Há 25 anos, o FC Porto foi ao céu buscar a única jóia que faltava na sua coroa

Da esquerda para a direita. Em cima: Lima Pereira, Inácio, João Pinto, Jaime Magalhães, Geraldão e Mlynarczyc. Em baixo, Madjer, Rui Barros, Sousa, Gomes e André.
Da esquerda para a direita. Em cima: Lima Pereira, Inácio, João Pinto, Jaime Magalhães, Geraldão e Mlynarczyc. Em baixo, Madjer, Rui Barros, Sousa, Gomes e André.

Com a vitória na Taça Intercontinental, em 13 de Dezembro de 1987, o FC do Porto foi buscar ao Céu a única jóia que faltava na sua coroa. Ao céu não, ao inferno! Uma neve infernal que durante 120 minutos não parou de cair num relvado (?) completamente impraticável. Mas a magia do melhor jogador que alguma vez pude ver ao vivo, Rabah Madjer, acabou com o sofrimento e deu mais uma taça internacional a Portugal.
Nesse dia 13 de Dezembro de 1987, faz hoje 25 anos, o FC Porto vingou o nosso Benfica, que na Taça Intercontinental de 1961 sucumbira por 5-0 face a esse mesmo Peñarol.
A 25 anos de distância, era eu um puto de 16 anos, valeu bem a pena acordar às 3 da manhã para ver mais um jogo da nossa alegria.

Eis o jogo integral: Continuar a ler “Há 25 anos, o FC Porto foi ao céu buscar a única jóia que faltava na sua coroa”

Quem muda sempre alcança

Uns dias atrás reclamei aqui de umas cenas da Fenprof, nomeadamente de alguns desatinos na sua relação com a internet.

Uma, a ausência de um simples feed na sua página, está resolvida; agora ele existe neste endereço (não clique, os feeds servem para usarmos via Google Reader ou outro aplicativo do género, permitindo que os locais que nos interessam nos apareçam à frente sempre que actualizados, ou seja: poupando muito tempo, facilitando a nossa relação com a net, esse mundo dentro do mundo onde o excesso de informação é o grande problema).

Fica a nota, e os meus aplausos.

Aulas assistidas? Este ano, não!

Caríssimo Professor, se anda atrás do Excelente, sugiro que termine a leitura do post agora mesmo. Se é, como eu, dos que está farto destas amostras de avaliação que os Governos, uns atrás dos outros, teimam em tentar implementar então faça o favor de continuar.

E vamos começar pelo fim, só para facilitar a leitura.

O SPN e a FENPROF tinham já, nos respectivos sites, respondido às questões sobre avaliação. O MEC  decidiu copiar o modelo e divulgou há dias um conjunto de esclarecimentos onde podemos encontrar esta questão respondida de forma muito clara:

Questão 6. Quem deve apresentar requerimento com vista à observação de aulas no ano  letivo de 2012/2013?
Devem apresentar requerimento com vista à observação externa de aulas no corrente ano letivo:
i) Os docentes de carreira posicionados no 2.º e 4.º escalões que completem o  tempo de serviço de permanência no escalão entre 1 de janeiro de 2014 e 31 de  agosto de 2015, desde que optem por realizar a observação externa de aulas no corrente ano lectivo e não pretendam recuperar a classificação da observação de aulas obtida em modelos de avaliação do desempenho anteriores;

Assim sendo, há duas coisas que são certas: Continuar a ler “Aulas assistidas? Este ano, não!”

E agora?!

acordo_ortografico1

 

 

Segundo o dicionário Infopédia, da Porto Editora, nado-morto, tomado como adjectivo, significa: “que foi dado à luz sem vida”. O mesmo dicionário dá como definição complementar, em sentido figurado: “que fracassou logo no começo”.

Nada melhor para classificar, mais uma vez e depois de todas as polémicas, o mais recente (des)acordo ortográfico.

Segundo o editorial da “Sábado”, “o Brasil anunciou que pretende adiar a aplicação desse acordo de 2013 para 2016”. Fosse só um adiamento, e compreender-se-ia que nem todos os países de língua oficial portuguesa cultivem as alterações à escrita ao mesmo ritmo. Mas não foi isso que aconteceu. Segundo o ministro da educação brasileiro, “esses três anos não vão servir para preparar a aplicação do acordo – vão servir para o contrário”, porque a norma, já em vigor em Portugal, ficou “muito aquém do que se poderia fazer”. Continuar a ler “E agora?!”

A força das convicções

 Note-se a posição correcta do corpo, optimizada com vista a atingir a máxima eficiência. Delicioso o pormenor do deputado pugilista ter o cuidado de ter, anteriormente, tirado a gravata, de forma a conseguir maior alcance, precisão e força
Note-se a posição correcta do corpo, optimizada com vista a atingir a máxima eficiência. Delicioso o pormenor do deputado pugilista ter o cuidado de ter, anteriormente, tirado a gravata, de forma a conseguir maior alcance, precisão e força

Rui de Brito Mendes

A expressão “força das convicções” ganhou um novo significado na primeira sessão da nova legislatura, resultante das eleições na Ucrânia – país onde o presidente do principal partido da oposição, o ex-primeiro-ministro Yulia Tymoshenko, está preso, condenado a uma pena de prisão de sete anos por razões políticas, segundo diz a União Europeia.

Faltam ocupar 5 dos 450 lugares do parlamento após acusações generalizadas de fraude. Em cinco distritos eleitorais haverá repetição da votação.

Por cá, o máximo que se conseguiu (e de que me recordo), em tempos recentes foram o já clássico “manso é a tua tia pá” ou os chifres daquele ministro da economia, cujo nome se esvaiu da minha memória, só restam as estórias: desde a do anúncio do fim da crise (ahhhhhhhhh… saudades dos tempos das vacas gordas aos quais, ingenuamente, chamávamos crise), até à tal (a dos chifres) no parlamento.

