Senhor Presidente da República portuguesa-Carta aberta

orcamento_de_estadoÉ o meu hábito almoçar e jantar no Palácio de Belém, nos tempos em que residem Presidentes da minha ideologia, conheço o protocolo, bem sei que devo endereçar-me a si a primeira vez como a Sua Excelência e a seguir, para que a conversa não seja tão pesada, Senhor Presidente. Os presidentes da minha ideologia são Senhor Mário Soares ou Jorge, conforme a intimidade e o pensamento que representam.

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Barcelos

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Memórias de Salazar ou o regresso dos pobrezinhos

Luís Manuel Cunha

vinho-salazarEm Santa Comba Dão pretendia-se lançar uma marca de vinhos chamada Memórias de Salazar. O nome não foi autorizado sem que se perceba muito bem porquê. O facto é que, a marca do tintol nunca veio tão a propósito, arrastando consigo uma infinidade de recordações e de reminiscências de tempos que se julgavam para sempre desaparecidos.
Lembro-me ainda muito bem. No mundo da minha infância e por esta altura em que “a estrela de Belém corre pelos céus à procura da manjedoura e das palhinhas”, “não havia conto de Natal, não havia lenda infantil, não havia fábula natalícia que não trouxesse consigo, sempre disponíveis, os pobrezinhos”. A tradução narrativa de um mundo a preto e branco mas bem real, um mundo frio e famélico, tristemente alumiado pela luz da candeia que, no meio do casebre, projectava uma palidez esfomeada de um tempo disperso, “algures entre o apito da fábrica e o chiar da charrua”. Era a “casa portuguesa” salazarenta, documentada nos livros da escola primária e plasmada na imagem de capa do lavrador caseiro desgraçadamente feliz, de sachola ao ombro, regressando a casa, escancarada pela mulher desgrenhadamente feia, rodeada de filhos ranhosos e sujos pendurados nas saias. Depois, a broa embrulhada num caldo de couves e o terço murmurado maquinalmente sob o olhar protector de uma imagem da virgem de Fátima, como agradecimento ao Senhor por tamanha dádiva. Ao Senhor e a Salazar. Era o tempo do “pão e vinho sobre a mesa” e da disponibilidade de abrir a porta a quem a ela batesse, para se “sentar à mesa com a gente”. Só que, à porta dos pobrezinhos, ninguém batia.
Era um mundo de diminutivos e de diminuídos” do catecismo do Estado Novo e da Igreja Católica que, na ficção piedosa da padralhada debochada e rubicunda, entendia que o sofrimento e a miséria eram condições sine qua non se lhes abriria, aos pobres, o reino dos céus. Por esta altura, a beatada em peso, o professor e o padre derretiam-se em homilias da necessidade de ajuda ao pobrezinho. Que vivia “tristemente sentado nos degraus da igreja” ou “pacatamente esfomeado às portas das casas”. Era uma obra de caridade ajudar os pobrezinhos, dizia-se. “Minha senhora, está ali um pobrezinho a pedir esmola”. “Maria, dá qualquer coisa ao pobrezinho”. [Read more…]

Os ibéricos, esses malandros

12junho1985_assinatura_tratado_adesao_pt

(c) Parlamento Europeu
Mário Soares, Rui Machete, Jaime Gama e Ernâni Lopes assinam o tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia

12 de Junho de 1985: após oito anos de negociações, Portugal assinava o tratado de adesão que o colocaria em 1986 no clube dos consumidores europeus e grandes exportadores mundiais, então 320 milhões de indivíduos. A Europa dos ricos alargava as suas fronteiras aos pobres e recebia de uma assentada três milhões suplementares de desempregados. Jacques Delors celebrava o esforço comum empreendido em favor de «um mesmo ideal [que serviria] para reforçar as nossas economias, confortar as nossas democracias e partilhar as nossas culturas.» E foi assim, a imaginar que estávamos num clube filantrópico de amigos beneméritos, que deixámos a corrupção de sempre (a do sistema de poderes de tráficos e influências que prossegue minando de injustiça e imoralidade a vida dos cidadãos) tomar conta do Estado democrático. [Read more…]

É para isto que pagamos todos os anos milhões de euros à Fundação Mário Soares?

Sem título

Carregue na imagem ou veja-a no site da Fundação Mário Soares
Então houve 3 Governos de iniciativa presidencial até fins de 1980? E Sá Carneiro foi eleito em Dezembro desse ano? Mesmo tendo morrido no dia 4 de Dezembro? Quer dizer que as eleições foram a 1 de Dezembro e ele foi primeiro-ministro durante 3 dias? Ou a 2? Ou a 3? Ou terá sido eleito depois de morrer?
Felizmente que a História de Portugal tem adeptos tão dedicados…

Ada Lovelace

Augusta Ada King, Condessa de Lovelace (10.Dez.1815 – 27.Nov.1852) foi uma mulher fora do seu tempo. Foi-lhe ensinado matemática em tenra idade pela sua mãe, posteriormente teve aulas privadas com eminentes matemáticos da época e foi sócia da Blue Stockings Society.

Já casada, traduziu para o inglês um artigo escrito em francês pelo italiano Luigi Menabrea em que era descrito o Engenho Analítico de Charles Babbage, acrescentando extensas notas pessoais sobre a forma como ele poderia ser usado para calcular os números da série de Bernoulli. Esta descrição incluía os mecanismos que hoje fazem parte de qualquer linguagem de programação, valendo-lhe a menção de ter sido a pessoa que escreveu o primeiro programa informático.

No século XX (1983), o Dep.to de Defesa do EUA, em honra a Ada Lovelace, escolheu para a sua novel linguagem de programação o nome de Ada. Augusta Ada King, Condessa de Lovelace , faria hoje 197 anos.

* imagem copiada da Wikipedia: link.

Da série ai aguenta, aguenta (2)

Famílias devem 49 milhões de luz e de gás

 

Da série ai aguenta, aguenta (1)

Escola trava ajuda a menino

Todo o homem é maior do que o seu erro

josé duarte

Na mão tem um livro aberto. Procuro, com curiosisdade, ler o título: Todo o homem é maior do que o seu erro. «De quem será o livro que tem nas mãos?» – pensei.

José Duarte é um advogado de Paredes preso há oito anos por falsificação de documentos e usurpação de funções. O livro que referi é a sua tese de mestrado publicada e já praticamente esgotado!

Quer agora uma autorização da Direção-Geral dos Serviços Prisionais para frequentar as aulas de doutoramento, obrigatórias. Quer ser o primeiro recluso a concluir a tese de doutoramento!

Como disse um dia a mãe do Nobel da Literatura 2012, “Filho, o homem que me bateu [um guarda que havia agredido a senhora há muitos anos] e este homem não são o mesmo”.

O PSD é tão português…

[…] solicitamos a realização de um Congresso Extraordinário do PSD […] Destituição da Comissão Política Nacional (e do seu Presidente) […]