
Pedro Brás Marques, PSD.
Marques Mendes no «Gato Fedorento»
Foi uma entrevista divertida, a de Marques Mendes ao «Gato Fedorento».
A frase que se segue diz tudo: «Às vezes é das coisas pequenas que vêm as maiores surpresas». A pergunta estava relacionada com a sua estatura, mas a forma como a frase foi dita foi muito divertida. A assistência riu muito, Ricardo Araújo Pereira riu-se, Marques Mendes também se riu, vendo aquilo que acabara de dizer. Penso que todos pensaram no mesmo, a menos que eu seja muito tarado.
De resto, o político pareceu retraído no início. Mas à medida que o tempo foi passando, ganhou desenvoltura. Tanta que, por diversas vezes, deixou Ricardo Araújo Pereira sem palavras.
A última piada de Marques Mendes deve ter sido a melhor de todas, tal foi a risota na audiência. Infelizmente, a minha filha começou a fazer barulho e eu não consegui ouvir. Teve graça certamente.
Mas quem é Carmona Rodrigues?
Santana diz que Carmona Rodrigues o apoia.
Carmona Rodrigues diz que é mentira e que não apoia nada.
Carmona Rodrigues participa na arruada de Santana Lopes.
Só falta Carmona Rodrigues na lista de António Costa (aquilo é uma salgalhada!)
Mas afinal, quem é Carmona Rodrigues?
Cartazes para as Autárquicas (Prior Velho)

Ps, Junta de FReguesia de Prior Velho.
(enviado por Maria Monteiro)
Madeira, a luta continua
Mais um episódio da luta dos resistentes anti-fascistas no território ocupado da Madeira.
Haveria mais frases para legendar este vídeo.
Há um estilo que me abstenho, a partir de agora, de alimentar: o sacudir o pó do casaco, o não tenho nada a ver com estes tipos do PND, mas.
A esquerda na Madeira passou a vida a encostar-se à igreja. A UDP (que se recusou a ser BE durante anos), perdeu-se com quem preferiu o encosto ao PS. O PCP ainda anda no embalo de outro sacerdote.
São opções. Respeitáveis.
Mas respeito muito mais quem tem tomates para levar porrada.
A versão cristã da resistência às ditaduras nunca foi o meu género. Achar que se pode combater Alberto João Jardim como quem concorre a eleições em Lisboa não deu Daniel Oliveira, nem dá.
Por isso abstenho-me de marcar distâncias com o PND madeirense. Marco-as sim com a UDP/BE e com o PCP.
Se fosse madeirense ou me tinha exilado, ou era aqui que estava.
A levar no focinho, que é para isso que o temos, quando ainda temos cara e dignidade.
Ministeriáveis, uma série em que se matam uns e às vezes se acerta noutros
Cultura com dono (quase) certo
Fontes do Correio Preto garantem que Clara Ferreira Alves é a próxima ministra da Cultura.
Emídio Fernando
Educação
Aponto a flecha para outro lado: Domingos Fernandes. Um homem de Boston, amigo e correligionário de Valter Lemos, que já foi secretário de estado no tempo de António Guterres. É a versão light e simpática da política de Maria de Lurdes Rodrigues. Está disposto a mudar alguma cosia para que quase tudo fique na mesma.
Ramiro Marques
(a seguir)
As últimas sondagens para as Autárquicas
Começam a aparecer as últimas sondagens para as eleições autárquicas. Se em Lisboa Costa vai à frente mas ainda não ganhou, no Porto a vitória de Rio está assegurada – resta saber se vai ser com maioria absoluta.
Quanto aos concelhos mais pequenos, parece que Mesquita Machado vai voltar a vencer com maioria absoluta em Braga – há coisas que não compreendo. Matosinhos esqueceu Narciso e dará a vitória a Guilherme Pinto. Os oeirenses fazem um manguito à Justiça e dão a maioria absoluta a Isaltino. Em Faro, Macário Correia vai à frente, mas com uma curta diferença sobre Apolinário.
