Joana Marques Vidal e os passistas que fazem futurologia

Fotografia via Jornal de Negócios

Miguel Morgado, António Leitão Amaro, Duarte Marques, Miguel Poiares Maduro e José Eduardo Martins assinam um artigo de opinião no jornal Expresso, a propósito da recondução (ou não) de Joana Marques Vidal, que começa de forma algo romântica, mas pouco realista. Porque a recondução (ou não) da Procuradora-Geral da República está longe de ser uma das “escolhas fundamentais que definem o futuro do País e da nossa democracia”. Imagino que a recondução de Marques Vidal, para os sociais-democratas que assinam o artigo, corresponda a “escolher o regime e o país” que querem, até porque Joana Marques Vidal pouco ou nada incomodou os barões do seu partido, mas não vale a pena embandeirar em arco: os grandes gatunos continuam todos em liberdade. E não há registo de que andem a passar fome ou a dividir apartamento com cinco pessoas num qualquer bairro social. [Read more…]

Duarte Marques, o cúmplice acusador

Por uma vez, concordo com Duarte Marques, especialmente porque, sem se aperceber (Duarte Marques nunca desilude), o pobre está a fazer, em parte, uma autocrítica: o Serviço Nacional de Saúde está a piorar progressivamente devido às políticas deste governo, que se limita a prosseguir o trabalho iniciado por José Sócrates e continuadas entusiasticamente por um Passos Coelho que se orgulhou de ir além da troika.

Duarte Marques integra um centrão que, graças a uma escoliose política, está, há anos, inclinado para uma direita que se apoderou do Estado para o esvaziar, entregando-o a amigos do privado e privando os cidadãos de serviços mínimos de qualidade, na Saúde ou na Educação. No seu último texto para o Expresso, atribui a falta de condições dos hospitais (de que PSD e CDS são co-responsáveis) à reposição de salários, esquecendo, convenientemente, os muitos desvarios em que participaram vários amigos e aparentes adversários que têm dividido o bolo público em benefício de poucos.

Leia-se, entretanto, o texto de Mariana Mortágua, a propósito deste mesmo tema, mesmo sabendo que, segundo Duarte Marques, o Bloco de Esquerda tenha contribuído para a ocultação do que se está a passar no SNS, confirmando-se a incompetência do BE, tendo em conta que os problemas estão  a ser abundantemente divulgados (mas, lá está!, Duarte Marques nunca desilude). Ao surpreendente deputado, por ser cúmplice de tudo o que se está a passar, recomenda-se o mesmo tratamento que um certo médico prescreveu a um paciente.

Calha a todos. Desta vez foi Duarte Marques

O deputado Duarte Marques não gostou que a perigosa Catarina Martins acusasse o seu partido de “varrer” 10 mil milhões de euros “para debaixo do tapete” e decidiu reagir. Felizmente, porque a malta vive em democracia e até um tipo destes consegue chegar a deputado, o ex-líder jota lá decidiu meter os pés pelas mãos para nos entreter, não sem antes furar os membros inferiores a tiro de caçadeira de canos serrados. Subir a escada da jota e auferir balúrdios do erário público sim senhor, mas há que contribuir para o humor nacional. Segundo Duarte Marques, “o Governo que o Bloco e a Catarina Martins apoiam” foi o mesmo “que retirou o Panamá da lista negra dos offshores“. Grande Duarte! Haja quem denuncie esses esquerdalhos comunas! [Read more…]

Alguém explica ao deputado Duarte Marques como funciona a democracia representativa?

dm

Este tweet é a prova viva de que, das duas uma: ou Duarte Marques não conhece o funcionamento da democracia portuguesa, o que, apesar de não surpreender, é grave vindo de um deputado, ou então é apenas intelectualmente desonesto. A parte cómica de tudo isto é que Hillary Clinton até teve mais 140 mil votos do que Donald Trump. Alguém explique ao deputado que em Portugal ainda vigora um sistema de democracia representativa e que o que realmente conta é a distribuição de mandatos no Parlamento e não o líder partidário que recebe mais votos. Depois queixem-se que se afundam em todas as sondagens. A paciência dos portugueses para a retórica do ressabiamento tende a esgotar-se.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Afinal, o “bem-estar” dos portugueses melhorou entre 2011 e 2015

Rui Naldinho

Duarte Marques é um especialista naquilo a que comumente se chama, no jargão, bacoradas. Ele consegue ler um documento do INE de tal forma enviesado, que tudo o que dali retira é a parte que lhe der mais jeito. É uma espécie análise à José Gomes Ferreira.

