Carvalho da Silva primeiro-ministro?

Para mim, Carvalho da Silva acabou no dia em que, em segredo e nas costas dos professores, acertou com o ministro Vieira da Silva a estratégia que levou à assinatura do célebre Memorando de entendimento entre os sindicatos e o Ministério da Educação. Como se sabe, a luta estava no auge e aquele «balde de água fria» esfriou a contestação durante uns meses… até regressar em força pouco tempo depois. E, para mim, acabou nesse dia porque o papel de um sindicalista não é trair os trabalhadores em negociatas com fins políticos. Antes que venham com «lembretes», foi exactamente o que disse também em relação a Mário Nogueira.
O recente apoio de Carvalho da Silva a António Costa tem muito que se lhe diga. Muito mais do que os comuns mortais, como nós, podem imaginar.
«Do Portugal Profundo», António Balbino Caldeira explana uma teoria que faz todo o sentido e que reproduzo com a devida vénia: «Em Novembro de 2010, daqui por 13 meses – número do azar que sempre bate à porta -, antes do comboio do Governo descarrilar no túnel negro da economia e da gravíssima crise social, e já depois de o candidato Alegre ter sido trucidado pela máquina socratina, Sócrates saltará para Governo para se candidatar a Presidente da República. António Costa suceder-lhe-á como primeiro-ministro, que terá como vice… Carvalho da Silva. Mas o Costa do Castelo – que não gosta de blogues – !?… – precisa de ganhar agora Lisboa, para a poder abandonar à má sorte um ano depois… Senão, Soares lançará o seu Lula para primeiro-ministro.»
Só num aspecto discordo do professor Balbino Caldeira. Para mim, Sócrates só será candidato à Presidência da República em 2016. Até lá, terá de limpar a imagem…