Que venham depressa as Autárquicas, que estamos «desertos» para saber qual vai ser a composição do novo Governo.
Cartazes das Autárquicas (Santana Lopes, Lisboa)

Santana Lopes, PSD.
(enviado por Maria Monteiro)
Elisa Ferreira no «Gato Fedorento»
Gosto de Elisa Ferreira, tenho de admiti-lo. E penso que daria uma excelente Presidente da Câmara do Porto se tivesse sido candidata no momento certo, ou seja, em 2001. Teria ganho e Rui Rio nunca teria existido. Agora, é tarde.
Não obstante, penso que a candidata do PS esteve muito bem na entrevista com Ricardo Araújo Pereira. Muito desenvolta, muito à vontade, confirmou aquilo que se tem vindo a verificar: a prestação das mulheres no «Gato Fedorento» é claramente superior à dos homens.
Foi também muito convincente. Quem ouviu Elisa Ferreira a falar até terá ficado convencido que ela acredita na vitória. Deu para rir quando disse que tinha muitos seguidores no Twitter e no Facebook – como se isso significasse votos.
Esteve muito bem quando separou as águas do FC do Porto e da rivalidade entre Porto e Lisboa. Já quanto à gamela do Parlamento Europeu, não conseguiu explicar. Talvez porque seja mesmo inexplicável…
Cartazes das Autárquicas (Castelo Branco)

Manuel Eusébio, PSD
(enviado por Margarida Salavessa)
António Costa e a Eurominas
António Costa decidiu pagar indemnizações milionárias a dois restaurantes do Parque Mayer antes ainda da decisão judicial, sendo que, num dos casos, o restaurante já estava fechado aquando da cessação do contrato de arrendamento e o proprietário já morreu.
É uma tendência patológica do Partido Socialista, pagar indemnizações a empresas antes dos Tribunais decidirem que essas indemnizações devem ser pagas (ou não).
Quem não se lembra do caso Eurominas, que é para mim um dos maiores escândalos da política portuguesa no pós-25 de Abril? Para os mais esquecidos, o Governo de Cavaco Silva, em 1995, decidira que os terrenos do estuário do Sado, onde estava instalada a fábrica de ligas de manganês, deviam reverter para o Estado por falta de actividade da empresa desde 1986, sem qualquer direito a indemnização.
A Eurominas, proprietária do terreno e já sem actividade, recorreu para os Tribunais. Vários pareceres apontavam para uma clara derrota da empresa, que não tinha qualquer base jurídica para ganhar o processo.
Em 1997, António Vitorino, então um membro influente do Governo, propôs que o Estado chegasse a acordo com a empresa. Um Governo do qual fazia parte também José Lamego, seu Secretário de Estado, e Alberto Costa, Ministro da Administração Interna.
Foi já no segundo Governo de António Guterres, em 2001, que o Estado chegou a acordo com a Eurominas, atribuindo-lhe uma indemnização de 12 milhões de euros. Não deixando sequer que os juizes decidissem e quando todos os indícios apontavam para a vitória do Estado.
Resta dizer que representava a Eurominas, em tribunal, o escritório de advogados de… António Vitorino, Alberto Costa e José Lamego.
Carvalho da Silva primeiro-ministro?
Para mim, Carvalho da Silva acabou no dia em que, em segredo e nas costas dos professores, acertou com o ministro Vieira da Silva a estratégia que levou à assinatura do célebre Memorando de entendimento entre os sindicatos e o Ministério da Educação. Como se sabe, a luta estava no auge e aquele «balde de água fria» esfriou a contestação durante uns meses… até regressar em força pouco tempo depois. E, para mim, acabou nesse dia porque o papel de um sindicalista não é trair os trabalhadores em negociatas com fins políticos. Antes que venham com «lembretes», foi exactamente o que disse também em relação a Mário Nogueira.
