O pessoal que questionava a política contra pandemia ou os cientistas, quando falavam sem ciência que os apoiasse, eram achincalhados. O pessoal que duvidava daquela eficácia de 90 e tal % das vacinas e da imunidade de grupo, eram apelidados de chalupas. Os que no início da invasão, antes de todas as matanças que temos visto, aconselhavam empenho aos políticos mundiais para pôr termo à guerra através de negociações conducentes a uma paz digna, eram censurados. Canais de tv ou rádio que difundam propaganda pró-russa foram silenciados, porque o povo, coitadinho, é burrinho. O PC, porque pensa diferente, deve ser eliminado. Cavaco Silva escreveu um artigo num jornal que pratica censura e é vilipendiado.

Mas eu, um dia, prometo, ainda hei-de descobrir o que é isso do pensamento único.
Há uns anos, Xanana Gusmão foi preso e apareceu na televisão a fazer declarações conciliatórias, depois de ter sido sujeito a um interrogatório “intenso”, nas palavras das autoridades indonésias. Nesse momento, eu integrava num grupo de corajosos lutadores que bebiam bravamente umas cervejas. Havia, até, alguns guerrilheiros mais afoitos que tinham chegado ao ponto de pedir umas tostas mistas. Penso que é fácil imaginar o ambiente pesadíssimo que se vivia naquela trincheira – a vida em combate é dura, meus amigos!






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