Levanta-te e anda, Portugal

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Para os pais das crianças que hoje vivem a nova História de Portugal.

É A FRASE QUE REFERE O EVANGELISTA MATEUS, CONHECIDO ENTRE MEMBROS DA CULTURA CRISTÃ, NO SEU TEXTO DO SÉC. I, CAPÍTULO IX, VERSÍCULO 5. ERA UM PARALÍTICO, CUSTAVA-LHE A ANDAR E O SEU SENHOR JESUS, MANDA-O ANDAR.

E o paralítico da História, andou. Ou, como diz esse outro Evangelista, João, no seu texto do mesmo Século, Capítulo XI, versículos 33 a 44, manda a Lázaro sair do seu sepulcro, levantar-se e andar. Metáforas, senhor leitor, que nós, agnósticos, precisamos acudir, quando um povo, definido pelo seu saber e práticas como cristão apesar de a Constituição definir no seu Artigo 1, de versão de 2001: [Read more…]

Volta Nuno Álvares Pereira, tens aqui muito trabalho

Depois de ter acordado a ouvir numa rádio Paulo Rangel garantindo que nunca nenhum país venceu as agências de rating (o homem tem uma geografia muito limitada, nem à Islândia chega) leio um banqueiro com BI português afirmando com toda a lata que “Perder a soberania orçamental num momento de crise é lógico.” Nos intervalos ainda apanhei mais uns penitentes da direita que se diz patriótica falando da nossa culpa, endividámo-nos, mentem eles porque eu não me endividei nem assaltei o BPN, e merecemos umas chicotadas como penitência, reza a canalha.

Relembrando que em 1383 a maior parte da nossa nobreza, começando nos irmãos mais velhos de Nuno Álvares Pereira, tomou o partido de João de Castela, cheira-me a que isto só se resolve com a arraia-miúda a aclamar não sei bem quem, a mandar uns tipos de uma Sé qualquer abaixo, e a explicar a estes filhosdeumgandaputa que pesem os exageros míticos em Aljubarrota também tínhamos um exército muito inferior ao adversário.

Eu sei que esta deriva nacionalista não me fica bem e não parece de esquerda mas há alturas em que um gajo se passa e tem de chamar traidor à pátria a quem o é: Cavaco Silva, que trocou a indústria, a agricultura e as pescas por autoestradas e um gamanço generalizado de fundos comunitários, Durão Barroso que completa o ego em Bruxelas e Passos Coelho que apanha o avião de joelhos quando se dirige a Merkozy. Falta aí o Paulo Portas que baixa as calças a qualquer vendedor de armamento e José Sócrates que gostaria de estar no lugar do Passos. Foi assim no século XIV, repetiu-se no XVII, nas invasões francesas, em 1890, em 1914, é sina nossa que quando as coisas se complicam quem está no poder fica sempre do outro lado. Chamem-lhe fé, mas ainda acredito que eles se vão arrepender da opção que tomaram.

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