Evocação dos 550 anos da morte do Infante D. Henrique

Com a deslocada palavra “Comemorações”, a cidade de Lagos evoca hoje os 550 anos da morte do Infante D. Henrique, ocorrida na  “sua” Vila de Sagres. No dia seguinte, 14 de Novembro, o Infante foi sepultado em Lagos, donde foi posteriormente transladado para o Mosteiro da Batalha.

A ação, vida, feitos, personalidade, aspecto físico, mito, etc., do Infante prestam-se a inúmeras interpretações, especulações, análises e debates raramente concordantes entre si, assunto que deixo para os historiadores e para quem ao estudo da vida desta personagem da história mundial se dedique. Mas acho que Henrique, O Navegador de cognome, não merecia (presumo que a ele se dirija) uma representação tão estereotipada, rudimentar, ignorante e superficial como esta imagem da página inicial do Google que hoje atravessa o mundo e mete papagaios, bandeiras com ossos e caveiras, trajes de filibusteiro. Não estivesse o “pergaminho” enrolado até alturas do joelho da personagem e seria visível também uma perna de pau.

Adenda: a data, a rosa dos ventos e o tom geral da representação fizeram-me incorrer no erro de pensar que a imagem era dedicada à evocação do Infante (erro meu, má fortuna, precipitação, não confirmação das fontes). Um comentário do Hélder Gerreiro “O logo usado pela Google destina-se a assinalar o 160º Aniversário de Robert Louis Stevenson.” vem esclarecer o assunto e fazer-me engolir as palavras que apontei ao Google e aos autores da imagem.

Assim sendo, reposta a verdade, apresentadas as desculpas e agradecendo ao Hélder, resta-me salientar a data que hoje em Lagos se evoca.

Comments


  1. O logo usado pela Google destina-se a assinalar o 160º Aniversário de Robert Louis Stevenson.


  2. Obigado, Hélder.
    Já coloquei uma adenda ao texto, ainda bem que avisaste.


  3. Caro Pedro, em primeiro lugar não me parece que o Google enfileirasse na celebração da morte de quem quer que fosse. Mais ainda de corpo arrefecido por 550 anos de história. Por outro lado, os tempos que correm são mais propensos a evocar piratas e tesouros do que a homenagear príncipes navegadores de antanho.

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