Concurso Blogues do Ano 2012

O Aventar organiza pela segunda vez o Concurso de Blogues com o objectivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa, demonstrando a sua diversidade.

O concurso é organizado em duas fases de apuramento, a primeira aberta a todos os que queiram participar e a segunda constituída pelos 5 mais votados de cada categoria.

Datas importantes:

  • Inscrições: 13-12-2012 a 04-01-2013
  • Votações da 1ª fase: 07-01-2013 a 18-01-2013
  • Resultados da 1ª fase: 20-01-2013
  • Votações da 2ª fase: 21-01-2013 a 25-01-2013
  • Resultados finais: 27-01-2013

Os interessados poderão inscrever os seus blogues aqui.

Para mais informações e divulgação, é importante consultar:

Para que as votações sejam o mais fidedignas possível, e porque estamos a trabalhar num meio que poderá permitir formas menos correctas de participação e votação, empregam-se várias técnicas que visam garantir que um votante anónimo não faz votações repetidas. Podemos limitar a votação por cookies ou por endereço IP, ou então usando ambas as técnicas ao mesmo tempo.

Os votantes deverão ter em atenção que, se estiverem num escritório, por exemplo, apenas a primeira pessoa que votar terá possibilidade de registar o respectivo voto. Infelizmente é absolutamente necessário usar esta medida, caso contrário a votação poderá ser completamente subvertida.

Caríssimos participantes, que comecem os jogos! E que ganhe o melhor. Boa sorte a todos.

e-bio: mais uma trapalhada do MEC

No contexto que o país vive até parecem anedota alguns dos procedimentos deste Governo. No caso presente o Ministério ebioda  Educação e da Ciência resolveu enviar uma mensagem de correio electrónico a uma parte dos professores no sistema – curiosamente há gente a leccionar que não recebeu e docentes sem colocação que receberam, mas enfim.

Nessa mensagem os serviços do Ministério apresentam uma nova aplicação electrónica – o registo biográfico que, dizem, será uma versão digital da informação de carácter profissional (alguma pessoal, claro) que permita uma gestão mais fácil deste tipo de dados. E quanto a isso, é uma opção do patrão que não me incomoda.

Obviamente, sempre que o MEC mexe um dedo, anexa um manual para ajudar os imbecis – licenciados, mestres, doutores – a seguirem o SEU (deles?) caminho. São procedimentos de sempre, com um percurso histórico de trapalhadas que minam toda a confiança no sistema. E desta vez a questão pode não ser de detalhe: – quando os docentes são chamadas a indicar a natureza do seu vínculo profissional, os que pertencem aos quadros são “obrigados” a ficar com uma opção que é única: Contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado. Continuar a ler “e-bio: mais uma trapalhada do MEC”

A Senhora Catalina Sabe, mas só fala quando lhe é conveniente

catalina
Sobre pedofilia sabe a senhora Catalina. Aliás sempre soube e de tudo o que sabia falou tarde e mal.
Agora também sabe dos abusos que o padres fazem. Só em Lisboa serão cinco os casos de que tem conhecimento.
Como estes abusos não terão sido perpetrados ontem, quando terá ido a senhora Catalina à polícia, fazer a queixa que se impunha? Não foi!
Falou agora que sabia dos casos e que os escondeu das entidades policiais.
Disse ainda que terá falado com os responsáveis da Igreja (ou não).
Qual a responsabilidade real desta senhora por todos os abusos que se verificaram desde que tomou conhecimento dos casos até à presente data?
A senhora andará a precisar de protagonismo agora? Porquê?

A Bosta Nunca é Rigorosamente a Mesma

Cartaz 15Sobre Soares já escrevi de mais. Em 1974, aparecendo como um herói com as costas aquecidas pela CIA, passou a defender a democracia em Portugal no século XX como negócio a que foi persuadido à última da hora: foi especialmente bom para a elite soberba que, com o mesmo pedantóide Soares, substituiu a soberba corporação que dominara Portugal e envelhecia no Estado Novo. Sobre Soares não há nada que se possa dizer que suplante as figuras miseráveis, mesquinhas, conspirativas, que anda a fazer: falam por si e não são de agora. De todos os pecados mais grosseiros do desbragado idoso desbocado, apoiar Sócrates, comparecer em comícios de apoio a tal figura e voar baixinho no meio da devastação centro-africana deixada pelo socratismo, foi por demais imperdoável. O que deveras me encanita é que esse Soares e o pessoal degenerado do socratismo, demasiado alive and kicking no seu impudor, unidos a uma só voz-bosta, apareçam hoje a ultrapassar a Realidade pela Esquerda, desenvolvendo uma crítica à governação Passos fora de uma complementar crítica honesta que varra a eito todo o espectro político português, que os inclua a eles todos e os condene igual e inapelavelmente.

A essa cambada de abutres que nos não representa no sentido sagrado do termo esperava-se que não gastasse o mau latim a fomentar o fosso ignominioso entre um Nós e um Eles, quando PS, PSD, CDS-PP são um todo quase homogéneo na malfeitoria gerada ao País, hoje divididos apenas porque o PS confortavelmente não quer assumir o odioso, o abominável ónus, de cooperar na refundação do Estado Português segundo novas bases tão realistas quanto miseráveis, covardia em que é manifestamente secundado por Paulo Portas e a parte do CDS-PP ainda com veleidades eleitorais. BE e PCP mostram-se arcaicos na retórica, lastro bloqueador e empobrecedor nas formas de luta, e por isso não concitam confiança de espécie nenhuma. Ninguém vota nisto. Continuar a ler “A Bosta Nunca é Rigorosamente a Mesma”