Acerto de Contas com o Governo da Republica

albertoMais 18 milhões de acertos?

Da série ai aguenta, aguenta (15)

Prepare-se para 2013: vem aí o pior

 

Passos Coelho trabalha para a ONU e irá estudar em Paris

“(…) o próximo ano não será de recessão.” (Festa do Pontal, Agosto de 2012)

Mais um enganado

Pedro Braz Teixeira esteve numa palestra com um vigarista e agora descobre que metade dos números do outro estavam errados. Espero que haja gravação da forma veemente como na altura o contestou.

A frase mais idiota de 2012

O ano mais difícil desde 1974

O ano em que se conquistaram direitos, foi difícil para quem? Passos Coelho, Eduardo Cabrita, a mesma ignorância, a mesma luta.

Herança Tricolor, de Francisco Louçã

capaheranca

Nos 200 anos da Revolução Francesa e nos vintes do Maio de 68, Francisco Louçã, então alguém dado como maluquinho da extrema-esquerda que nunca existiria na política parlamentar portuguesa, publicou a Herança Tricolor.

Está agora disponível em formato pdf.

O  livro é um vintage do Chico, tão avisado no tempo, redigido por quem ama a escrita e não se limita a usá-la em forma de propaganda, como actualíssimo nas críticas e afirmações.

Oferta do PSR, esse improvável ex-partido a espalhar agora prendas de Natal, obrigado camaradas, os 10 anos em que me aturaram sem, entre muitas outras situações, alguma vez me terem exigido fidelizações e outras observâncias religiosas, foram dos melhores da minha militância política.

 

 

Ano Novo

201212a

O Natal nos Hospitais

A Carla já aqui escreveu – melhor do que eu o faria – sobre pessoas nas salas de espera de hospitais.

Por razões de ordem pessoal, que não chamo para aqui, passei nos últimos meses horas incontáveis em hospitais públicos. Como familiar próximo de enfermos, muito próximo, como utente, como enfermo. Conheci uma realidade que ignorava e quero aqui partilhar: a extraordinária qualidade humana das pessoas que trabalham no Serviço Nacional de Saúde. Encontrei uma ou outra besta maldisposta, um morcãozinho de passagem aqui ou ali, sem os quais o mundo mundo não seria, mas, na verdade, o que mais cruzei foram pessoas dedicadas, solidárias, com estratégias e sorrisos para lidar com doentes em todas as condições, gente que nos conforta e,  na fragilidade que nos enfermos se instala, transmite esperança e confiança.

Essas pessoas, auxiliares, enfermeiros, copeiros, médicos, são do melhor que nós enquanto sociedade temos e deveriam ser, eles próprios, as estrelas celebradas do Natal dos hospitais.

Outros, passistas, gasparistas, miserabilistas e contabilistas, não entram neste texto, nem como leitores. Desde logo e para começar, porque não o compreenderiam.

Espólio de Eugénio de Andrade já tem destino

eugénioAté que enfim!

A CMP está a criar uma ala com o nome do poeta na Biblioteca Municipal do Porto.

Até Miguel Moura, de candeias às avessas com a Câmara, está de acordo.

Artur e o Ludíbrio, o Estrago e o Estrilho

Cartaz 05A prestação televisiva de Artur Baptista da Silva, alegado especialista da ONU, foi um sucesso. Eu vi e gostei. Fiquei todo baralhado por causa das certezas do Artur, inauditas até ao momento em que lhas ouvi. Ludibriar com a Mentira ou Ludibriar com Verdades Cortantes e até Urgentes mas impraticáveis, é ludibriar! Ponto. Agora que o Artur foi denunciado como impostor por vários órgãos de comunicação social, faz o que todos os impostores portugueses têm feito, especialmente o Animal que se acoitou em Paris: queixa-se de ser vítima de um «julgamento sumário», com pena aplicada de «linchamento de carácter». Na sua orfandade, as putas de Sócrates, nos blogues e nalguma Opinião-Câncio, têm passado meses a falar do asco geral e unânime que aquela figura gerou na Opinião Pública precisamente como «assassinato de carácter». Portanto, a cassete é quase a mesma. Não há País que sobreviva a jornalistas e a jornais à cata de especialistas convenientes às suas teses contra-poder porque sim: desta vez foi Artur Baptista e Silva, pago para debitar com o megafone do Expresso e da SIC Notícias, a enganar-nos. Mas não o fez igualmente com estilo, estrago e estrilho essa magnífica geração Vara-Sócrates?! Não os ajudaram e credibilizaram igualmente esses media?!

Da série ai aguenta, aguenta (14)

“Portugueses vão ficar no limite dos recursos até para consumir o mínimo” (Ana Isabel Trigo de Morais, directora-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição)

Não se Arranja Aqui Uma Grevezita?

transatlanticoPorto de Lisboa prevê a chegada de 40.000 turistas até ao final de ano

Couratos, 1982

nenhuma sociedade democrática se pode manter se tiver como único horizonte a austeridade

Eanes.

