Opiniões livres

Algo muito comum ao nível dos clubes, mas também permanente nos partidos. Para os militantes que sofrem desta patologia, o que o seu partido faz no poder, está sempre certo. Já os da oposição estão sempre contra.

O mesmo é válido para os partidos que se limitam a dizer que não: o que defendem está sempre certo. O que os outros dizem está sempre errado.

Escrevi isto há quase um ano e parece-me que a reflexão faz cada vez mais sentido.

E se me permitem, volto a juntar a bola à política.

Uma equipa da cidade aqui ao lado estava, segundo alguns, em risco de ficar fora da Taça da Liga porque os regulamentos não permitiriam que um jogador jogasse pelas equipas A e B num intervalo inferior a 72h. Claro que uns apontaram num sentido, enquanto os do regime azul argumentaram, como conseguiram, para defender o contrário.

Era, na minha opinião, uma discussão sem sentido – obviamente, o regulamento pretendia apenas evitar que as estrelas da equipa A fossem ao jogo da B “alterar a verdade desportiva”.

Do mesmo modo só consigo entender a posição do PSD e do PCP no que diz respeito à limitação dos mandatos dos autarcas como a necessidade de defender, a todo custo, a sua gente. Se, da parte do PSD isso não surpreende, confesso que, do PCP NÃO esperava melhor. [Read more…]

Pânico de Vitor Pereira com o PS

Está em pulgas a curva azul dos Super – o António Costa vem aí e o Vitor Pereira atira-se aos critérios discutíveis dos homens do apito. Percebo o pânico – perder o poder é sempre uma coisa complicada e ter um adversário mais forte é sempre pior do que ter um mais fraco. Eu entendo o PSD e entendo que os apoiantes do actual governo queiram que o Braga jogue na máxima força contra o Sport Lisboa e Benfica. É natural que assim seja.

Se António Costa deixar a Capital, abre a porta a Seara, um benfiquista na capital, mas corre o risco de se tornar o próximo primeiro-ministro de Portugal. E isso incomoda o PSD.

E se calhar também incomoda Vitor Pereira que, pelos vistos, também foi ao mercado hoje. Só não sei se ao do Jardim do Marquês ou ao de S. Lázaro – tenho que ver, mais logo, a mesa da sueca.

Já sei, foi ao Castelo do Queijo – era lá que o Liedson andava a jogar ao sobe e desce, creio que com o Sokota e o Pizzi.