Na realidade, a partir de 2014, o bem estar dos portugueses começou a melhorar face a 2011, 2012 e metade do ano 2013, porque o Tribunal Constitucional obrigou o governo de Passos Coelho a repor rendimentos, contra a sua vontade, tanto a funcionários públicos como a pensionistas. Devemos agradecer ao TC essa melhoria, e não, ao governo que Duarte Marques elogia. Mais, não tivessem os partidos da oposição levado ao organismo máximo que fiscaliza as leis em Portugal, o TC, a questão dos cortes nos rendimentos e estivéssemos nós à espera do anterior Presidente da República, ainda hoje nos manteríamos na mesma.
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Respondendo aos deputados Duarte Marques e Carlos Abreu Amorim

duarte marques

Imagem de um tweet dos dois deputados em causa (original)

“O que aconteceria se esta notícia de primeira página tivesse sido há um ano?”, pergunta-se no tweet comentado (!) pelo deputado Carlos Abreu Amorim e retweeted pelo deputado Duarte Marques.

A resposta é simples, caros doentes de amnésia fulminante. Possivelmente teria acontecido menos alarido.

Assuntos aparentemente menores, que não ocupam grandes espaços da comunicação social, seja escrita ou audiovisual, e por isso têm pouco impacte na opinião pública, podem porém ser matérias da maior importância em termos de futuro, de longo prazo – aspectos de que as governanças portuguesas são pouco adeptas. O curto prazo é muitas vezes mais importante que uma decisão sábia de longo termo. E os fogos são exemplo disso.

A extinção dos Serviços Florestais levada a cabo pelo Governo PSD/CDS não levantou qualquer reacção pública; o afastamento entre os cidadãos e a res publica, desejado e promovido pelas derivas liberais daqueles partidos, conduziu ao encolher de ombros da maior parte das pessoas. [Fernando Santos Pessoa, PÚBLICO, 10/08/2016]

Para quem não esteja a par, a capa em causa é esta: [Read more…]

Asfixia democrática no PSD

PP

Com a ajuda de um título sugestivo do Expresso, disseminou-se a ideia de que Pacheco Pereira apoia a candidatura de Marisa Matias à presidência da República pelo simples facto de ter participado num fórum organizado pela mesma. Segundo o mesmo jornal, Duarte Marques ter-se-á mostrado “chocado com o suposto apoio de Pereira à candidatura de Marisa Matias“, algo que o próprio Pacheco Pereira acabaria por desmentir. À boleia desta nada surpreendente manipulação, o deputado do PSD aproveitou o momento para apelar à saída voluntária do histórico social-democrata de um partido pelo qual já lutava ainda Duarte Marques brincava no recreio da escola primária. [Read more…]

Onde estavas tu, Duarte Marques?

exame

Duarte Marques assina hoje um texto no Expresso sobre o fim dos exames no 4º ano de escolaridade, decidido pela actual maioria parlamentar através do normal exercício das suas funções, acusando-a de radicalismo e “revanchismo caviar”. Sobre o tema, relativamente ao qual não me sinto devidamente informado, não me alongarei. Não posso, contudo, deixar de referir o exemplo finlandês, considerado um dos melhores sistemas de educação do mundo, onde exames só mesmo no final do secundário e, no entanto, os resultados falam por si. [Read more…]

Nem os refugiados escapam ao eleitoralismo do PàF

é a sensação com que fico após ler o titulo do último texto do deputado velho, velho, velho, velho dos tempos da União Nacional, no Expresso.

