O Umbigo

O umbigo é a mais bela e simbólica cicatriz corporal. (Uma ideia tonta que me assaltou). Essa depressão na pele que nos marca a todos por igual. Iguais desde o nascimento à morte.

Damos-lhe pouco importância.

Não o cientista  Georg Steinhauser, que estudou a sujeira que se acumula no umbigo. Descobriu coisas engraçadas: os fiapos do umbigo não são apenas feitos de tecido. Na sua composição encontram-se fragmentos de pele morta, gordura, suor e poeira.

E depois há as expressões tão curiosas à volta dele:

1. Devemos cortá-lo definitivamente (cordão umbilical)

2. Não devemos centrar-nos no nosso próprio umbigo

3. Não somos o umbigo do mundo

4. Umbigo do sonho (expressão criada por Sigmund Freud: “… existe pelo menos um ponto em todo o sonho no qual ele é insondável – um umbigo, por assim dizer, que é o seu ponto de contacto com o desconhecido”)

Você deve conhecer mais!

A resiliência e os seus heróis

resiliencia

Pensamos sempre que a vida é dura, difícil de ultrapassar essa dor que as relações sociais nos causam. Mais uma vez, cito a minha amiga e colega na ciência que aprendeu comigo e desenvolveu pela sua conta. Viver não custa, o que custa é saber viver, diz Ana Vieira da Silva.

Nem que tivesse lido o texto ou os textos de Boris Cyrulnik (Burdeos, 26 de Júlio de 1937), um neurólogo, psiquiatra, psicanalista e etólogo francês, que retirou da ciência da física o conceito de resiliência para ser usado no saber dos sentimentos dos seres humanos. [Read more…]

a cultura e a sua lógica

 

Mozart Serenatta Noturna k.239 Marcia (1-3)

               Muda o governo,mudam os hábiotos, mud a a educação. Vejaos como                A questão está em entender o amor, já definido ao começo, e ver as bases religiosas que desenvolvem a psicanálise, como prometi referir. Toda criança procura que o seu pai seja quem comande, não perca a omnipotência. O totem faz parte dessa autoridade. Aí é bem tempo de definir o conceito de omnipotência e de totem, e o melhor, mais uma vez, é o estudante de Wundt, Freud, que diz baseado no seu professor: “In the first place, the totem is the common ancestor of the clan; at the same time it is their guardian spirit and helper, which sends them oracles and, if dangerous to others, recognises and spares its own children”[1]. Mas, um totem é também a forma de organizar as relações individuais das pessoas, definir o conceito polinésio de proibição ou tapu ou tabu, pelo que Wundt, Frazer, Durkheim e Freud, salientam uma segunda parte: “It is as a rule an animal (whether edible and harmless or dangerous and feared) and more rarely a plant or a natural phenomenon (such as rain or water), which stands in a peculiar relation to the whole clan”.[2]No entanto, Freud salienta, no [Read more…]

psicanálise da sexualidade das crianças. venturas e desventuras.I

jb1.jpg?w=570

…troço do livro escrito para os meus netos e para Anabela…

Capítulo 1-Ser criança. I

Falar de criança, não é simples. Falar do que as crianças fazem, é complexo demais. Definir criança, é una sim e um não: o é o costume, o é a lei, a lei civil ou a lei usada em muitos países do mundo, entre os que Portugal também fica alinhavado. Preciso é dizer também o costume, como definidora de ser criança. Definição tão heterogénea, que é melhor se ajudar com mediador, um árbitro: O Dicionário da Língua [Read more…]

Georges Devereux

Georges Devereux a ensinar em Paris, após ter vivido com os Mohave

Teoria para analisar factos do meu novo livro.

George Devereux (nascido Dobó György em 13 September 190828 May 1985) foi um AmericanFrench ethnologist e psychoanalyst, nascido no seio de uma família Jewish de Banat, Roménia. Foi um dos pioneiros da ciência da ethnopsychoanalysis e ethnopsychiatry. A sua biografia e obra podem ser lidas em:   http://en.wikipedia.org/wiki/George_Devereux .  A sua vida entre os Mohave foi tão feliz e as suas crenças de vida após falecimento tão sedutoras, que solicitou ser enterrado com os rituais Mohave e no seu campo profundo ou vale dos mortos.

