Do Desprestígio da Presidência da República

Carta 06A Crise aberta pelo descontrolo da dívida pública foi uma bênção que deixou ao léu todas as outras crises disfarçadas no Regime Cleptocrático Português. Uma delas é a crise da Presidência da República. Vemos que para um Presidente se sentir confortável, sossegado e imune à crítica, ou sossega os partidos à Esquerda ou sossega os partidos à Direita. Para sossegar e ganhar uns aplausos cínicos das forças à Esquerda basta vir falar a destempo e a contra-corrente do Governo. Mandar abaixo o Governo, isso é uma conversa muito delicada que envolve, por alguma razão, exclusivamente gente pouco recomendável e nada exemplar como Mário Soares, a Tribo dos Socráticos, o PCP, BE, e uma data de personalidades ligadas à cultura se o Estado a financia.

Uma rápida sondagem de rua permite ver que só uma gente que enriqueceu a opinar favoravelmente à sorrateira socratice vê com olhos tranquilos que se dissolva o Parlamento, o poder mais pernicioso e abusivo de um Presidente. Se é essa a bomba atómica do Regime tal como está, a História do Século XX provou que se há coisa que em caso nenhum se usa é precisamente uma bomba atómica. Podemos arengar que, por exemplo, este Orçamento 2013 desrespeita fundamentos básicos da Constituição, a equidade, a proporcionalidade, a justiça, mas nunca será de mais insistir neste ponto singelo: a partir do momento em que um País com um palmo de brio se permite auxiliar externamente, abrem-se todos os precedentes pela urgência natural de nos pormos a salvo de danos maiores. [Read more…]

Galp, abuso de confiança e incompetência

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Abastecermos a viatura na GALP, além de ser um sinónimo de preços mais altos, também significa perdermos o nosso precioso tempinho e a correspondente paciência. Seja em que bomba for, Amoreiras,  Oeiras Parque ou qualquer outra, o procedimento é sempre o mesmo: a muito natural bicha de espera para pagarmos ao operador(a) e num sorriso, a expectável explicação:

O senhor vá abastecer a viatura e depois volte para “levar a factura” (ou recibo?)…

Ainda não percebi se tal estupidez se deve a uma inglória tentativa de desencorajar os clientes, evitando-se aquelas maçadas contabilísticas de comprovativos de compra, números de contribuinte, impostos a pagar, etc. A quem vivalma não escapa, é ao sacramental dever de ir, vir e voltar à dita bicha – que por vezes é mesmo uma bichona a perder de vista -, num daqueles processos burrocráticos que nos fazem lembrar a extinta RDA. Aliás, a GALP é mesmo a única gasolineira que em todo o Portugaliae – desta vez reduzido do Minho ao Algarbiorum – nos obriga a estes fretes. A única.

Por aquilo que o meu pai dizia, nos tempos da Sonap Moçambique as coisas funcionavam  melhor, papelinhos entregues in loco e no momento. E o preço era outro, claro.

A culpa é deles

Malgastam o dinheiro do pequeno-almoço dos filhos pelos cafés, endividam-se com plasmas e férias em Benidorm, preferem comprar maços de cigarros ao livro de português do miúdo, entregam-se, irresponsavelmente, à farra das greves, provocam as forças da ordem quando insistem em sair às ruas e gritar. A cada dia, aumenta o seu rol de pecados: hoje, é o do desperdício alimentar. Compram comida a mais e deixam-na estragar-se no frigorífico, perdulários como são, com mais olhos que barriga.

Curiosamente, não se ouviram referências às campanhas publicitárias das grandes superfícies, que ainda na semana passada facturaram em grande com a recolha de alimentos para o Banco Alimentar. Muito menos se recordam os super-descontos em dia de greve, que levaram os tais perdulários a comprar mais do que precisariam.

Há consciências que precisam desse embalo, do sossego que advém do convencimento de que só é pobre quem quer. E a esses, aos pobres por opção, bem se pode tentar ensinar, com caridosa paciência ou ríspido autoritarismo, mas é difícil que aprendam.

120 psi | ciclismo urbano em alta pressão

FestaCicloficina301112011_53Pedro Portela

A explosão do ciclismo urbano ou utilização da bicicleta é uma realidade nova em Lisboa e em Portugal, de uma maneira geral. Demonstra uma diferente consciência em muitas vertentes da vida social.
Associada ao ciclismo urbano, encontra-se uma subcultura cheia de interesse.
Sem nos submetermos aos espartilhos das ciências sociais, esta exposição pretende lançar um olhar sobre as expressões associadas à bicicleta no meio urbano: os eventos que os adeptos da bicicleta se reúnem para organizar e participar, como as corridas alley cat e as oficinas comunitárias; a promoção da bicicleta na cidade e a luta por um lugar no espaço público; e os novos negócios que vão nascendo na paisagem urbana das nossas cidades à volta da realidade ciclável.
Estas imagens foram recolhidas durante o “Track Day” (encontro de ciclismo de pista, com bicicletas fixed gear) realizado no velódromo da Malveira e a “Festa da Cicloficina” (oficina comunitária semanal no Regueirão dos Anjos, em Lisboa), ambos em Novembro de 2011 e na Massa Crítica (encontro e passeio mensal de ciclistas urbanos de Lisboa) de Outubro de 2012.
(Em exposição na estação de Lisboa Santa Apolónia até final do ano)

Festas são Festas, Gozem até Acabar por Favor

estivadoresOs senhores estivadores continuam em greve, mas é só até 31 de Dezembro. Coitados, assim ficam com as festas cortadas a meio.
Estão em greve, mas não todos, o que se não compreende muito bem, já que os trabalhadores de Sines e os de Leixões, continuam a trabalhar nas condições em que estes que fazem greve não aceitam fazê-lo.
Já se diz por aí que o porto de Lisboa corre o risco de acabar.
Já se falou imenso, e eu também até já falei de mais sobre este assunto, mas, se estes senhores não querem trabalhar nestas condições, por certo que muitos há a fazer “bicha”  à espera que o lugar fique vago.
Estou cada vez mais certo de que tenho razão, muita, e que outros deveriam fazer greve ao mesmo tempo que estes senhores.
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Greve da CP

“Até às 8h circularam apenas dois comboios. Num dia normal, teriam circulado 431. Estes dois comboios não pertencem à lista de serviços mínimos. Dessa lista de serviços mínimos teríamos 28, não circulou nenhum”, [Read more…]

Breaking The Taboo

Breaking the Taboo – documentário narrado por Morgan Freeman na versão inglesa e por Gael Garcia Bernal na versão em espanhol, sobre um dos maiores falhanços da política norte americana nos últimos 40 anos, a guerra à droga.

Página IMDB.

Versão em espanhol.

Os estivadores de Leixões

já nos avisaram para nem pensar em nos sindicalizarmos, pois não renovam o contrato

Artigo no Dinheiro Vivo