Biblioteca do Gigante

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Detesto os monopólios, os grandes grupos que sufocam e esmagam os pequenos até não mais terem concorrência. É assim em diversos sectores da economia e os exemplos não são tão poucos como isso.
Já ando para escrever este post há algum tempo. Mais precisamente desde a escolha dos manuais escolares do ano passado, em que nos eram dados a escolher manuais de 3 ou 4 editoras diferentes. Olhando com atenção, todas elas pertenciam ao Grupo Porto Editora. Um dos tais monopólios de que falava acima.
Terá sido mais ou menos na mesma altura que tomei contacto com um contraponto daquilo que é hoje a Porto Editora. A Biblioteca do Gigante, da Lusoinfo, é um projecto excelente direccionado para crianças dos 4 aos 6 anos, ou seja, para o pré-escolar. E para além da qualidade, que me tem permitido muitas horas de lazer com as miúdas, o que me chamou a atenção foi o facto de ser um projecto de uma pequena editora que mostra que, apesar das políticas públicas que teimam em destruir o tecido económico produtivo português, há muita coisa boa que continua a fazer-se em Portugal.
Em breve publicarei sobre outros projectos. Projectos que têm tudo para dar certo e que espero que dêem – assim chamarei a este conjunto de posts.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Pois é Ricardo – os monopólios e/ou multinacionais são uma pecha – mas há os que não desistem e não fazem “comida de quartel” e lá continuam na “comida tradicional” à medida do prato de cada um – Ontem vi na TV algo sinistro (já é a 2º vez e da 1ª vez vi há uns anitos) sobre a “care” “e multicare” dos USA -seguros de saúde que não existem não dão nada a ninguem, inventam listas de medicamentos e outros dispêndidos no “hospital”, inventam farmácias que não têm senão o espaço e as lombadas dos remédios, inventam doenças para internar pessoas e depois caçar biliões ao Estado – E eu só penso no melhor SNS do mundo – o nosso – melhor mesmo do que o inglês mas que não lixaram e lixam o nosso irreversivelmente – que querem mais e mais privatizar e até cortar na ADSE (notícia de há 2 dias) e vamos assemelhar-nos aos USA – na medicina – no ENSINO – no material escolar – Quando era menina os livros eram para mim todos e cada livro, dois anos depois e ficavam como novos pois eu nem sei estragar, serviam ainda para meu irmão e não era a profusão de “manuais” de hoje, eram mais do que suficiente e aprendíamos e sabíamos – E recordo que meu paizinho deu ordem numa livraria para nos vender o que pedíssemos – era bonito – e nem sei se mais algum menino tinha esta benesse paterna – mas ninguém vendia a impingir nada nem nós comprávamos o que não era preciso e, tantos anos depois, ainda guardo o que não se perdeu, incluindo o Missal e o Livrinho de português de 1923 da Comunhão Solene que guardo com amor por minha mãe que mos deu – e são relíquias – como guardo aquelas caixinhas estreitas de madeira para guardar lápis que são tão lindas) a mudar de cidade de viver – Dá às tuas duas “princesas” muitos abracinhos doces com toda a minha ternura porque eu continuo a ser criança – e a tua mulher também – santo Natal para todos-mcor (tenho saudades de ser pequenina e de confiarem em mim assim – e de gostar de livros e de palavras e de aprender o que aprendi e de ir para o Parque brincar e saltar à corda e andar de biciclete e de patins e de cair e esfolar os joelhos e de pôr mercurocromo para tratar) – Até para o ano que vem e que venha por bem para todos nós -Bem escrevi afinal um cartão de Natal diferente do habitualmas não sei fazer copy-paste de uma imagem bonita – imaginem-na

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