O recente apoio de Carvalho da Silva a António Costa tem muito que se lhe diga. Muito mais do que os comuns mortais, como nós, podem imaginar.
«Do Portugal Profundo», António Balbino Caldeira explana uma teoria que faz todo o sentido e que reproduzo com a devida vénia: «Em Novembro de 2010, daqui por 13 meses – número do azar que sempre bate à porta -, antes do comboio do Governo descarrilar no túnel negro da economia e da gravíssima crise social, e já depois de o candidato Alegre ter sido trucidado pela máquina socratina, Sócrates saltará para Governo para se candidatar a Presidente da República. António Costa suceder-lhe-á como primeiro-ministro, que terá como vice… Carvalho da Silva. Mas o Costa do Castelo – que não gosta de blogues – !?… – precisa de ganhar agora Lisboa, para a poder abandonar à má sorte um ano depois… Senão, Soares lançará o seu Lula para primeiro-ministro.»
Só num aspecto discordo do professor Balbino Caldeira. Para mim, Sócrates só será candidato à Presidência da República em 2016. Até lá, terá de limpar a imagem…
O jornalista, o livro e a exoneração
Casimiro Simões era chefe da Delegação Centro da Lusa e escreveu um livro, em vias de ser publicado: “Com as botas do meu pai – pegadas do poder autárquico na vila de Vale Tudo”, uma sátira ao exercício do Poder Local em Portugal.
Já não é. Depois de ter sido obrigado a mudar de tipografia para concluir a impressão do livro, foi ontem exonerado, com efeitos retroactivos.
Sou amigo do Casimiro vai para 30 anos, e deixo-lhe aqui o meu abraço, e a apresentação do livro, roubada ao O Sexo e a Cidade. Verdade se diga que estranhei quando foi nomeado para o cargo de onde agora é corrido. É que conheço a sua competência, mas também sei da sua honestidade e intervenção cívica. E isso, onde se pede a audição submissa da voz do dono, costuma ter um preço a pagar.
“Meti na cabeça que deveria escrever um livro, uma sátira social, cantiga assumida de escárnio e mal dizer sobre o exercício do poder autárquico em Portugal, a publicar quando a República se aproxima da respeitável idade de um século.
Numas férias, na Páscoa de 2007, comecei o trabalho, recorrendo, desde logo, aos conhecimentos que adquiri nestas décadas enquanto cidadão e jornalista.
A correria da profissão e tantas outras tarefas quotidianas, que inevitavelmente reduzem a disponibilidade para reflectir, prejudicaram o meu ímpeto inicial para tal ousadia criativa, que partilhei com a família e os amigos mais chegados.
Com tanto entusiasmo, num ou dois dias, escrevi uns bons milhares de caracteres.
Retomada pouco depois a rotina do trabalho, a primeira parte do livro (que, curiosamente, acabou por passar quase para o fim, à medida que o projecto veio a ganhar espessura) ficou guardada muito tempo num computador.
Em Agosto último, no dia 23, o texto pouco tinha crescido em dois anos e meio, apenas uns poucos parágrafos mais. Estava na praia da Foz do Arelho e fui assaltado por uma enorme vontade de acabar, como alguém que me batia no ombro em sinal de incentivo.
Eu, que cresci a admirar a Serra da Lousã, sentindo-me uma parcela inamovível, embora ínfima, das suas fragas e pessoas que lá nasceram, da sua cultura e da sua gastronomia, tenho que agradecer à terra onde Francisco de Almeida Grandella deixou memória incontornável.
Em boa parte, antes de mais, devo a energia que permitiu concluir este livro àquele mar do Oeste e à paisagem única da lagoa do Arelho, que me retemperaram o corpo e a alma.
Mas foi a família, sem dúvida, quem mais alento me deu.
Desde que a ideia me ocorreu, há mais de dois anos, já tinha escolhido o título com que a obra agora chega aos leitores: “Com as botas do meu pai – Pegadas do poder autárquico na vila de Vale Tudo”. E foi em torno deste tema que construí uma história, um livro com várias histórias dentro.
