Uma visão de um certo futuro quanto ao uso de dados pessoais


A Google, neste caso a divisão de projectos extravagantes desta empresa, procura convencer-nos que saber tudo sobre todos faz parte do processo evolutivo. E que só temos a ganhar com isso. Há diversas distopias sobre este tema e o tom geral não é optimista. (via)

Autarca de Gaia julgado por difamação

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia e do Conselho Metropolitano do Porto, começou a ser julgado no Tribunal de Gaia, acusado pelo Ministério Público do crime de Difamação.

A notícia é da TVI.

Era uma vez um centro de inteligência artificial que afinal era um call center

CC

A tecnológica portuguesa OutSystems anunciou que se prepara para abrir um centro de inteligência artificial em Linda-a-Velha. O projecto, que implicará a contratação de 30 engenheiros, é na verdade mais uma fachada, criada pela impiedosa máquina de propaganda comuno-socrática, para a instalação de mais um call center, em linha com o recente embuste da Google, confirmado pelo director de Assuntos Internacionais ibérnicos da empresa. Terríveis, estes bloquistas.

A propósito deste embuste, mais um, recordo aqui uma série de tweets de um conhecido activista dos direitos da minoria liberal-conservadora, cujo pensamento é injustamente confundido por alguns como representativo da versão portuguesa da alt-right norte-americana. Ou, como diria o saudoso Passos Coelho, “mas quem é que põe dinheiro num país governado por bloquistas e comunistas”? A menos que seja para mais um call center, claro.

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via Uma Página Numa Rede Social

Confirma-se: Passos Coelho tinha razão

PPC

Fotografia via Beira News

Depois do anúncio da Google, eis que somos hoje confrontados com uma nova tragédia, que apenas vem reforçar a genialidade, clarividência e intuição do primeiro-ministro no exílio, Pedro Passos Coelho.

Segundo o Jornal de Negócios, a Amazon poderá a próxima gigante tecnológica a aterrar em Portugal. E – espantem-se – diz-se por aí que poderá aterrar no Francisco Sá Carneiro, e não no Humberto Delgado, contrariando a lógica centralista que impera no rectângulo.

A confirmar-se este rumor, podem os passistas regressar à garagem para pegar nas suas bandeiras, não sem antes remover os autocolantes de Santana, e sair à rua para festejar. O querido líder tinha razão e o processo de venezuelização em curso, que lhes permitirá um dia emergir por entre os escombros, continua imparável.

O drama, a tragédia, o horror.

 

Coisas do diabo

PPC

Fotografia: Rafael Marchante/Reuters@Dinheiro Vivo

Como explicar a instalação de um centro tecnológico da Google em Portugal, bem como o anúncio do Bispo Cosgrave de que outros gigantes do sector se seguirão, à luz da filosofia política passista que versa sobre os investidores que não investem em países governados por bloquistas e comunistas? Só pode ser coisa do diabo.

Como acumular uma dívida de 100 mil euros com apenas 12 anos?

A Google explica. E perdoa.

Don’t be evil

Foi o mote da Google, já não é assim há muito e agora temos outra confirmação: a Google anunciou o seu apoio ao TPP.

Google assinala Dia de Portugal

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Doodle com calçada portuguesa, dessa que querem para aí arrancar, só é mostrado aos internautas portugueses.

Quanto o Google factura em publicidade por minuto

Centenas de milhares de dólares em 90 minutos. Eis quanto valem os seus dados pessoais que disponibiliza nos serviços “gratuitos” do Google.

Estado do governo da nação

gov.pt
Vai um governado à página do governo e o google avisa não ser este o site que procuro, que procurava aceder a www.portugal.gov.pt, mas, em vez disso, acedi a um servidor que se identifica como a248.e.akamai.net.

Isto poderá dever-se a uma configuração incorreta no servidor ou a algo mais sério.

Diz o Google.

Um utilizador mal intencionado na sua rede poderá estar a tentar levá-lo a visitar uma versão falsa (e potencialmente maliciosa) de www.portugal.gov.pt.

Ora mais malicioso do que gov.pt não há, no Google são uns exagerados com a segurança.

Quer que o Google se esqueça de si?

Já existe um formulário para enviar o pedido.

Emannuel Viollet-le-Duc, o nazi do património

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Claro que este título é uma figura de estilo, mas aquela que o Google e seu doodle do dia merecem.

Viollet-le-Duc foi o pai de uma teoria genocida que imperou na relação entre arquitectura e património medieval a partir de meados do séc. XIX, entre nós com atentados praticados durante décadas. Tratava-se de repor a pureza original dos edifícios, como se a História morresse no séc XIV, arrasando tudo o que lhes foi acrescentado entretanto. [Read more…]

E se o google fosse um gajo?

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O doodle do google.pt

Não faz referência ao 25 de Abril. Tá mal!!! Sinceramente, hoje quero 25 de Abril Sempre, estou-me a marimbar para os 96 anos da Ella Fitzgerald!

Ganhar para perder

Balsemão quer uma renda pelos seus conteúdos. E se o Google só indexar o Expresso se este pagar?

O PC vai acabar?

Calma Camaradas – juro que não estava a pensar no PCP!

Falo da luta  a 3:

– a Apple meteu o Ipad na máquina e ele mingou!

– a Microsoft continua a correr atrás do prejuízo, mas desta vez o sistema operativo (windows 8) tem uma novidade à espreita – o Surface. Diz-se por aí que é o ipad da Microsoft.

– a Google também deu um passo em frente e já tem à venda em Portugal o Nexus.

A Apple trabalha, desde sempre, com um sistema fechado – vende máquina e software num pacote pronto a comer.

A Microsoft trabalhou sempre com outra prioridade  – o software.

A Google, novo player nesta área, quando comparado com as outras duas companhias, tinha o seu foco na web, apesar de ser verdade que já anda por aí o sistema operativo da Google.

E a GUERRA entre estes 3 gigantes, acompanhada pela luta nos dispositivos móveis, vai mudar tudo. [Read more…]

E que tal o Google não indexar a Impresa?

Balsemão defende lei que obrigue Google a pagar conteúdos.

Microsoft Surface

A Microsoft decidiu expandir a sua produção de hardware, comercializando agora, a par com o seu Windows, na versão 8, um tablet chamado Microsoft Surface. É o primeiro computador directamente desenhado  (hardware + software) e vendido pela Microsoft.

Principais características:

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Abrir o google

Hoje vale literalmente a pena abrir o Google.

O Google Doodle de hoje é uma homenagem a Gideon Sundback, inventor do fecho-ecler.

O Antero de Quental e o António Variações eram gémeos?


Hoje, no Google.

O Google é mulher

Uma amiga minha, que se distingue por ser cidadã de invulgar cultura e de espírito muito acutilante, enviou-me este pensamento sobre o sexo do Google:

Cheguei à conclusão de que o Google é mulher.

Ainda não terminámos a frase e já está a dar palpites…

Não resisti à tentação de divulgar a frase, presumindo embora que a mesma ainda não é, mas certamente em breve será lida por tudo o que são mensagens de correio electrónico.

A despeito de pretensioso feminismo, a minha amiga defende com solidez a superior sagacidade da mulher, com base na evidência de que os interlocutores/homens ainda têm o pensamento desfasado em relação ao “timing” que gostariam de ter. E dá um exemplo eloquente: o ministro Vítor Gaspar. Li e fiquei sem argumentos.

Do no evil?

A Google faz 13 anos. Desde o motor de busca à computação em rede e sem esquecer as assim chamadas redes sociais, vimos em 13 anos uma empresa nascer e tomar-se omnipresente. Repare-se na evolução da computação e do tempo que cada fase levou:

  • 60’s e 70’s: a distinção entre aplicação e sistema operativo era dúbia;
  • 80’s: as aplicações foram-se tornando autónomas do sistema operativo;
  • 90’s e 2000’s: as aplicações passaram a ter o mesmo aspecto dentro do mesmo sistema operativo;
  • 2000’s ~ 2011: a computação mudou-se para a rede, saído do escritório para estar acessível em qualquer esquina de café.

Na actual tendência, as aplicações estão a fugir ao sistema operativo, ficando para este reservado o papel de gerir o equipamento. Como se o computador passasse a um telemóvel com mais capacidade de processamento. Nem tudo são rosas nesta abordagem. Se por um lado o utilizador deixa de se preocupar com instalar e manter software, por outro perde o controlo sobre as suas aplicações já que estas passam a ser disponibilizadas nos termos (e preços) que o fornecedor entenda. E que o legislador autorize, já agora. Exagero? Repare-se então na fome de controlo que têm os EUA e a UE relativamente aos conteúdos audiovisuais. Tudo tem um preço. Veremos até onde vai o slogan da Google «Do no evil» ou quanto tempo demora até se tornar em mais uma monopolista como o foram, no seu tempo, a IBM ou a Microsoft.

Chapelaria Necessidades, chapéus à medida

Roubado ao Nelson Louro Alves no Google+, que começa a servir para alguma coisa.

Vinho novo em odres velhos

Na falta de auto-estradas ou troços do TGV, o Governo demissionário tem-se desdobrado em entregas de diplomas como se de inaugurações se tratassem. Como é hábito, quem está na Oposição chama isto de oportunismo. Um dia que a agulha mude, trocam-se as vozes nos mesmos discursos.

O Programa Novas Oportunidades até tem aspectos importantes e virtuosos. Entre outros, a aproximação de gerações mais velhas às novas tecnologias, desde a informática às redes sociais. Diversas pessoas, com mais de sessenta anos de idade, descobriram as maravilhas da Internet graças àquele Programa, e disso fizeram um aliado de combate à solidão.

Infelizmente, a ideia corrente que fica é que não tardou que as Novas Oportunidades fossem instrumentalizadas para embelezar a estatística das nossas habilitações literárias, para mais rapidamente subirmos no ranking da OCDE.

Acontece que há muito que a exigência e o mérito capitularam. [Read more…]

Evocação dos 550 anos da morte do Infante D. Henrique

Com a deslocada palavra “Comemorações”, a cidade de Lagos evoca hoje os 550 anos da morte do Infante D. Henrique, ocorrida na  “sua” Vila de Sagres. No dia seguinte, 14 de Novembro, o Infante foi sepultado em Lagos, donde foi posteriormente transladado para o Mosteiro da Batalha.

A ação, vida, feitos, personalidade, aspecto físico, mito, etc., do Infante prestam-se a inúmeras interpretações, especulações, análises e debates raramente concordantes entre si, assunto que deixo para os historiadores e para quem ao estudo da vida desta personagem da história mundial se dedique. Mas acho que Henrique, O Navegador de cognome, não merecia (presumo que a ele se dirija) uma representação tão estereotipada, rudimentar, ignorante e superficial como esta imagem da página inicial do Google que hoje atravessa o mundo e mete papagaios, bandeiras com ossos e caveiras, trajes de filibusteiro. Não estivesse o “pergaminho” enrolado até alturas do joelho da personagem e seria visível também uma perna de pau.

Adenda: a data, a rosa dos ventos e o tom geral da representação fizeram-me incorrer no erro de pensar que a imagem era dedicada à evocação do Infante (erro meu, má fortuna, precipitação, não confirmação das fontes). Um comentário do Hélder Gerreiro “O logo usado pela Google destina-se a assinalar o 160º Aniversário de Robert Louis Stevenson.” vem esclarecer o assunto e fazer-me engolir as palavras que apontei ao Google e aos autores da imagem.

Assim sendo, reposta a verdade, apresentadas as desculpas e agradecendo ao Hélder, resta-me salientar a data que hoje em Lagos se evoca.

A Google trocou o “do no evil” por “do money”?

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Depois do “Do no evil!” estará a Google a entrar numa nova fase? Andará o dinheiro, a tentação do poder e do controlo a subir à cabeça dos senhores que fizeram o maior sucesso empresarial do mundo dos últimos dez anos? Esqueceu a Google o poderoso contribuiu – suportado na neutralidade da internet – que os utilizadores dos seus serviços tiveram para ser o colosso que é hoje?

Pensará que o pedestal onde foi colocada não lhe pode ser retirado um dia, quando o “do no evil” estiver morto e enterrado?

Pensará que apenas por ser uma proposta Google, o mundo vai levantar-se num clamor e aplaudir? Acharão mesmo que o futuro da internet ou de uma qualquer rede mais ou menos parecida passa pela criação de divisões entre os ricos e os pobres? Acreditam realmente que uma melhor internet e uma melhor distribuição de dados passa por criar uma divisão entre quem paga e não paga?

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Como perder a barriga

– Como se beija

– Como engravidar

– Como emagrecer

– Como criar um site

– Como fazer um portfolio

– Como criar um blog

– Como conquistar um rapaz

Esta é a lista que nos aparece quando, ao fazermos uma pesquisa, introduzimos a palavra “como” no Google. Achei estranho que a primeira referência fosse a como perder a barriga e decidi ver se, noutros países, as preocupações são idênticas. Mudei para o Google.es, seleccionei o idioma castelhano e fiz a experiência. Quanto a perder a barriga, nada, e emagrecer é apenas a sexta preocupação dos castelhanos. Quais são as outras? Ora vejam, pela ordem que o google as lista: Como se hace el amor, como descargar videos de youtube, como llegar, como piratear la wii, como ligar, como adelgazar, como hacer un curriculum vitae, como formatear un ordenador.

Intrigado, mudei para Google.br. Começando por como fazer um MSN, passando por como “raquear” um Orkut, fazer um Twitter, baixar vídeos, fazer sites, todas as respostas têm a ver com tecnologia e internet.

Não vos quero maçar com demasiados detalhes, mas o Google.fr começa com comment ça marche, passa por como fazer amor, depois como fazer amor com um homem e termina com um como se maquilhar. Já em Itália principia-se com come si fa l’amore e termina com como se beija. Em Inglaterra inicia-se por como se beija, pelo meio pergunta-se como se faz panquecas, como funciona isso e quanto vale o nosso carro. Na Alemanha a primeira questão é, qual é o meu endereço IP, e termina-se perguntando qual é a minha velocidade internet. Beijinhos, barrigas e fazer amor, em alemão, nem uma palavrinha.

Conclusões? Cada um que tire as suas. Eu digo apenas que é curiosa a forma como, em cada país, as questões podem ser tão diferentes.

Da PJ a Sócrates, do sexo oral ao Parlamento

A PJ foi à SAD do Porto, buscar uns documentos. Terá a ver com transferências de jogadores, no cumprimento de uma carta rogatória da Bélgica. Pois é, o “clube regional”, negoceia transferências de jogadores a nível internacional, quem diria…

A “Comissão de Ética” do Parlamento ouviu o Director do “Expresso“, Henrique Monteiro, afirmar que José Sócrates chegou a telefonar-lhe para lhe pedir por tudo que não fosse publicada uma dada notícia acerca da sua licenciatura. Continuarão a chover exemplos da difícil relação de José Sócrates com a liberdade de imprensa. Algo que não é novidade, servirá apenas para refrescar a memória lusitana que é, tendencialmente, curta.

O sexo vende. É mais do que sabido. A publicidade que o diga. É o caso desta campanha anti-tabagista, que associa o acto de fumar ao sexo oral forçado. Que é outra coisa (o sexo oral) que é uma fixação dos portugas (relembro que para constatar isso basta ir á versão portuguesa do Google e escrever a palavra “como”).

Inês de Medeiros arrisca-se a ter de pagar do seu bolso as viagens a Paris para ver os filhos. Isto não se faz, conforme o nosso Ricardo Santos Pinto decerto concordará…

Uma nota final: aprovada a redacção final do casamento homossexual. Aguardemos pela decisão de Cavaco Silva.

Da Madeira ao PGR, do IRS ao sexo oral

Na Madeira vai-se fazendo contas ao que sobrou, e constata-se como das adversidades surgem unidades.

O mau tempo, esse parece estar decidido a chatear-nos, sendo também notícia um mini-tornado em Aveiro. No geral, são 11 Distritos em alerta.

Na Justiça, mais uma novela de violação do “Segredo de Justiça”, agora com o PGR mandar investigar mais uma fuga . Desta vez deverá ser mais fácil, pois que, segundo o próprio, só 6 pessoas conheciam o seu Despacho. E eu que estava na ideia que, não vai há muito tempo, foi este PGR que afirmou que por si, as escutas eram publicadas.

A título de utilidades fiquem com duas dicas:

1 – Pode ficar a saber como poupar no IRS. Dá sempre jeito, por muito que nos “peçam” para contribuir;

2 – E pode escrever na versão portuguessa do Google (*) a palavra “como”, e logo vai ter várias informações de diversa utilidade, numa hierarquia no mínimo interessante, porquanto insiste no sexo oral…

(*) Já agora, fiquem a saber que a Google vai vender electricidade.

Internet, de tudo um pouco

O Buzz, nova ferramenta do Gmail, apareceu repentinamente no nosso correio electrónico, pouco depois de anunciado. De repente, sem saber como, eu tinha cinco seguidores e estava a seguir quinze pessoas. Veremos se o instrumento será pacífico ou levantará as polémicas do Google Street View.

O Irão, ao bloquear o Gmail, não terá acesso ao Buzz. Do ponto de vista obscurantista das ditaduras, chama-se matar dois coelhos com uma só cajadada. Já a UE parece caminhar em sentido oposto ao apostar numa internet grátis e neutra.

O Ipad, como seria de esperar, já conta com os seus detractores. Para a Apple não será o fim do mundo, mas não são boas notícias.

Mas o mundo em rede é feito por pessoas e não apenas tecnologia. Nesse sentido, não sei o que pensar destas duas notícias. Será que a sua entrada na net os vai separar, ou apimentar e dar novo fôlego a uma relação tão antiga?