As palavras mais tristes da língua inglesa

trump
Gore Vidal dizia que eram “Joyce Carol Oates” (uma maldade à Vidal). Se fosse vivo, talvez dissesse agora que as mais aterradoras são “President Donald Trump”.

A coisa promete – já se pede a destituição do Presidente

Está a correr e a grande velocidade uma petição que exige o óbvio!

Dizem os signatários que ” Nas suas recentes declarações enquanto Presidente da República Portuguesa o Sr. Aníbal Cavaco Silva afirma temer que as suas pensões num total acumulado 10.042€ (em 2011), sendo uma delas através do Banco de Portugal a qual não esteve sujeita aos cortes aplicados aos restantes cidadãos da Republica Portuguesa, não sejam suficientes para suportar as suas despesas, estas declarações estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros”.

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There’s no business like show business

Peter Lorre (1904-1964) foi um grande actor, embora nunca tenha conseguido dar o salto para os papéis principais.

Depois de uma longa carreira em Hollywood, que era, já por essa altura, o centro da indústria cinematográfica, ressentiu-se do facto de não lhe concederem mais protagonismo, e decidiu voltar à sua Alemanha natal, onde esperava que a indústria de cinema local, consideravelmente mais pequena mas também mais criteriosa, reconhecesse o seu valor.

Mas o filme que co-escreveu e realizou na Alemanha, e que pretendia fosse o trampolim para uma nova fase da sua carreira, foi considerado demasiado depressivo e ultrapassado pelo público alemão. E a Lorre não restou outra alternativa senão regressar ao star system de Hollywood, devorador e ingrato, do qual se queixara e quisera abandonar, mas o único que lhe permitia ganhar a vida. Isto é, cumprir a sua arte.

Hollywood castigou-o com papéis ainda menores, deixando claro que não lhe perdoava.

Os mecanismos da memória têm coisas do arco-da-velha, não é preciso ser neurocientista para saber isso. A que propósito me haveria eu de lembrar do Peter Lorre quando lia o anúncio da candidatura de Manuel Alegre, não me dirão?