Um projecto a que se juntou na recta final, com grande arte e inexcedível dedicação, o gráfico Carlos Alvarinhas, autor da capa e das ilustrações.A sátira a um certo modo de exercer o poder local (não às boas obras feitas ou projectadas, muito menos a qualquer protagonista em concreto) foi o meu ponto de partida e de chegada.
Mas o enredo também se construiu a si mesmo, sem eu dar por isso, e foram emergindo antigas palavras e expressões da minha infância, locais, diálogos e emoções inesperados, em risco de extinção, personagens que me olhavam de frente, desafiando-me.
Uma experiência nunca antes atingida por quem, há quase trinta anos, escreve sobretudo notícias, reportagens e, uma vez por outra, crónicas e textos de opinião, além de cartas de amor e de amigo, com mais ou menos atrevimento poético, e uma meia dúzia de letras para canções do grupo Novárvore, que fundei nos anos 70, com o músico Ramiro Simões e outros amigos da Lousã.
A prosa levou-me, pois, por atalhos que não estavam previstos, águas nunca antes navegadas, nem sequer no imaginário rio Tudinho, que banha o município de Vale Tudo desde o nascer dos tempos.
A caricatura que quis traçar de um certo estilo de poder autárquico, infelizmente generalizado de Norte a Sul do país, e nem sempre apenas nos meios rurais, reflecte a minha apreensão cívica face às perversões do sistema democrático, tão flagrantes trinta e anos após o 25 de Abril.
Temos um comportamento antidemocrático em muitos governos locais, assente na incultura grotesca dos eleitos, no abuso, na irresponsabilidade e, até, na ilegalidade, o que traduz uma realidade política, social e cultural preocupante, desde logo no patamar que deveria ser de maior proximidade aos cidadãos.
Entendi, eu que sou jornalista e já fui, ainda jovem, autarca na freguesia da Lousã, por três anos, que a crítica necessária, sempre urgente em democracia, pode ser também veiculada através de uma literatura caricatural, “dizendo verdades a rir aos que nos mentem a sério”, como preferia o poeta popular António Aleixo.
No livro, não deixo, no entanto, de fazer algumas incursões breves, mas emotivas, por experiências e factos que de alguma forma, directa ou indirectamente, marcaram o meu trajecto de vida, como um episódio na República dos Kágados, em Coimbra, onde vivi como estudante na década de 80 do século XX.
Ao atingir eu a idade de meio século, assinalo esta mudança simbólica de estatuto escrevendo o meu primeiro livro. Em ano de eleições autárquicas, além das europeias e legislativas, faz todo o sentido reflectirmos sobre o estado da democracia em Portugal, a começar pela forma como ela acontece nas câmaras e juntas.
Aos partidos, seus dirigentes e autarcas, cabe um papel importante no seu aprofundamento, mas o alheamento dos cidadãos da vida colectiva, o medo e a falta de coragem, que dominam hoje vastos sectores da sociedade, agravam o actual estado de coisas.
Aos jornalistas, assim eles e suas empresas o queiram, como é seu dever, cabe também um significativo naco de responsabilidade na construção de uma democracia moderna, participativa e com mais qualidade.
Neste livro, usando a liberdade que Abril nos trouxe, não posso deixar de evocar os milhares de portugueses que, desde 1976, foram vítimas de alguns dos titulares do poder local, vendo espezinhados os seus direitos fundamentais.
Um poder democrático na forma e na origem, mas muitas vezes de materialização sinuosa, discriminando muitos e privilegiando alguns, escondendo nos gabinetes deci
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Por onde anda Rui Mateus? (o Aventar incomoda muita gente)
Dizem que não há coincidências, não é verdade?
