É assim que se dá votos ao Ventura

Os vários venturólogos têm explicado de que maneira é que se alimenta André Ventura, o que quer dizer que todos sabem como é que Ventura teria sido impedido de ter alcançado o sucesso que alcançou até agora.

Há, parece-me, um aspecto comum a todas as facções da venturologia: o sucesso de Ventura deve-se sobretudo ou exclusivamente aos erros dos adversários, porque mandam calar, porque mandam falar, porque falam, porque calam, porque provocam, porque não perguntam.

Recentemente, Miguel Morgado, um dos mais conhecidos venturólogos, declarou que José Alberto Carvalho provocou André Ventura, quando, no início do debate com Catarina Martins, lhe pediu que comentasse a notícia do possível envolvimento de agentes da autoridade na exploração de migrantes, acrescentando que isso favorece André Ventura.

Parece-me, no entanto, que Ventura está sempre favorecido, devido a um fascínio generalizado por forcados amadores que gritam por touros imaginários, os mesmos que, aliás, apagam fogos imaginários. O sucesso dos populistas está nos populares.

Joana Marques Vidal e os passistas que fazem futurologia

Fotografia via Jornal de Negócios

Miguel Morgado, António Leitão Amaro, Duarte Marques, Miguel Poiares Maduro e José Eduardo Martins assinam um artigo de opinião no jornal Expresso, a propósito da recondução (ou não) de Joana Marques Vidal, que começa de forma algo romântica, mas pouco realista. Porque a recondução (ou não) da Procuradora-Geral da República está longe de ser uma das “escolhas fundamentais que definem o futuro do País e da nossa democracia”. Imagino que a recondução de Marques Vidal, para os sociais-democratas que assinam o artigo, corresponda a “escolher o regime e o país” que querem, até porque Joana Marques Vidal pouco ou nada incomodou os barões do seu partido, mas não vale a pena embandeirar em arco: os grandes gatunos continuam todos em liberdade. E não há registo de que andem a passar fome ou a dividir apartamento com cinco pessoas num qualquer bairro social. [Read more…]

A circunstância da aldrabice

MM

A propósito desta esclarecedora posta que encontrei n’Uma Página Numa Rede Social, lembrei-me da indignação do deputado Miguel Morgado há uns dias, a propósito do erro do DN na entrevista de Pedro Passos Coelho. Parece que a palavra “roubou” foi injustamente atribuída ao líder do PSD. O que Costa fez foi derrubar a legislatura, não roubá-la. Acho que devemos um pedido de desculpas ao antigo primeiro. Eu pelo menos devo. Desculpa Pedro, estive mal. Perdoas-me ou tenho que puxar do teu historial de embustes pelos quais nunca pediste desculpa ao país? [Read more…]