Remendos públicos de combate ao desemprego

Desemprego Subsídio

Não deixa por isso de ser curioso, e até revoltante, que os partidos da esquerda venham agora em uníssono criticar a criação de emprego através de estágios, empregos subsidiados ou a aposta em formação de desempregados, só porque são uma importante componente da baixa do número de desempregados. [Duarte Marques@Expresso]

Não Duarte: revoltante é o governo anunciar o milagre do emprego quando este assenta essencialmente em estágios, empregos subsidiados ou formação de desempregados cuja variável comum é a precariedade. Revoltante é saber que estas políticas não passam de remendos que não garantem colocação no mercado de trabalho. Revoltante é ver um governo apostado em privatizar o país, em avançar com mais despedimentos na função pública e diminuir o papel do Estado na economia para depois implementar programas através dos quais financia até 80% dos salários dos desempregados contratados pelas PME’s. Revoltante é o calculismo de programas como o Reactivar, baseados em remunerações baixas e com a duração de apenas 6 meses, cujo término coincide com as Legislativas em Outubro. Revoltante é a constante manipulação dos números do desemprego com fins meramente eleitoralistas. Não confunda remendos com políticas públicas de combate ao desemprego senhor deputado. Não sei o que lhe ensinaram em Castelo de Vide mas não são a mesma coisa.

Mais vírgula, menos vírgula, estamos de acordo

“Duarte Marques: Os portugueses não acreditam duas vezes na mesma farsa“. Lembram-se daquele que prometeu não aumentar os impostos em 2011?

Um dia destes ainda vou para deputado

cartazes-psd

Parece que basta ler um parágrafo num texto que se encontre referenciado no Facebook de um amigo.

Duarte Marques, ilustre deputado do PSD, escreve no Expresso sobre as propostas do PS. (…) “Tal como lembra o Professor Pedro Cosme Vieira da Faculdade de Economia do Porto” [P]

Assim começa Louçã a dar porrada no deputado das vírgulas. Ler o artigo é engraçado mas ainda mais giro é a auto-defesa de Duarte Marques, confessando em primeira mão que justificou um certo ponto de vista com a primeira treta que encontrou na net.

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Duarte Marques perdido entre regiões autónomas

Costa que correu a aparecer na selfie da vitória do Syriza escondeu-se da derrota do seu partido nos Açores.

Duarte Marques, um anti-sistema de contos para crianças

Pedro e Duarte

Em mais um artigo anti-tudo o que mexe à esquerda do bloco central, Duarte Marques afirma hoje que a não ascensão, em Portugal, de partidos anti-sistema se deve ao facto de serem os partidos da coligação, PSD e CDS-PP, os partidos anti-sistema em Portugal.

Ora bem, não sei se isto se integra nas palestras de propaganda barata que profere perante o seu leal exército repleto de abanadores de bandeiras e trepadores sociais, e aí tínhamos esta idiotice chapada explicada, ou se o deputado “velho dos tempos da união Nacional” caiu e bateu com a cabeça, tendo ficado cerebralmente afectado.

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Exclusivo: a carta de Duarte Marques a Tsipras

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(texto integral)

Histórias para embalar ovelhas

(Passos Coelho efectivamente avisou ao que vinha senhor deputado. O vídeo do Ricardo Santos Pinto é a prova viva disso mesmo…)

Duarte Marques, qual cruzado passista, continua a usar do seu espaço gentilmente cedido pelo Expresso para simpáticas lições de propaganda social-democrata, conhecimentos quiçá adquiridos na universidade de Verão lá da jota, ora louvando Passos Coelho, ora veiculando falsidades, o que no fundo também se enquadra no acto de louvar o primeiro-ministro, esse exímio contador de mentiras.

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Está tudo explicado

Duarte, Marques, defende a invasão do Iraque. É droga, só pode.

Só muda a cor e as gravatas Duarte

Rato

Com uma redução significativa de pontapés na língua portuguesa, o deputado que não gosta de ratos de biblioteca e que acredita que o problema do desemprego pode ser resolvido pela fé – ainda que nem todos possamos ser abençoados por São Tacho – presenteou-nos com mais um escrito de propaganda de terceira divisão regional, ao bom velho estilo dos corredores da traquinice jota.

Os alvos são os do costume: a esquerda e o partido-irmão do PSD, o PS. A argumentação é da mais rota e idiota que tenho visto por ai. Nem chega a ser propaganda porque a propaganda pressupõe capacidade de persuasão e, neste caso, só se for mesmo para persuadir determinados rebanhos de ovelhas, algo que, sendo parte integrante do código genético da esmagadora maioria destes seres, acaba por não contar.