O certo é que, logo que o Aventar retomou a publicação dos «Contos Proibidos: Memórias de um PS Desconhecido», ao arrepio de alguns conselhos que nos chegaram via mail, o blogue é posto fora durante um dia inteiro. Dizem que foi o servidor, que foram os mails, que foi isto e aquilo. O certo é que, quando o Aventar se chega perto dos «grandes», conseguem logo cortar-lhe as asas durante um dia inteiro. Lá vai a inevitável queda nas audiências.
Mas nós não nos calamos e continuamos a procurar o paradeiro de Rui Mateus, o autor dos «Contos Proibidos» que, diz-se, teve de fugir para a Suécia sob pena de ver a sua saúde tratada da forma que se imagina. Pois bem, contactos privilegiados do Aventar na Noruega possibilitaram o nosso acesso à lista telefónica da Suécia. Em breve teremos surpresas sobre os vários Mateus que vivem na Suécia. Aqui, no Aventar.
Pedro Passos Coelho no «Gato Fedorento»
Araújo Pereira esteve mais calmo do que na véspera – continuo sem perceber a razão de tamanho nervosismo por estar a entrevistar Mário Soares. Deve ser a costela Herman José das «lambidelas a quem manda» a vir já ao de cima. Começou mais cedo, o humorista.
Desta vez, Pedro Passos Coelho é que me pareceu mais nervoso. Ou não tem sentido de humor, ou levou tudo a sério, ou tentou e não conseguiu ter graça – a verdade é que foi uma prestação bem fraquinha. Felizmente que não há-de ganhar a liderança do PSD, que assim não corremos o risco de o ter como primeiro-ministro.
Maria de Lurdes Rodrigues fora do Parlamento!
A SIC-Notícias acaba de dar a notícia: o PSD elegeu 3 dos 4 Deputados no Círculo da Europa. Isso significa que o PS elege apenas o cabeça de lista pela Europa. Ora, o número dois da lista era… Maria de Lurdes Rodrigues, a nossa querida Ministra da Educação.
Assim, pelo menos para já, Maria de Lurdes Rodrigues vai ficar de fora do Parlamento. Podia ser hipócrita, mas não sou. Estou contente. Estou mesmo muito contente e a senhora tem exactamente o que merece. Mesmo que obriguem o cabeça de lista a sair para dar lugar à excelsa Ministra, que no Governo já se viu que não tem lugar, mais esta derrota ninguém lha tira.
Desculpai lá, ó aventadores e leitores, mas a vingança serve-se fria. Por isso, depois de ter andado 4 anos a ser vítima da sua… falta de gentileza, não posso deixar de me sentir mesmo muito contente.
Carvalho da Silva, um comunista apoia a Direita!
Carvalho da Silva é um grande comunista.
Para todos aqueles que dizem que a CGTP é o «braço armado» do Partido Comunista, aí está o seu líder a apoiar António Costa na corrida à Câmara de Lisboa.
Nunca tinha visto um comunista no activo a apoiar a Direita, mas há sempre uma primeira vez para tudo. Qualquer dia, ainda o vemos sentado ao lado de Zita Seabra na bancada do PSD…
PCP + BE = serão responsáveis ?
Cada um por si pouco valem. Os dois juntos podem ser uma força poderosa e a chave das políticas do próximo governo.
Chegou o momento que mais tarde ou mais cedo, todos temos que confrontar. Ou nos escondemos ou partimos para a luta, para a solução dos problemas. Não podemos aceitar que o PCP venha com a velha história do “abraço do urso” eufemismo para dizer que não quer contribuir para encontrar as soluções para o país, a não ser que sejam as suas.
Ou o BE com a “super visão” da Esquerda sem Sócrates, mas com Alegre e o seu milhão de votos, o que quer dizer que só após partir o PS.
Quem quer um governo de Esquerda, os que navegam nas águas do PCP ou do BE ,defendem essa solução como se fosse a única, o que obviamente não é, pois o PS faz maioria com o CDS. Mas disfarçam , clamando a solução como se Sócrates fosse o único responsável para se se concretizar.
