O brilho da Lua é diferente em Março
Maria Cantante tem 74 anos. Não sabe ler. Não sabe escrever. Exibe a licença de condução de velocípedes tirada em Setembro de 1960 (que ainda guarda na carteira).
Não foi à escola. Aprendeu a escrever o nome porque o seu irmão queria que ela fosse a sua madrinha de casamento. Copiou várias vezes até ser legível. É isso que sabe escrever. Assim, aprendeu a escrever o seu nome aos 21 anos. Tem o seu B.I. e o cartão de Eleitor assinados.
Não foi à escola porque teve que tomar conta dos irmãos mais novos.
Ditava frases para a menina que tomava conta e para a própria filha: “O pão é um alimento que aparece na mesa de toda a gente. O pão é feito de milho, trigo e até de cevada”; “ O amor de mãe encerra tudo quanto pode haver de generosidade e sacrifício. A mãe é santa que nos adormece, embalando-nos com ternura nos passos vacilantes de criança”.
As contas que sabe fazer são só as de somar.
Nunca comprou fiado; “não tinha dinheiro, não comprava”. Nunca quis «esmola». Diz que sempre fez um controlo do dinheiro. Não gasta se não tiver dinheiro. Não compra fiado, repetia-me.
Antes de ter o segundo filho não tinha nem uma cadeira. Comprou-a para que a parteira se pudesse sentar quando fosse o parto. [Read more…]
Esta é a pergunta para um milhão
Quem é a entidade ou organização que já foi condenada, em tribunal, mais de 100 vezes e ainda assim insiste no erro?
É agora que a TAP vai à falência ou vamos pagar mais impostos?
O Governo decidiu não vender a TAP à única proposta de compra, apresentada pelo colombiano / brasileiro / polaco Germán Efromovich.
Goste-se ou não (eu não apreciava) era a única candidatura existente. O Governo diz que não foram cumpridos os requisitos previstos no caderno de encargos. É mais um passo estranho num processo que teve muito pouco de transparente.
É rasteiro ganhar na secretaria
Santana Castilho*
Não cito o título do livro, que me perdoe o seu autor, Alberto Pimenta, para não ferir a sensibilidade dos leitores mais puritanos. Mas transcrevo uma passagem (edição de “Regra do Jogo”, 1981, págs. 37 e 38):
“… a secretaria, toda a secretaria da mais baixa à mais alta, não é, como se supõe, o lugar onde se faz, mas o lugar onde se não faz, onde se sonega, onde se põe por baixo do monte o papel que devia estar em cima, onde se perdem os papéis, onde se dificulta, se atrasa, se mente, se mexerica, se intriga, se afirma desconhecer o que se conhece e conhecer o que se desconhece; na secretaria se começa a deixar de fazer aquilo para que a secretaria foi feita … e se passa a fazer o que convém à secretaria que se faça …”.
Modere-se a ideia citada, despindo-a de uma generalização que considero abusiva, tomemos “secretaria” por aparelho administrativo e burocrático que serve o poder político e não nos faltarão factos emblemáticos para ver como tal ideia é actual. [Read more…]
Não há Gaiatos na Casa do Gaiato
Há muito que ouço dizer que a Casa do Gaiato é tudo menos o paraíso na terra para as crianças a quem o azar leva para aquela instituição. Tenho ouvido relatos estarrecedores de pessoas que sabem do que falam porque o seu trabalho é lidar com essas crianças.
Recentemente, num jantar de Natal, voltei a ouvir falar sobre o assunto. Um grupo de amigos com quem entabulei animada conversa relatou, mais uma vez, o que sabia daquelas crianças.
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Concurso para profs e formadores do IEFP
Se querem a minha opinião, a estratégia do Governo é simples: despedir formadores e colocar nos seus lugares as sobras dos quadros de pessoal docente (horários zero) do MEC. Mas aí está o concurso – acaba amanhã.
Greve de Fome
Paulo Romeira, Presidente do Movimento Revolução Branca, que já apresentou duas queixas-crime contra os políticos responsáveis pela perda de soberania nacional, está em greve de fome. Os seus diários podem ser lidos na página do Facebook do Movimento.











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