Maria de Lurdes Rodrigues: in memoriam

zombies-620x412José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues são, para mim, dois cadáveres políticos. O problema é que Portugal é o reino dos mortos-vivos, em que zombies destes se alimentam do cérebro dos portugueses. Ora, sem cérebro é natural que não haja memória ou conhecimentos. [Read more…]

Há mortos a menos

“É doce e decente morrer pela pátria.”
Horácio, Odes, III.2.13

O governo já deu vários sinais de que quer contribuir para que haja mais portugueses a morrer, o que é coerente com o incentivo à emigração, já que partir é morrer um pouco.

Que os doentes que insistem em permanecer vivos, na Guarda, sejam obrigados a partilhar o seu espaço ainda vital com os falecidos parece-me uma boa medida. Deste modo, o doente terá ocasião de apreciar as vantagens de se ser cadáver: na realidade, haverá melhor analgésico do que a morte? [Read more…]

o morto-vivo

Enterrámo-lo há muitos anos. Despedimo-nos dele, acompanhámo-lo, evocámos as melhores histórias, silenciámos as suas faltas, fizemos o luto, recordámo-lo, a princípio muitas vezes, depois cada vez menos, o normal. E, pouco a pouco, habituamo-nos a pensar nele sempre num passado que se ia afastando. Quanto mais tempo passa sobre um morto, menos espaço há para ele no nosso presente. Ele ficou lá, nesse tempo em que éramos mais jovens, e vivíamos noutra casa, e ainda não nos tinham acontecido certas coisas. Ele nunca chegou a conhecer a nossa vida presente, já não haveria espaço para ele nela.

Por isso, quando ele voltou, não sabíamos que fazer com ele. Voltou assim, sem mais, por capricho. Que não se tinha dado bem, que isso de estar morto não era para ele, que tinha pensado melhor, que ainda queria fazer coisas. [Read more…]

Passos Coelho defende alternativas à vida

Face às conclusões do último relatório da OCDE, em que os portugueses se mostram pouco satisfeitos com a vida, Passos Coelho veio defender que é necessário procurar alternativas, combatendo o imobilismo piegas que leva a que as pessoas fiquem agarradas a velhos hábitos como o de respirar e dependentes de vícios como o da alimentação: “É preciso procurar uma vida para lá da vida e, se preciso for, uma vida para além da morte. O governo português está, neste momento, a desenvolver vários programas que poderão ajudar os portugueses a morrer, o que deve ser encarado como uma oportunidade e não como um estigma.”

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