É mau sinal porque aqui a responsabilidade é de todos. Se não o fizerem é porque têm outros interesses que não os nacionais e de esquerda, preferindo ficar pelas tamanquinhas de “aquele menino é que é mau”. A posição, à partida, é como se não houvesse necessidade de negociação, onde se ganha e se perde para que o país saia vencedor.
Não aceitamos essa ligeireza e essa irresponsabilidade. Se querem uma maioria de esquerda façam por isso!
Cartazes das Autárquicas (Caminha)

Júlia Paula (actual Presidente), candidata independente.
Jorge Miranda, PS
PORTUGAL, UM PAÍS ADIADO
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2009, O ANO EM QUE TUDO SE ADIOU
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.Neste ano da graça d
e 2009, o meu País parou. Praticamente desde o início do ano que nada se faz, nada se pode fazer, e ai de quem faça.
Este é o ano de todas as eleições. É o ano em que todos jogam tudo para ter alguma coisa durante mais quatro anos.
Por isso ninguém quer que se faça seja o que for que ponha em risco o que eles, se forem eleitos, querem fazer depois.
Tivemos eleições para as Europeias, para as Legislativas e agora para as Autarquias.
Desde o princípio do ano que estamos em pré-campanha ou em campanha eleitoral.
Desde essa altura, o governo quase deixou de governar, e as autarquias quase deixaram de trabalhar.
Os mais altos representantes da Nação, como por exemplo o Presidente, e os líderes dos diversos partidos políticos, exceptuando como é evidente o do partido do governo, entenderam que, até às eleições para o novo governo no final de Setembro, qualquer decisão governamental, qualquer diploma a apresentar na Assembleia da República, ou mesmo qualquer acto “fracturante”, não deveriam nunca, empenhar os vindouros governos.
Nas autarquias, ninguém se atreveu a fazer seja o que for.
Mais de quarenta por cento dos orçamentos das Câmaras vem do Estado, e não se sabe se o próximo governo é da nossa cor ou de outra que nos vá retirar verbas, ou atrasá-las.
E como, dos 308 Municípios Portugueses, mais de 25%, se fossem empresas particulares, estariam em situação de falência técnica, devido a má gestão, o melhor é estar quietinho e esperar que se se for eleito de novo, se consiga colocar as contas no são, e se forem outros, que se amanhem.
Por tudo isto e mais algumas coisas, como por exemplo, os normais e costumeiros erros com que todos os mandantes do meu País nos costumam brindar, atrasando a evolução por causa de interesses privados, Portugal é este ano, mais do que em qualquer outro, um País adiado.
Vai haver novo governo da Nação. O anterior já lá vai. O novo ainda não existe porque não está sequer formado, o velho nada pode fazer entretanto. E por sorte ganharam os mesmos, pelo que não se irá perder tempo a “passar” dossiers, quando chegarem os elementos do novo governo.
Nas Câmaras e Juntas de Freguesia, tudo se passa e passará de igual forma.
Tudo parado. Com a agravante de tudo estar parado vai para muitos meses.
Portugal, o País profundo, o País das pessoas invisíveis que os governos só vêm em ano de eleições, também parou. Já ninguém se importa seja com o que for.
Nas duas últimas eleições, a abstenção foi enorme. Portugal cansou-se da depressão, dos disparates e da porcaria e, com o desemprego a continuar a subir, entendeu ir de férias. O maior problema é que parece que ainda não voltou. Costumava regressar em meados de Setembro, mas este ano também atrasou o regresso. Só por cá andam os políticos em contínua campanha eleitoral, e os jornalistas que precisam de coisas sobre que falar para sobreviver.
Só o futebol da liga vai animando a vida do dia-a-dia, com os seis milhões a exultarem cedo de mais, e os arsenalistas a ir mostrando como se faz, que o da selecção, está como todo o País, parado e desiludido.
No resto, o melhor é esperar para ver, já que nada mais resta para fazer.
.
