Cama, mesa e roupa lavada

Nada de salários. O sonho do verdadeiro empreendedor. É bom que os esclavagistas se assumam.

Comments


  1. Chama-se “voluntariado”, não sei se está familiarizado com o conceito…

    No artigo: “(…) um projecto de voluntariado em que oferecem à comunidade os seus serviços”. Diz que saber ler também ajuda.


  2. O conceito de trabalho voluntário em prol da comunidade, porque se vive de rendimentos ou no tempo livre de quem trabalha? estou.
    Oferecer, em desespero, um serviço que deve ser assegurado pelo estado (é para isso que os seus beneficiários pagam impostos), a troco de cama, mesa e roupa lava é outra coisa. Em linguagem histórico-económica anda muito perto do esclavagismo (valha-nos que as enfermeiras ainda são propriedade de si próprias).


  3. Como se caminha para trás – que supiro de alívio a sociedade civil resolver cada vez mais o que compete ao Estado que se demite de ser Estado – Sobra dinheiro para mais “dividendos” por “eles” – quantos “trabalhadores” directos (incluindo acessores e chauffeurs), há para o governo central e autárquico ? Só alguns de nós trabalha para esse “exército”- Já mal trabalho para mim – acrescem os parlamentares de Bruxelas – quantos milhares alimentamos – quem lista todos eles ?? E até o chauffeur ganha mais do que eu – julagava eu que estava num “topo” e estou, apenas que abixo do Ordenado mínimo de Inglaterra e França e até Irlanda – bam me dizia há anos um estupor de colega inglês – ganhas isso – mas a minha “femme de ménage” ganha mais do que tu – sei que era verdade na altura


  4. J.J. Cardoso, está a discutir duas coisas ao mesmo tempo; se quiser discutir o que eu acho da desertificação do interior e do encerramento de serviços públicos (o que leva a um efeito pescadinha-de-rabo-na-boca), pergunte-mo abertamente.

    No entanto, o post e a minha resposta não são sobre esse tema. São sobre voluntariado como ferramenta de promoção profissional. É uma técnica muito usada nos últimos anos em várias áreas profissionais – nomeadamente na que eu conheço melhor, a tecnológica, e também (que conheço por proximidade familiar) em educação de infância. Esse voluntariado pode ser feito de inúmeras maneiras (por pessoas empregadas e desempregadas, estudantes, profissionais, amadores, a tempo inteiro ou quando o rei faz anos, numa empresa ou como projecto pessoal), e ter como retorno várias valências, desde a doação monetária, até ao mero reconhecimento do meio profissional.

    Deixando de lado a área profissional, o que elas fizeram é empreendedorismo, sim. Fazem um investimento inicial (os três meses iniciais) com vista a um potencial retorno (contrato com a junta de freguesia), que é o que fazem todos os empreendedores. Palmas para elas.


    • Marco, com qualquer outra pessoa estaria disponível para discutir o que é ser voluntário à força, o que são relações de trabalho, etc. etc. Conhecendo-o como o rematado idiota, e ainda por cima casmurro que é, não vou perder tempo consigo. Vá trabalhar à borla, e seja “empreendedor” no país com mais micro-empresários da Europa, depois da Grécia, é claro. Como dizia a minha avó, quem corre por gosto não cansa. Quem gosta de ser explorado também não.


  5. Já agora, é procurar declarações das próprias sobre o assunto: muito, muito longe do título asqueroso e enviesamento geral do artigo do Público.

    Já encontrei na Renascença e no Sol, para além de jornais locais (vantagens de viver na “zona afectada” e não nas torres de marfim dos grandes centros urbanos).

    É uma chatice quando a realidade não se coaduna com a nossa ideologia…

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  1. […] descobri neste texto do João José que há uns rapazes muito giros e arejados, cheios de ideias modernaças e marialvas, que chamam […]

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