Assédio no trabalho: faz que chuta, mas não chuta

Nos últimos dois anos houve 20 processos em tribunal por assédio moral no trabalho. Estes números são eloquentes na sua insuficiência, em face da realidade que se vive diariamente em Portugal e bem demonstrativos da grande dificuldade em que se encontram os trabalhadores vítimas deste crime silencioso, com efeitos devastadores em vários domínios, desde a saúde das próprias vítimas, o seu equilíbrio psico-social e familiar, o Serviço Nacional de Saúde – veja-se a realidade presente da Saúde Mental no nosso país -, a Segurança Social e a própria produtividade da economia e da Administração Pública.

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O problema das Crianças Hiperactivas

O debate ocorrido hoje na Assembleia da República demonstrou uma vez mais a solidez da maioria parlamentar que apoia este governo e a coerência das políticas implementadas em contexto nacional e internacional de grande imprevisibilidade.

O governo do Partido Socialista mantém-se fiel aos compromissos assumidos com o eleitorado e com as forças políticas com as quais firmou posições conjuntas visando a inauguração de um novo ciclo na nossa vida colectiva.

A última intervenção do debate de hoje coube ao deputado André Silva, do Partido PAN, que dirigiu ao Primeiro-Ministro duas questões relevantes, a última das quais relativa ao consumo preocupante e crescente de Metilfenidato (Ritalina), por crianças portuguesas em idade escolar.

Este tema, acerca do qual se deverá liminarmente recusar qualquer tentativa de aproveitamento político ou demagogia perversa, reputa-se de importância decisiva, merecendo, sem dúvida, o destaque que o deputado André Silva decidiu dar-lhe, ao trazê-lo para o debate na Assembleia da República.

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Contribuintes depressivos aliviam a sua dor

Depois de ler este artigo, só me resta sugerir que em Portugal se siga a mesma ideia. Como a grande causa de depressão entre nós está relacionada com as relações sexuais virtuais não consentidas com o desgoverno da pátria, apresento aqui uma lista de livros eróticos a aviar nas bibliotecas ou noutros locais:  [Read more…]

Não adoeçais acima das vossas possibilidades

Não adoeçeis acima das vossas possibilidades
Nacho Goytre, Centro de Saúde Mental Puente de Vallecas, Madrid, 2012.

“Embrulhar” a dor

No passado domingo, a jornalista Paula Torres de Carvalho escreveu um artigo no Público sobre a Depressão, que intitulou de «Lidar com as tristezas». Partilho esse texto com os leitores do Aventar:

“Não é fácil conviver com a infelicidade. Fazem-se planos, projectam-se desejos que a crueza da vida contraria e depois… não há perspectivas, não se vêem saídas. Fica-se desalentado. Resta viver com o que há, quando muitas vezes o que há é muito mau e muito triste. Mas estar desanimado e deprimido nem sempre significa que se está doente.

Portugal é hoje um dos países europeus com maior consumo de antidepressivos. Como em muitos outros países europeus, banalizou-se a prescrição e o consumo das drogas psicotrópicas. O último eurobarómetro sobre saúde mental realizado em 2010, indicou que 15 por cento dos portugueses tinham consumido antidepressivos nos 12 meses anteriores, o dobro da média europeia. Mas, como alertou recentemente Jorge Gravanita, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica, o entendimento de grande número de psicoterapeutas é de que 90 por cento dos casos que chegam ao consultório não precisariam de medicação, mas de psicoterapia nos tratamentos de primeira linha. [Read more…]

Voando num ninho de cucos

O primeiro estudo que pretende retratar a saúde mental dos portugueses tem um resultado curioso: em cada cinco, um de nós não bate bem da bola.

Tenho as minhas reservas quanto a estes estudos por amostragem (eu sei que não há outro meio) e um dos resultados é suspeito: só 1,6% de perturbações provocadas pelo álcool levanta dúvidas quando se sabe através de estudos sistemáticos que “cerca de 10.3% da população portuguesa com +15 anos é doente alcoólica (800.000 alcoólicos) e 13.7% é bebedora excessiva (1.000.000)”. Alguém se enganou, ou bebeu um copo a mais.

Comparando internacionalmente parece que somos os maluquinhos da Europa a grande distância, e ficamos ao nível dos EUA, o que não é lá muito abonatório.

Apesar de tudo estes números encaixam na perfeição num país que se quer de poetas e marinheiros. E explica muito bem pelo menos os últimos 200 anos da História política de Portugal.

Pode não ser verdade, mas explica mesmo muita coisa.