JM
(In O Primeiro de Janeiro, 07-10-2009).
Cartazes das Autárquicas (Sacavém)

Bloco de Esquerda, Sacavém.
(enviado por Maria Monteiro)
A retrete de Santana Lopes
Casa de Banho pública na Figueira da Foz – Aluguer custa cerca de 300 mil euros
Autarquia paga 19 euros por cada pessoa que utiliza o equipamento
Munícipes já pagaram perto de 200 mil euros por um serviço que é utilizado por menos de quatro pessoas por dia.
“É um contrato desastroso para a autarquia”, qualifica o vereador José Elísio, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS. O sanitário instalado na Praça 8 de Maio (também conhecida como “Praça dos Táxis”) está a ser utilizado, em média, por 3,6 pessoa por dia. Assim, cada vez que alguém o utiliza, os munícipes pagam cerca de 19 euros. Por seu turno, os utilizadores desembolsam 20 cêntimos.
O equipamento foi ali colocado em regime de aluguer no mandato de Santana Lopes. Decorridos 10 anos, a câmara já pagou cerca de 200 mil euros. Mas o contrato só termina em 2013, o que representa uma despesa de 110 mil euros. “Teria ficado muito mais barato construir lavabos públicos na Praça da Europa, como venho defendendo desde antes de ser vereador”, advoga José Elísio.
Aquele membro do executivo municipal adianta que está a equacionar uma eventual rescisão unilateral do contrato. “Poderemos vir a optar por denunciar o contrato, já que foi um péssimo negócio para a câmara”. Além da “verba elevada” que os figueirenses pagam pelo aluguer, “o equipamento é pouco procurado”, destaca José Elísio. Até ao início da semana passada, o sanitário tinha sido utilizado 1.132 pessoas.
Exemplo “ruinoso”
Se o vereador do Ambiente avançar para a rescisão do contrato, a edilidade tem de pagar uma indemnização de 20 mil euros. Contudo, como os referidos números indicam, a câmara sai a ganhar, ao poupar 90 mil euros. A inauguração teve honras de uma cerimónia, com a presença de autarcas do executivo municipal da altura. O contrato inclui limpeza e manutenção.
António Tavares, vereador da oposição, foi mais longe nas críticas à solução encontrada pela equipa liderada pelo antigo primeiro-ministro. “À devida escala e na devida dimensão, este é o exemplo do que foi a gestão financeiramente ruinosa do dr. Santana Lopes”, acusa. O sanitário, preconiza, “faz mais sentido no “Parque das Gaivotas”, pela procura, dado tratar-se de uma zona de paragem de excursões”. E remata: “com todos esses gastos, também não percebo como é que a actual gestão camarária não fez nada para resolver esta situação”. Aquela que deverá ser a “casa de banho” pública mais cara da cidade foi instalada num zona de passagem, na Baixa figueirense.
Diário As Beiras, 6 de Julho 2009
Imagem roubada na Outra Margem
Viva as armas, compradas aos amigos americanos do PS
Quando li no «Público» que Almeida Santos disse que Portugal não precisa de submarinos para nada, fiquei contente e aplaudi de pé.
Atitude sensata de aguém que não é militarista. Mas logo a seguir estragou tudo: «Precisamos urgentemente de vender os submarinos para comprar armas».
Armas, Dr. Almeida Santos??? Armas? Com tanta pobreza, com tanta miséria, com tanta falta de produtividade e de competitividade das nossas empresas, o senhor acha que é de armas que precisamos? E vendidas por quem, já agora? Pelos amigos americanos do Partido Socialista?
Mário Soares no «Gato Fedorento»
Não sei se foi impressão minha, mas Ricardo Araújo Pereira pareceu-me nervoso no início. Aliás, durante toda a entrevista mostrou-se subserviente para com o «monstro sagrado» que tinha à frente e no fim até lhe agradeceu.
Passando ao lado do número de netos do ancião, que ficámos muito bem sem saber quantos são, notei que Mário Soares conseguiu dizer, sem se rir, que não é um home de intrigas. Disse também que não é forte em reformas e isso é verdade, como se verificou sempre que ocupou o lugar de primeiro-ministro.
Disse ainda que não gosta que lhe chamem Presidente, quando se sabe que continua a ter à sua volta uma «corte» que o trata como tal. Mais uma vez, conseguiu não se rir quando disse que o PS está numa fase socialista e que esta República está bastante boa.
No final, ficámos a saber que, para Soares, são todos uma tristeza: Blair, Bush, Berlusconi, ele próprio… Ah não, espera aí, dele não falou.
República

O povo diante da Camara Municipal, em 5 de outubro, acclamando enthusiasticamente a proclamação da republica e a abolição da monarchia feita pelo sr. José Relvas - Cliches de Benoliel
O facto de comemorarmos a fundação da I República em liberdade não nos deve fazer esquecer que mesmo ao nosso lado os republicanos continuam a ser reprimidos, apenas por exibirem a bandeira da República.
Apenas dois exemplos. Infelizmente eles abundam desde que se iniciou um processo que reivindica um referendo para que os povos vizinhos escolham entre a república e a monarquia. Agora comparem com a tolerância, que louvo, com que em Portugal se enfrenta as manifestações monárquicas.
… naquele belo dia de caça
Jaz el-rei entrevado e moribundo
Na fortaleza lôbrega e silente…
Corta a mudez sinistra o mar profundo …
Chora a rainha desgrenhadamente …
Papagaio real, diz-me quem passa?
— É o príncipe Simão que vai à caça.
Os sinos dobram pelo rei finado …
Morte tremenda, pavoroso horror!…
Sai das almas atónitas um brado,
Um brado imenso d’amargura e dor …
Papagaio real, diz-me, quem passa?
— É el-rei D. Simão que vai à caça.
Cospe o estrangeiro afrontas assassinas
Sobre o rosto da pátria a agonizar …
Rugem nos corações fúrias leoninas,
Erguem-se as mãos crispadas para o ar!…
Papagaio real, diz-me quem passa?
–É el-rei D. Simão que vai à caça.
A Pátria é morta! A Liberdade é morta!
Noite negra sem astros, sem faróis!
Ri o estrangeiro odioso à nossa porta,
Guarda a Infâmia os sepulcros dos Heróis!
Papagaio real, diz-me, quem passa?
–É el-rei D. Simão que vai à caça.
Tiros ao longe numa luta acesa!
Rola indomitamente a multidão …
Tocam clarins de guerra a Marselheza …
Desaba um trono em súbita explosão!…
Papagaio real, diz-me, quem passa?
–É alguém, é alguém que foi à caça
Do caçador Simão!…
Guerra Junqueiro
8 de Abril de 1890
(parágrafo)
VIVA A REPÚBLICA COSMOPOLITA, DECADENTE E CORRUPTA …
MAS NOSSA !
Que chova sempre neste belo dia e que o céu nunca seja azul e branco!
(parágrafo)
ass. anarquista «afonsino», carbonário, anti-debutante e anti-cerúleo.
(parágrafo)
adeus, adeus … e até sempre !
As arruadas dão votos?
No seguimento do Post anterior do José Freitas, avanço com uma dúvida (certeza?) que tenho há muito tempo:
As arruadas dão votos?
Segredos de Estado?
Depois de uma semana a discutir, comentar, mentir, publicar, esconder, há uma questão que fica por fazer, neste assunto entre Cavaco e Sócrates.
Há segredos de Estado entre a Presidência da República Portuguesa e a Presidência do Conselho de Ministros?
E entre a Presidência do Conselho de Ministros e o Presidente da República?
Eu julgava que os dois orgãos trabalham para o bem do país e que, por isso, segredos de Estado não há, a não ser para terceiros!
Haverá segredos de vícios privados?
Afinal, sempre se espiam?











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