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Duarte Marques, um rato sem biblioteca

rato livro

Anda o bom povo português na reinação com um “texto” desse génio da política portuguesa baptizado Duarte Marques que o Expresso fez o favor de publicar. A leitura, sobretudo do original, coloca a gramática numa situação próxima do suicídio, o que tem causado algum espanto. Não foi o meu caso. Primeiro porque me calhou ouvir uma selecção musical do moço na TSF que era todo um tratado, também de mau gosto. Mas principalmente porque em tempos lhe encontrei este naco:

Duarte Marques, líder da JSD, reconhece que há casos de “carreirismo político” nas “jotas”, mas prefere valorizar a formação política que ali é feita, uma vez que “os ratos de biblioteca não têm sucesso imediato na vida política e pública, porque não lidam com pessoas, expectativas e emoções”. (fonte)

Ora bem, há aqui uma coerência, uma atitude, uma militância, merecedoras sem margem para dúvida de um raticida como tratamento, mas que fazem sentido, temos de convir.

Vai-te foder

Duarte Marques, deputado do PSD e ex-líder da JSD: “Perdeu-se o respeito e a culpa é de todos nós”.

O futuro de Portugal

Lemos Esteves (é isto que fala aí, já escreve no Expresso) comentador televisivo herdeiro do Marcelo RS; Duarte Marques (o que mandou calar Mário Soares) primeiro-ministro e Duarte Pio (sem bigode) rei de Portugal.

Li isto tudo nas vísceras de uma formiga, uma previsão infalível.

Valha-nos que o fim do mundo ocorre neste mês de Dezembro.

For the ‘mini boys’?

JSD quer criar ‘mini jobs’ para universitários

Duarte Marques e os ratos de biblioteca

“os ratos de biblioteca não têm sucesso imediato na vida política e pública, porque não lidam com pessoas, expectativas e emoções”.

A frase é de Duarte Marques, grande líder da JSD, que pelos vistos gosta pouco de bibliotecas. O resultado, frente a frente com Ana Drago (que não tem currículo profissional, nem fez carreira numa jota, mas sabe onde fica e para que serve a BGUC), foi este:

[youtube http://youtu.be/tYzQdsJtKOQ]

Sem mais comentários, e veja lá se emigra.

Com Duarte Marques o futuro do PSD está assegurado

O PSD é uma agremiação cujo principal objectivo é o de garantir que Portugal continuará a ser governado pela mesma raça de políticos medíocres que já apareciam, pelo menos, nas páginas de Eça. O facto de alternar no poder com o PS serve para que se possa proceder à passagem dos ministros para os negócios privados, ao mesmo tempo que cria a ilusão de uma diferença, sempre útil em tempos eleitorais.

Para se ir longe na estrutura de qualquer uma destas agremiações, é necessário, alardear, desde a mais tenra idade, uma total ausência de originalidade, evitando, a todo o custo, exprimir um pensamento próprio ou, até, um pensamento. Ao mesmo tempo que cola cartazes, agita bandeiras e lambe botas, o futuro político grita frases do líder, tornando-as tão aparentemente suas que alguém acabará por reparar nele e pensará: “Este rapaz é tão destituído que poderá chegar a ministro.” [Read more…]

Duarte Marques, o crente jota laranja

Imagem da Alegoria do Fé

O processo de deterioração de qualidade dos políticos, sobretudo no chamado ‘arco do poder’, desenvolve-se também ao nível dos “jotas”. De resto, afirmou-se como fenómeno natural na política portuguesa. Coelho, Portas e Seguro mais não são do que a emanação do cinzentismo jota. Sócrates teve igual origem.Duarte Marques, que a bloquista Ana Draga dizimou na AR há dias, continua na caminhada da inconsciência ou da demagogia. Defende a parda criatura que o combate ao desemprego é uma questão de fé.

A teoria da fé sobretudo ganhou sentido no domínio das crenças religiosas. Mas, no rigor do conceito científico e em propósitos da vida humana, fé é apenas isto; ou seja, a proclamação do jovem Marques, presidente da JSD, reduz-se a uma alegação sem a mínima racionalidade. Ao contrário do que o “jota” laranja defende, o desemprego vence-se por acções concretas e força da vontade humana, quando empenhada em projectos de desenvolvimento em que políticos e sociedade conjuguem estratégias apropriadas. Não é obra da ‘troika’ e menos ainda do governo que, na austeridade e recessão, ultrapassa aquela.

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