Afinal quem foi engrolado?

A extrema-direita insurgente e blasfema acha que lhe caiu no sapatinho um Artur Baptista da Silva. Vai-lhes custar a entender como o presente estava envenenado.

Não querem contra-argumentar em relação ao que o homem disse (e que é de senso comum), tal como Pires de Lima comeu e calou num frente-a-frente televisivo  A festa surge porque podem atacar ad hominen, com razão, convenhamos, embora não tão extensível como pensei inicialmente em relação ao jornalista Nicolau Santos (um homem, que soube admitir o seu erro, coisa que nem sequer entendem, os fanáticos desconhecem a remota possibilidade de perderem a razão): a responsabilidade principal cabe a um desses clubes lisboetas onde se janta numa anglo-tradição de snobs, e pelos vistos um cartão de visita chega perfeitamente como credencial. Curiosamente não enrolou a Associação Abril, horror dos horrores, podia ao menos ser uma colectividade de Novembro,

Eu levo com o clássico argumento insurgente: faltam-me “uns rudimentos de economia”, e isto vindo de uma casa onde se confunde diariamente finanças e gestão com economia política e a ignorância sobre e História Económica e Social é crassa, esgotado o catecismo de Viena. De caminho levo com uma inovação vocabular, “engrupido“, seja lá o que isso for na língua em que foi imaginado. Nada de novo onde já me foi explicado que como professor de História do secundário não estava à altura dos doutos, por sinal ignorantes. [Read more…]

Não Cola, Patético, Mais Sacrifícios

pedro passos coelho
Palavras chave da oposição que temos a propósito da mensagem de Natal do senhor Primeiro Ministro, acrescidas da ideia mestra de não se dever renunciar ao pessimismo.

O caso das alegadas irregularidades que agora não interessam nada

Um sector sensível: um banco. Ainda por cima público. Ainda por cima o maior de todos.

Um administrador deixa o seu cargo.

Um jornal diz que o tal administrador saiu porque a administração optou por fazer de conta que não houve “denúncias de existência de ilícitos criminais praticados na década passada por directores em funções na instituição”.

Nogueira Leite

Seguem-se as cenas dos próximos episódios. Se os houver.

Instruções para o ano novo: o manual do perfeito grevista

chaplin

A greve é, só por si, um abuso, tal como o protesto, no fundo. A democracia e produtos derivados, aliás, devem permanecer num recanto da consciência e não devem ser exibidos em público, a fim de evitar atentados ao pudor.

O único grevista bom é, então, um grevista despedido, de preferência antes de chegar a pensar em fazer greve, porque isso já é, no fundo, uma heresia, um ataque à infalibilidade do governo e um desrespeito pelos nossos proprietários que só nos querem bem. E se o caminho for o empobrecimento de cada um de nós, há que aceitar, porque ínvios são os caminhos dos senhores e não nos cabe a nós alcançar os segredos da dívida interna.

Se, ainda assim, alguém sentir um impulso incontrolável por protestar ou por fazer greve, que saiba manter essa tara num recanto escondido do lar, longe na rua, longe, até, do cônjuge ou dos filhos. O cidadão responsável deverá fazer greve às escondidas, como deverá ser às escondidas que se dedicará às reprováveis práticas do onanismo. Aliás, num mundo ideal, em circunstâncias extremas, deveria ser normal a mulher bater à porta da casa de banho e perguntar, indignada, ao homem solitário: “Estás outra vez a fazer greve, grande porco?”

O grevista é, por definição, um milionário que ignora possuir uma fortuna. Assim, o grevista ganha sempre mais do que aquilo que é lícito e tem sempre mais direitos do que deveria ter, pela simples razão de que há sempre alguém que ganha menos, está desempregado ou teve papeira já na maioridade.

A greve deveria ser, no máximo, um direito reservado aos sem-abrigo, na condição de que estejam tão subnutridos que não tenham força sequer para balbuciar. O facto de não terem emprego faz deles, ainda, os grevistas ideais.

Felizmente, o nosso governo tem sabido contornar as maçadorias provindas de uma Lei cada vez menos Fundamental e antevê-se um mundo privatizado em que, por exemplo, os estivadores tenham medo de fazer greve. Já não faltará muito para que Portugal seja um paraíso semelhante à Coreia do Norte, graças à firmeza dos nossos queridos líderes.

Abreu Amorim vai passar a dizer que tem um primo muito alto que é polícia

… sempre que alguém criticar o governo. E vai chamar “feios” aos que não concordarem com ele. Bem feita!

Quem diz é quem é!

“Se aquilo que Manuel Martins quer para os ministros tivesse sido feito na Igreja talvez aquela desgraça intelectual hoje não fosse bispo…” (do facebook de Carlos Abreu Amorim).

A outra face do insucesso escolar

D. Manuel Martins diz que capacidades dos ministros deviam ser avaliadas