O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas


Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.
Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado. Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.
De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.
Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…
Sem saber o que dizer, segureia-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?
É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.

ADENDA: Uma explicação do Professor Arnaldo.

Comments

  1. Caro professor Arnaldo, nem imagina quanto me toca este seu relato! Isto é a imagem degradante de um país que bateu mesmo no fundo. Tenho filhos , tenho netos e não imagino um deles com fome. Não imagino o meu sofrimento se os visse nesta situação! Se os visse nesta situação preferia morrer. Por isso eu sou ideologicamente adversário figadal do capitalismo. Por isso, nesta época de cimeiras de guerra, eu sou crente numa sociedadede paz, numa sociedade socialista, a qual, por imperfeita que seja, não permite que estas coisas aconteçam.

  2. júlia says:

    Caro colega Arnaldo:
    A sua história devia ser miragem, mas não é.O futuro vai de mal a pior.O colega, comece a
    dialogar com os olhos dos seus alunos e, vai ver mundos trágicos.Tambeém fui prof. e conseguia ver através da transparência dos meus alunos: fome,exclusão, sem afecto e abandonados…
    Até amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe

    • Isabel Leal says:

      Curiosamente, costumo dizer aos meus alunos, em tom de brincadeira que lhes leio os olhos… mas há tanto que me escapa!

  3. Paulo Costa says:

    Bem haja Professor Arnaldo pela partilha desta experiência em particular e dos seus pensamentos,

    Ninguém consegue ficar indiferente a este texto, porém questiono-me se muitos dos que fazem a sua leitura e com o seu conteúdo empatiza (é difícil um ser humano não a ter), ou até mesmo quem sofre com esta realidade, fazem depois algo por mudar este destino fatal dos nossos filhos.

    “Barómetro TSF-Diário Económico
    Sondagem: se as legislativas fossem agora PSD estava 17 pontos à frente do PS
    Se as eleições legislativas fossem agora, o PSD conseguiria 42 por cento das intenções de voto e aproximava-se de uma maioria absoluta. Segundo uma sondagem da TSF-Diário Económico publicada hoje, o PSD teria 17 pontos de vantagem sobre o PS, que com o anúncio de um pacote de medidas de austeridade perde apoio entre os portugueses.”

    Esta é a mudança que o Povo quer? Será que os Portugueses não percebem que o PSD, desde 1974, soma já 20 anos de poder contra 18 anos do PS? Que a culpa não termina em “quem lá está”? Será que os Portugueses não percebem que o verdadeiro Socialismo em Portugal, referido e bem pelo Caríssimo Sr. Adão Cruz, parece que só surgirá de partidos que não se intitulam por “Social/ista”? Dar a oportunidade aos partidos que nada mais têm conseguido do que fazer oposição aos atentados frequentes ao Povo, não seria a mudança que precisamos? Não será destes últimos que verdadeiramente precisamos porque são os que já estão a fazer algo por mudar (e não é de agora) ainda que com as “armas” da Democracia?

    “Todo o mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo” – Leo Tolstoy.
    “Tudo muda quando você muda” – Jim Rohn

    Um bem haja também a todos os leitores.

    • Mário Teixeira says:

      …vai daí, o camarada Jerónimo, em entrevista à Antena 1, (dia 4 Sexta-feira)anuncia que apoiará uma moção de censura (anunciada) contra o governo pondo-se do lado do PSD/CDS. Assim, assumo eu, o PCP é igualzinho à extrema direita! Assim, assumem eles, o PSD é o melhor para governar este país de tontinhos. Eu por mim, já não tenho idade para me meter em lutas. Também não me meti a comprar topos-de-gama e brutais vivendas (com piscina!!), nem férias nas Seishelles. Estou desempregado há muito tempo. Faço biscates e não dou um cêntimo que seja para bancos alimentares. Porquê? O povão de barriga cheia, NÃO SE REVOLTA! Eles sabem-na toda!!

      • Ana Carvalho says:

        CREDO lá porque o PC vai votar a favor de uma moção de censura contra o governo e o PSD também a vai votar não quer dizer OBVIAMENTE que o PC quer ver o PSD no governo. Essa ideia é simplesmente grotesca!! Os partidos não são equipas de futebol amigo. Lutam pelos seus interesses e o PC luta, e sempre lutou, pelos interesses do povo. E às vezes isso implica votar lado a lado com partidos ideologicamente opostos.

        Como disse o Álvaro Cunhal aquando do apoio do PC à segunda volta da candidatura do Mário Soares, algures numas eleições distantes: é tapar a cara com uma mão e pôr a cruzinha com a outra!

  4. Enquanto isto acontece com dezenas de crianças, há quem, despojado de escrúpulos e moral, decrete a miséria dos pobres, enquanto veste fatos “Armani” de milhares de dólares. Tal como há quem viva em palácios e receba, sem fazer o que lhe compete, principesco ordenado, a somar às várias reformas que, na mais absoluta desvergonha, continua a embolsar.
    Alguns, dizem-nos que isto é viver em «democracia». Eu prefiro dizer a verdade. Isto não é, nunca foi senão imoralidade.
    Entretanto, os tais militares «demokratas», auto-intitulados “heróis” do (fatídico) 25 de Abril, olham para o lado e vão continuando a alimentar a sua obesidade, física e mental, parasitando o povo.
    Obrigao professor, por partilhar esta sua experiência.
    Um abraço

    • Arcindo says:

      Tenha cuidado Sr Victor Cintra mas parece-me que está algo desfocado na sua pontaria e vai votar pelo Capital e não pelo trabalho, e como democracia é o poder do povo, e é o povo que trabalha como pode estar a fazer pontaria ao lado dizendo que são os militares de abril que estão a parazitar o povo … veja lá, mas pense bem que se o povo tem fome não é com os restos dos restaurantes que o vai alimentar!!!!!!!!!!!!!!!!

  5. Carlos Rodrigues says:

    A todos os que aqui postaram: as vossas intervenções só mostram que ainda há e sempre haverá esperança! Basta que a convertamos em certezas e consigamos dar, aos nossos filhos e aos filhos dos nossos filhos, a segurança de um amanhã melhor que este que trinta e cinco anos de “partidocracia” nos ofereceram. Mas para isso precisamos de amadurecer seriamente e reflectir se esta “Democracia” – que não se nega -, é aquela que, em Abril de 74, verdadeiramente idealizámos. Já agora reflictam também sobre as diferenças entre as Sociais-Democracias do Norte da Europa e a nossa (e mesmo aquelas já estão a mudar). É esta nossa “social-democracia” o este actual “social(ismo)/capitalismo” que queremos? Não basta comentar, criticar. É preciso reagir!

  6. Maria de Deus Paula Repolho says:

    O relato retrata bem a sociedade de neo-liberalismo selvagem em que vivemos.
    Estou inteiramente de acordo com o comentário da Fatinha Neve ( 15 / 12) : é preciso ir à luta e ” destronar” estes sucessivos governantes sem vergonha!!!

  7. Bem haja, professor.

    Eu não cresci numa aldeia, mas nas escolas onde andei (sobretudo na primária e há quase 30 anos) tinha muitos miúdos pobres e subnutridos. A única coisa que nos davam na escola era o pacotinho de leite achocolatado, mas naquela altura entre os pais e mesmo entre as crianças, lá se ia repartindo o lanche. Hoje em dia é uma realidade cada vez maior, mais dura e crua… naquele tempo não havia tanta gente desempregada como agora e muito menos tão jovens. Só podemos esperar por dias melhores, pela generosidade das pessoas e que estas crianças não entrem por maus caminhos… Deus sabe como precisamos que os adultos de amanhã sejam melhores que os de hoje.

    • Isabel Leal says:

      O meu leite na escola primária não era achocolatado e nem vinha em pacotes, era ao natural e aquecido em grandes panelas, de onde passava para as nossas canecas.

  8. ana morais says:

    Bom dia Professor Arnaldo,

    Li a sua mensagem, que me foi enviada por mail por uma pessoa amiga
    Sou mãe e tudo o que mais prezo na minha vida são os meus filhos, por eles dava tudo. Não consigo pensar ter de passar por essa situação – querer dar o necessário e não ter.
    Não tenho muito – ou talvez tenha! sem saber…
    Gostava de alguma forma poder ajudar. Não o posso fazer como certamente seria necessário, mas gostaria de dar um pequeno contributo.
    Neste sentido solicitava-lhe se possível enviar-me o seu NIB ou numero de conta e dizer qual é o banco, ou o numero de conta desta família que refere na sua mensagem.
    Muito obrigado pela sua disponibilidade
    O meu mail caso necessite de me contactar é ana.morais@cgd.pt
    Boas Festas

    • Apanho a boleia de Ana Morais, para pedir que me deixe ajudar. Porque do pouco se faz qq coisa, e eu, não sendo rica, felizmente posso ajudar.

      • Alguém muito triste por toda a história says:

        Ana e Dulce, muitos parabéns pela iniciativa. É de louvar pessoas como vocês.

        Se todos aqueles que estão na AR a receber milhares de euros dessem o seu contributo o nosso País não estava nesta miséria. Ver filhos a passar fome deve de ser das coisas mais dolorosas à face da terra.

        • Magda says:

          Reforço os meus parabéns à iniciativa da Dulce e da Ana.
          A minha perspectiva nestes dias que correm não é atribuir culpa a uns e a outros (hoje em dia já considero que a culpa é de todos e não é de ninguém) mas sim ser solidária com quem precisa mais..
          Sejamos solidários!!! Não percam tempo a distribuir a culpa pelo Estado da Nação.

  9. Rosa Valente says:

    Infelizmente parece que estas situações só têm tendência para piorar… Enquanto houver gentes corruptas que só pensam em seu próprio benefício e que seguem sonhos impossíveis onde TGV e outras obras megalómanas são consideradas indispensáveis a bem do progresso… enquanto um cada vez maior número de pessoas passa por dificuldades e sem fim à vista.
    É o Portugal que temos! Solidário apenas com os pobres corruptos que saltitam de poleiro em poleiro à procura de regalias cada vez melhores.

  10. Ilustre Professor Arnaldo. É impressionante o teor do seu relato fidedigno. Quantos países já apoiamos nomeadamente africanos , não vendo nisso qualquer acto pejorativo mas nós cá dentro com gente no limiar da pobreza e ninguém os apoia. Faz-me lembrar a história dos barcos carregados para Espanha com trigo, enviados sob alçada de António Oliveira Salazar no qual aludiam na proa em letras bem vincadas ” SOBRAS DE PORTUGAL ” e os portugueses a morrerem de tuberculose, com comida racionada, havendo senhas para tudo. Nos tempos hodiernos o quão de dificil é ser docente, constatando alunos indigentes e por vezes sem se poder socorrer a todos até porque os docentes não ganham ” Rios de dinheiro ” passe a hipérbole. Um abraço e os governantes que leiam este nefasto e hediondo episódio – Almeno Silva

  11. João Ramos says:

    Posso dar uma sugestão que julgo ser muito útil? Recebi um email que não esqueci. Se a maioria dos portugueses votassem em branco, o actual sistema político seria obrigado a mudar. Votar em branco é o mesmo que dizer que não estamos satisfeitos com a actual forma de governar, é dar um cartão vermelho aos políticos. Também é uma forma protesto legal vamos mudar?

    • Isabel Leal says:

      E não poderá ser um boletim aproveitado para colocar uma cruz onde muito bem lhes apetecer? de momento acredito em tudo… e em branco não voto mesmo!

  12. Luís says:

    Realmente vergonhoso, para os nossos desgovernantes.
    O que é que estamos á espera para correr com estes senhores que pensam que são donos de Portugal há mais de trinta anos?.
    Parece que afinal só as cores das moscas é que mudaram e cada vez há mais…

  13. Alnunes says:

    Por tudo o que já foi dito aqui, e por tudo o que sabemos sobre o estado vergonhoso a que este país chegou. Esta forma de governar merece o cartão vermelho, de que nos fala João Ramos, no poste deste fórum. Também votarei branco, porque considero que esse voto é denunciador do nosso descontentamento. Se não votarem branco, votem à esquerda, votem à direita, mas por favor, mais votos de confiança nesta cambada de incompetentes, não!…

    • Isabel Leal says:

      e o pior é que o voto em branco também nada resolve…

      • Tal como diz o Joaõ Ramos, resolve sim…. temos é de ser bastantes a votar em branco.
        Mais vale votar em branco do que não votar. Ao votar em branco afirmamos não concordar com nenhum dos candidatos, quer sejam partidos, ou gurpos!!!

  14. Leonor says:

    Não tenho palavras para demonstrar a minha revolta, mágoa, etc. Tudo é de lamentar, mas quando as vítimas são crianças a revolta é maior, pois nós adultos temos outras defesas, as crianças não.
    Gostaria de saber de tem algum dado adicional que me permita ajudar de alguma forma, nomeadamente o NIB desta família. Não se trata de esmola, trata-se de puder aliviar de alguma forma este fardo, pois emprego que é efectivamente o que esta família precisa não é possível proporcionar.
    Este é o retrato do nosso país, onde a venda de carros de luxo subiu 50%.

  15. Célia Almeida says:

    Boa tarde!
    Na sequência do texto publicado sobre a fome nas escolas, eu pessoalmente optei por a divulgar junto de colegas meus (professores), no sentido de os alertar para esta situação.
    Acontece que os meus colegas, que não sei se por descuido ou por não terem percebido a situação, divulgaram esta história, utilizado o reencaminhamento de mensagens, onde estava explicito o meu contacto pessoal.
    Actualmente tenho tido alguns contactos de pessoas que individualmente pretendem colaborar na resolução destes problemas. Tenho ainda um contacto de uma associação de pais de uma escola que me solicita que indique a forma de como contactar com a família e a escola onde está a criança, e ainda me solicitam a divulgação pública de outras situações idênticas.
    Neste sentido tenho necessidade de entrar em contacto com o aventar Arnaldo Antunes.
    Agradeço que lhe forneçam o meu contacto para que possamos trabalhar em conjunto na resolução de problemas desta natureza e para aproveitar a gentileza/solidariedade de alguns membros da sociedade portuguesa.
    Agradecendo a atenção dispensada, subscrevo-me, com os meus melhores cumprimentos.
    Atenciosamente.
    Célia Almeida

  16. José Ramos says:

    As situações dramáticas como esta que nos é relatada pelo professor Arnaldo Antunes vão fazendo parte cada vez mais do nosso quotidiano.
    Como membro de uma associação de pais, posso dizer que infelizmente em muitas das escolas do nosso país, os casos de fome, de novos pobres, estão a aumentar e como o Estado não resolve, são as Direcções escolares que tentam encontrar respostas como, por exemplo, as campanhas de recolha de alimentos e outros produtos e a abertura dos refeitórios ao fim-de-semana como já acontece em certos concelhos.
    Em muitos outros casos são as autarquias a reforçar o apoio social enquanto podem e não lhes cortam nos orçamentos.
    Só que estas respostas têm um carácter temporário e o que famílias como esta que protagoniza o relato do professor Arnaldo Antunes necessitam, são respostas que garantam a estabilidade familiar, quer em termos emocionais quer em termos materiais.
    De uma forma ou de outra, todos sentimos uma revolta muito grande quando temos conhecimento destas situações e nos interrogamos que país é este que se diz democrático, na primeira linha do desenvolvimento, no pelotão da União Europeia, etc, etc, e permite a existência de tais situações?!
    Porque temos direito à indignação, há quem proponha o regresso ao passado ou o voto em branco nas próximas eleições legislativas!Todas as sugestões são legítimas, dependendo do ponto de vista de cada um, mas experimente-se falar delas a esta mãe e podemos facilmente depreender o que ela pode sentir e dizer!
    Certo é que nesta família não entra o sustento,ou pelo menos o suficiente, para ter mais que uma sopa na mesa, porque os pais estão desempregados. Penso, por isso, que a prioridade das prioridades deveria ser ajudar a que, pelo menos, um deles conseguisse arranjar um emprego, um trabalho remunerado.
    Não sei qual a zona onde vive esta família,mas talvez o professor Arnaldo Antunes, apoiado por mais algumas boas vontades, possa dedicar algum do seu tempo a esta tarefa.
    No entretanto, há que aproveitar toda a solidariedade nomeadamente a ajuda financeira através do NIB.

  17. aloucura says:

    Prof Arnaldo, por favor, não deixe passar em branco essa situação. É possível obter o nib dessa família? Por muito envergonhada que seja a pobreza temos de fazer algo e sbtd pensar nas crianças. Mais vergonha é imaginar aquelas crianças com fome. A serio. Obrigada
    O meu email é: aloucura.blogspot@gmail.com

  18. A vergonha a que chegamos.
    Colocar lado-a-lado histórias incógnitas como esta e as gordas dos jornais de que sempre se fala – casos de corrupção, tráfico de influências, dinheiros públicos e privados mal geridos ou ordenados milionários – é esconder a cara no desespero da impotência, a acompanhar a vergonha de quem, na pobreza, raciona pão para os filhos…
    Será divulgada, a história.

  19. Não o fiz no devido tempo, mas hoje redimi-me e já coloquei no meu blogue pessoal e no facebook

  20. Vamos verificar que, Cavaco SIlva vai vencer as eleições, nas proximas eleições, ou vence o PS ou o PSD, e continua tudo na mesma. A politica é como o futebol, há pessoas que gostam e outras que não gostam, mas nunca mudam.
    PENA QUE EU TENHO DESTE PAIS!
    Pena que eu tenho de ter nascido em Portugal e ter que educar os meus filhos aqui!!!!!

  21. quero agradecer-lhe pelo que trabalho que todos os dias faz ao ensinar os nossos jovens, sendo eu um deles e, em especial, pelo solidário gesto que fez hoje.
    muito obrigada .

  22. Tralha Do Melhor . says:

    Solidariedade é preciso sim. Mas, não resolve o problema. O problema não está só nos nossos governantes estão em nós povo, que lamento não somos dos mais cultos. Assisto todos dias a coisas que sinceramente nem as comento. Uma das coisas que podemos fazer é COMPRAR Português, e deixar de ir a lojas ridículas como dos chineses não criam riqueza nem a nós, nem aos Próprios. No Luxemburgo estas lojas não EXISTEM não é por acaso que aquele pais tem uma das melhores qualidades de vida da Europa.

    Desculpem se fugi ao tema, mas de facto não é preciso dar o peixe.Precisamos é da cana. Para cada um de nós poder ir pescar o peixe.

  23. Márcio Carreira Nobre says:

    Caro Prof. Arnaldo,

    O seu texto tem emocionado muita gente e há algo que já se pode fazer para tentar ajudar esta senhora e as crianças. Sugiro que tente saber o NIB dela e o divulgue para que quem quiser faça uma contribuição para a ajudar, porque, de facto, a história é de arrepiar.

    Mais do que politizar situações reais de quem sofre efectivamente, há que fazer algo de concreto e ajudar.

  24. Flora says:

    Bem haja!
    Não deixe de me contactar com a informação onde posso deixar o meu donativo (embora a minha vida tb esteja de alguma forma condiconada pelo salário q poderei, ou não, receber no fim deste mês, sei que posso ajudar c/ algum donativo).
    f.correia@hotmail.com
    Flora

  25. Arnaldo Antunes says:

    Caros leitores,

    Agradeço todos os comentários que deixaram e a vossa preocupação com o caso que denunciei. Na impossibilidade de responder individualmente, decidi escrever um outro texto sobre o assunto: http://www.aventar.eu/2011/01/07/o-diario-do-professor-arnaldo-ainda-o-drama-da-fome-nas-escolas/. Voltarei ao tema logo que possível.

  26. Armando Martins says:

    Desculpem mas o meu Portugues nao é muito bom, por isso vai em Ingles
    Dear Arnaldo Antunes, This is the most tragic information I have see in my 70 years of age. I am from Angola where I left a lot o money stack to the ground because the Portuguese goverment. It is absurd that this type of tragic live still existe on the 21 century. I have translate your message in to Inglish and have put it on my bank notice board. I am indignated by what I have after translate it in to Inglish.
    Could you be kindly enought to send me any email with your phone number so I can contact you to discuss something about this family needs urgent. Sorry for this been in Iglish.
    As minhas sinceras desculpas pelo text ser In Ingles

  27. Outsourcing. Uma empresa candidata-se a fornecer os almoços mediante determinado orçamento. Ganha a empresa que apresentar o orçamento mais baixo. Depois as funcionárias cortam na quantidade para que se possa poupar e a empresa consiga ter lucros gastando abaixo do dinheiro que recebeu pelo orçamento aprovado.

  28. José Almeida says:

    Pois, as escolas têm destas coisas. Uns coitados, sem nada de comer e com os pais desempregados. Outros, dizem ser professores e em vinte anos nem uma aula deram (parasitas ao serviço de sindicatos), lutam por reformas douradas de 3.000 euros. Esquecendo aqueles que mais precisam.
    Vamos deixar de demagogias e exigir um imposto social de dez por cento do ordenado acima de determinado patamar para a acção social, para aqueles que verdadeiramente precisam.
    Revolução social já, é preciso…

  29. Ana Paula Canteiro says:

    Só hoje li o desabafo… Infelizmente é isto que nos espera a nós e aos nossos filhos. A fome já está instalada em Portugal há alguns anos, mas tão grave como no momento nunca esperei. Sou professora de uma escola do Algarve e nesta zone do país sempre me deparei com casos de fome . Agora mais do que nunca devido ao aumento de a lunos… dos países de leste que cada chegam diariamente a esta região e com eles trazem a desventura e a fome.Todos devemos denunciar estas situações.. Mas infelizmente pouco conseguimos fazer, porque aqueles que são solidários estão com graves dificuldades financeiras e os outros… esses só querem saber de encher cada vez mais os seus bolsos…
    Obrigado por ter partilhado com todos o que de mais triste há no mundo… uma criança com fome e… uma mãe de mãos atadas que vê a miséria em que vive e nada pode fazer.
    Paula Canteiro
    E.B.1 de Silves n.º1

    • José Ribeiro says:

      Sinto uma tristeza no meu interior só em pensar que estas situações acontecem hoje em dia, mas o que leva a estas situações é o desemprego das pessoas que para trabalharem são velhas e para a reforma são novas e a fome tende em alastrar devem as autoridades competentes estarem à alerta para estas questões e não deixarem que as pessoas caiam na miseria sem terem ajuda!

  30. Helen says:

    Caro Colega,
    Revi-me no seu lugar pois o seu drama é também o meu.A mãe de um dos meus alunos de CEF, ela e família durante uma semana comeram apenas nestum.O que estou a fazer para ajudar , conjuntamente com as assistentes sociais é solicitar ajuda ao Banco alimentar.
    Este drama ainda só agora esta no início….esperemos agora pelas reduções….

    • Isabel Leal says:

      Nestum!!!!!??????

      • Carla Nobre says:

        Só hoje li esta situação…e de dia para dia este tipo de situações está aumentar. Eu e várias pessoas amigas de animais, sim animais, temos vindo a unir-nos e a ajudar familias carenciadas que passam fome, mas que não deixam nunca de se preocupar com os seus membros da familia que têm 4 patas.
        E cada vez mais me tenho apercebido que há muita gente a lamentar, mas muito poucos a chegarem-se à frente, a efectivamente ajudar quem tanto precisa… especialmente estas crianças que não sabem porque têm de passar por estas privações! Quando me falam do Banco Alimentar até me dá arrepios… Será que têm consciencia das ajudas que o Banco Alimentar dá? Então eu digo-vos de casos concretos que conheço. O Banco Alimentar entrega PALETES de arroz, ou seja quilos e quilos de arroz POR SEMANA, sempre às mesmas pessoas. Não interessa se de facto elas precisam ou não! E depois temos pais aflitos com a situação dos filhos, a quem é entregue uma lata de Salsichas e um Bolycao porque o arroz está todo na despensa de alguem que não dá saída a tanto arroz! É verdade o que vos digo! É triste mas é! Portanto não sei se devem contar com este famoso Banco Alimentar, que gosta tanto de aparecer na televisão, se calhar o melhor é cada um de nós comprar um pacote de leite, arroz, carne, peixe, pão.. para evitar que esta familia passe fome. Obrigada.

  31. manuel sousa rego says:

    concordo . com srº joão ramos, votos em branco no geral ou não irem ás urnas,
    no entanto , se o governo controlá-se o dinheiro do povo em vez de o dar a quem não contribui para o progresso do país e do povo , e controlá-se os corruptos. esse dinheiro poderia salvar a falência de muitas firmas, assim haveria menos desemprego , acho que não será necessário tirar cursos para ver o que está á frente de nós. Os politicos em vêz de andarem a dizer mal uns dos outros , porque todos eles são possivéis pecadores ,se agissem , em vez dizerem, iremos fazer, e não passa disso , isso sim, seriamos um portugal portugûes , assim,somos um portugal chinês.
    tenho orgulho de ser português , mas não tenho orgulho de trabalhar em portugal.mas enquanto isto não muda, essa familia não pode esperar. agradeço seguimento da situação, srº Arnaldo.e louvado seja o acto.abraço.

  32. Dos muitos Emails que recebo, existe uma pequena parte que reencaminho para os meus contactos, mas este é tão forte e dramático, revelador do maior drama que a sociedade portuguesa está mergulhada.
    A pobreza envergonhada é na minha humilde opinião de um simples observador da realidade prática da vida diária dos meus concidadãos.
    Nesta perspectiva reencaminhar não basta. Tenho o dever de levar este relato ao maior número de pessoas.

  33. Rico trabalhador says:

    Decididamente não cabe neste espaço, nem é adequado, um pouco mais de contestação social. Portanto DESCULPEM !
    Tinha apenas que opinar sobre isto — à medida que as economias familiares se afundam e a tal crise começa a tocar a muitas portas onde mal se tinha ouvido falar dela, noto cada vez mais que se está a instalar uma “rico-fobia”.
    Eu não sou rico, simplesmente vivo bem, com um bom salário fixo, mas há poucos anos atrás, estava no caminho para me vir a tornar rico, devagarinho…
    Ora, esse caminho foi construído com ÁRDUO TRABALHO que se estende todos os dias 12h e por vezes inclui fins de semana e no mínimo uma semana de férias (das quatro devidas).
    Ainda hoje assim é. Agora infelizmente já não é para enrriquecer, é só para aguentar o “barco” (leia-se a minha empresa).

    Só porque ganho cerca do dobro do salário médio português, devia ser taxado em mais 10% de imposto social ?
    Não posso comprar um carro de semi-luxo com DOIS ANOS de salário só porque é uma afronta aos pobres ?
    Mereço tudo o que ganho. E estimo os meu empregados como se fossem colegas, sempre zelando para mantenham as suas economias familiares equilibradas.

    Há aí muitos ricos a roubar. Graças a Deus há muitos mais que não roubaram nada a ninguém, nem tiraram proveito da desgraça alheia. Simplesmente trabalharam e tiveram sorte e saber.

    Quanto ao caso da família (que também me tocou), não transferiria euros, por respeito aos milhares de famílias que atravessam a mesma miséria e aos quais eu estaria a “fechar os olhos” para ajudar estes.
    Se o Banco Alimentar não chega lá, há que criar mais iniciativas idênticas, para ajudar TODOS os que precisam.
    Instituições como essas é que precisam de ajuda para ajudar ORGANIZADAMENTE.
    Se todos os que leram este blog e o email que circulou transferissem 5 euros para a conta daquela família, eles ficariam ajudados em excesso.
    E como sabemos, a ajuda em excesso só cria acomodação (rendimento mínimo ? anyone ?).

    E pronto, agora já me podem odiar à vontade por este post, mas por favor distanciem-se dos casos isolados e pensem em GRANDE ! Há um país para salvar, não apenas um bairro.

    Respeitosos cumprimentos ao autor do Blog e que sempre mantenha o seu humanismo enquanto exercer a nobre profissão.

    • Isabel Leal says:

      Nunca dou dinheiro a ninguém… mas contribuo sempre para o banco alimentar e nunca recuso comida a ninguém. No entanto, já alguns pedintes recusaram a comida que lhes ofereci. E acho que não preciso de dizer mais nada.

  34. lena potter says:

    Caro Professor Arnaldo, realmente é uma tristeza ler um comentário destes mas agradeco-lhe de o ter feito pois quantas mais vozes como a sua forem ouvidas em Portugal e na comunidade portuguesa no estrangeiro melhor. O povo Portugues aparenta ter perdido sua estima própria e continua a deixar politicos corruptos governar o país. Todas as semanas eu falo com meus pais e todo o tempo eles me dizem que a situacao no nosso país está decadente ao ponto de só ver para acreditar. Aonde foi a paixao de nosso povo? O povo unido tem a capacidade de fazer mudanca, e se isso nao for feito mais e mais jovens e familias deixarao portugal e por fim nosso país deixará de existir. O tempo para mudanca está aqui, os nossos jovens e criancas merecem que nós lutemos por eles. O futuro deles resta em nossas maos, e nossa consciencia deverá nos levar adiante e demandar dos politicos reforma a 100%.

  35. jose gonçalves says:

    Só quem passou por isto é que sabe dar o verdadeiro valôr, não tenho vergonha nehuma em descrever o que se passou com a minha familia, oriundos de uma familia paupérrima,lá para as bandas da Beira Alta, cinco irmãos mãe a trabalhar a dias vinte e cinco tostões era quanto ganhava comprava-se um pão escuro de dezassete tostões, o pai nas minas com um vencimento baixo, nos períodos de chuva não se podia trabalhar, não se ganhava, íamos descalços para a escola e naturalmente, mal nutridos valia-nos o caldo ao almoço na cantina uma dávida do Salazar ( sem saudosismos….) e o resto só Deus sabe. Zé terras.

  36. Isabel Leal says:

    E o que me fez cair as lágrimas é que, também eu, já fiz alguns comentários sobre alunos de que tanto me arrependi depois… Histórias loucas de que nem nos apercebemos! Como cometi há pouco tempo um deslize idêntico, embora não relacionado com o tema da fome (pelo menos que eu saiba!), nem por escrito, pois passou-se com um aluno do 10º ano, onde já não existem as «cadernetas», tenho tentado ser muito mais cuidadosa com os juízos de valor que faço. Tantos são os alunos que nós julgamos uma «nódoa», umas «bestas» que não fazem nada, etc… etc… etc… e que se conhecêssemos as suas vidas os passaríamos a achar «heróis»!…

  37. Acabo de ver nas notícias a palhaçada na AR,o CDS pede para baixarem os honorários dos gestores de diversas empresas aonde conseguem ganhar mais que os presidentes de vários países europeus e até dos Estados Unidos,a resposta de toda a parte é que eles também fizeram aumentos quando estiveram no poder…só se vêem ataques mas soluções nenhumas.
    Mas porque é que este governo não tem “tomates para as grandes decisões e só os têm para lixar os pequenos…tudo isto me vem em mente pela história daquela mãe…pedem-se cortes mas não para eles governantes desgovernados…
    Caros Senhores isto só mudará à porrada!!!

  38. Telma Félix says:

    Infelizmente a situação relatada multiplica-se pelas escolas do nosso país e cabe-nos ajudar conforme podemos.
    Por vezes a frustação assola-nos por saber que podemos fazer tão pouco… mas não podemos nunca baixar os braços! É preferível fazer pouco a assistir de braços cruzados enquanto o nosso país definha!
    Por isso, caro colega, 10 euros podem parecer pouco mas significam que se interessa, que se preocupa, que não ficou parado. E isso é muito.
    Obrigada.

  39. Paulo Correia says:

    é de pessoas como o sr. que é preciso.Não é como a maior parte destas pessoas que responderam que se faz alguma coisa.escrevem,escrevem,escrevem e não dizem nada,ora é politica,ora é futebol,ora é leite achocolatado,ora é ingles,etc…santa ignorãncia. Estou disposto a ajudar pessoalmente estas e outras pessoas que conheça.faculte-me p.f. o contacto desta familia ou outras que tenha conhecimento para poder “agir e não só escrever.” ajudar.
    Cumprimentos.

  40. francisco zenkl says:

    Boa Tarde, li agora este relato e não consegui ficar indiferente! Peço que se for possível fornecerem-me o contacto desta senhora que o façam. Há tanto dinheiro mal gasto e esta é uma oportunidade para o gastar ajudando alguém que precisa.

    Agradeço que me respondam.

    Com os melhores cumprimentos

    Francisco Zenkl

  41. Victor says:

    Sou Português vivo no EUA desde 1987 e fico triste pelo nosso povo não reagir mais drasticamente só nosso governo que só governa a si mesmo

  42. Americo says:

    Caro Professor Arnaldo, admiro a sua coragem em divulgar situações deste tipo que ajudam a despertar mentes que nunca passaram por fases difíceis. Infelizmente, também já tive em determinada fase da minha vida, desempregado e tendo a esposa com doença oncológica, de recorrer ao banco alimentar durante alguns meses. Assim que me reformei, mesmo com o valor de reforma baixo, optei por dar a vez a quem precisa mais do que eu. Vou gerindo o pouco que recebo. Mas penso que chegou a altura de todos os portugueses poderem fazer alguma coisa para alterar o rumo deste País, nas próximas eleições, votando em algo de diferente da maior parte dos governos que nos têm desgovernado.

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