproveitarem da generosidade e da proteção dos EUA e de não se empenharem na sua própria defesa. Yuri Shvets, ex-espião do KGB, é uma das testemunhas de como o artigo foi recebido com gáudio em Moscovo. O objetivo do KGB era aumentar as tensões entre os aliados dos EUA, provocar divisões se possível e influenciar os EUA a diminuir gastos em defesa. A viagem a Moscovo começava a dar os seus frutos, mas os acontecimentos de 1989 interromperam a estratégia do KGB. Mais tarde, Putin retomou as atividades do KGB, com o novo FSB, junto de Trump e do meio conservador americano.
38 anos depois temos a NATO a discutir questões orçamentais por influência de Donald Trump, em moldes requentados do artigo de 87 soprado pelo KGB, meses depois de Trump ter ameaçado a Gronelândia, a Dinamarca e a União Europeia…

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A Ligação Trump-Putin explicada pela France 5

Não, não são vídeos de senhoras russas a fazer chichi numa orgia com Donald Trump que estão na origem da vassalagem que Trump tem prestado a Putin, até à aparente revolta recente quando Trump declarou que Putin está louco. Esses vídeos muito provavelmente existem, mas tal como é referido nesta reportagem da France 5 por um ex-agente do KGB/FSB, a popularidade de Trump é imune a chantagens baseadas em vídeos sexuais.
São sim, dois acontecimentos convergentes ocorridos nos anos 80 que vão selar a ligação/dependência de Trump à Rússia, em particular ao KGB e depois ao FSB:
1- A decisão do KGB de infiltrar a direita americana;
2- O estado dramático dos negócios de Trump.

 

Depois de décadas a infiltrar a esquerda americana sem resultados úteis para combater o Reaganismo, o KGB decide infiltrar a direita americana para disputar o poder político e económico. O KGB pretendia comprar e controlar empresas, adquirir edifícios para operacionalizar atividades no terreno e sobretudo infiltrar organizações políticas e para-políticas para ganhar poder. O maior sucesso do KGB foi a infiltração da Heritage Foundation. Uma organização de think tanks neoconservadores super-ricos, da direita radical, que permitiram a ponte entre a Trump e os aparentes homens de negócios soviéticos que pretendiam estabelecer relações comerciais entre a URSS e os EUA. Desesperado para salvar os seus negócios, Trump deslocou-se à URSS e [Read more…]

Carta do Canadá – As listas da KGB


Por estes dias são vistas à lupa as listas dos filiados do chamado estado islâmico e as dos colaboradores da KGB, a temível polícia política da defunta União Soviética. Parece que numas e noutras há portugueses, o que não surpreende porque há portugueses em toda a parte. Diz-se que é desta vez que se fica a saber por inteiro como foi aquilo dos ficheiros da PIDE terem ido parar a Moscovo.  Eu duvido mas, por outro lado, acredito em milagres.

Em 1975 havia agentes soviéticos, disfarçados, no aeroporto de Lisboa. E escutas com material fornecido pela Alemanha de Leste, segundo se dizia. Era notório que o PCP tinha grande apoio da União Soviética. Uma vez um comandante duma base aérea contou que, ao fazer voos rasantes no Alentejo, viu densos grupos em pânico, fugindo para trás de moitas, tendo apurado depois que eram revolucionários de vários países, incluindo russos. Por piada, esse comandante até sugeriu voltar aos voos rasantes com pessoas atrás munidas de vassouras. Ia-se varrendo, até eles chegarem a casa.

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Profumo -um escândalo de há meio século – (Memória descritiva)

Na Primavera de 1963, explodiu uma bomba na pátria da respeitabilidade e das virtudes aparentes que a prolongada época vitoriana tatuou a fogo na idiossincrasia britânica. Um drama político levou à desonra pública de John Profumo, secretário de Estado da Guerra, à demissão de Harold Macmillan, primeiro-ministro, e ao suicídio do Dr. Stephen Ward, um osteopata da moda que apresentou Christine Keeler ao ministro – aquilo a que Fernão Lopes chamava um “alcoveta”. Hoje usamos a designação de proxeneta. As palavras mudam, a natureza humana não. Vou contar a história em traços muito largos. [Read more…]