[Read more…]

edward alexander westermarck

o fundador dos estudos e análises da família

Teoria que uso para o meu livro Esperanza

Parece-me necessário permiti ao leitor um descanso sobre teoria da trabalho de campo, e introduzir teoria antropológica para ser usada no livro que preparo sobre Esperanza, que criou toda uma família se saber as primeiras letras. É-nos ensinado no Século XIX por vários teóricos do lar, como é o caso do autor que estudo num livro escrito por mim em 2009, no repositório da Biblioteca do ISCTE – IUL e no internacional: O Grupo Doméstico ou a Construção Conjuntural da Reprodução Social, em http://repositorio.iscte.pt/ ou no http://www.rcaap.pt.

É assim que vamos aos teóricos do Grupo Doméstico, sendo um dos primeiros, o analista que orientou o estudo da psicologia da família e do lar, que tem por nome o título desta parte de capítulo.

Edward Alexander Westermarck Sociólogo Finlandês, Suomi na sua língua, nasceu a 20 de Novembro de 1862 em Helsínquia, falecera a 3 de Setembro de 1939, em Lapinlathi, distrito de Helsínquia. Foi sociólogo finlandês, filósofo e de essa espécie de antropólogo que contradizia a vasta visão teórica sustentada em esses tempos, que defendia a ideia de que os seres humanos tinam vivido em estado de promiscuidade ou mistura confusa e desordenada de interacção social, teorizando, de forma contrária, de que os primeiros serem humanos tiveram uma relação sexual monogâmica. Afirmava que o matrimónio (marriage), bem como a sua associação familiar, estavam enraizados nas formas e necessidades da família nuclear (family), considerada por ele como a base fundamental e universal da união da vida em sociedade.

Reitero que Westermarck foi um sociólogo finlandês. As formas tradicionais do ensino na Finlândia, permitiam desde muito cedo aos estudantes, a aprender esse a saber ler comparativamente sobre a sua sociedade, a sua cultura e a de outros sítios do mundo. Não apenas esses costumes, bem como comparar línguas e maneiras. Pedagogia que ajudava a pensar de forma comparativa e sem escândalo por haver maneiras diferentes de ser em todos os sítios do mundo. Organização do processo educativo como tem sido denominado por mim na nossa Revista Educação, Sociedade e Culturas: ensino ou aprendizagem? Conceito elaborado por mim, sobre o qual tenho direito de autoria, publicado pela primeira vez no primeiro número da Revista, em 1994, pp. 7-28, Afrontamento, Porto. Para um Westermarck, ainda criança, o estudo da pedagogia, foi uma excelente preparação para ser, mais tarde, um antropólogo etnógrafo, comparativo, um não aderente a universal ideia unívoca, nunca provada, de se pensar em formas promíscuas de união reprodutiva entre os primeiros seres humanos: sabia que o saber evoluía. A Revista de Educación, Barcelona, no seu número extraordinário sobre Educação Comparada, 2006, páginas 237-262, publica um artigo do Director do Colégio Claret da mesma cidade, o Licenciado em Psicologia e Doutor em Pedagogia, Javier Melgarejo Draper, intitulado: La formación y selección del professorado: clave para comprender el excelente nível de la competencia lectora del alumno finlandés. Comenta no texto que os docentes são treinados para ensinar ao estudante não apenas a ler, bem como a fazer leituras comparativas, especialmente de comparação de diversos países e culturas do mundo. É pena não poder transferir uma cópia do texto para este livro Com tudo, o texto pode ser lido em: http://www.scribd.com/doc/2909065/analisis-del-sistema-finlandes. Esta forma de aprendizagem, existente ao longo de muitos anos, é o que permite a um antigo estudante, hoje investigador – esse hoje refere ao Século XIX para XX – saber que há formas de organização social distantes das, por engano e falta de saber, eram universalmente pensadas como promíscuas e não evolutivas. Westermarck foi um teórico evolucionista de formas sociais e dos costumes e das mudanças culturais. Ideias que transferiu ao seu melhor discípulo, Bronislaw Malinowski – escritos que desenvolveram em mim a ideia da análise do processo educativo, a etnopsicologia da infância e a psicanálise da sexualidade infantil, ideias todas convertidas em livros publicados ou em formato de papel e traduzidos a várias

[Read more…]

%d bloggers like this: