Exílio (o repto a um repto a um repto a um repto de um amigo)

O Carlos Fonseca, às vezes, lança-me reptos simpáticos e amigos que eu nem sei se mereço. Desta vez brindou-me com Chico, também Julinho da Adelaide, e desenterrou do baú a saga da MPB dos anos de chumbo e de exílio dos seus criadores.

O Carlos merece que eu encha o meu cálice em sua honra e renove o brinde: esta canção, ou melhor, esta atuação e declarações juntamente com a canção, em 1968, remeteram Caetano Veloso e Gilberto Gil para o exílio londrino em 69.

Um conhecimento razoável da história da música popular bastará para que se perceba uma coisa: não fosse a censura e a contenção de danos (vulgo repressão) e esta música -de que se apresenta um extrato e a ligação para a versão integral – faria os possíveis por incendiar o Brasil de 68. À tua, Carlos.

Comments

  1. carlos fonseca says:

    Caro Pedro,
    Estou muito reconhecido. Há sempre um tempo e um lugar para encontrar alguém que, na vida, pensa, age, desfruta e luta pelos ideais com que nos indentificamos.
    Viva os Tropicalistas, o Jobim, o Vínicius, o Chico e todas as grandes figuras da MPB!
    Um abraço.

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