A ilusão das privatizações

Já lá vão mais de 30 anos. A televisão a cores tinha acabado de chegar a Portugal. Era a novidade. Como mais de 30 anos antes os portugueses dos anos 50 se tinham acotovelado para ver as primeiras imagens da TV, no início dos anos 80 viam que a TV também podia ter cores.

O preço dos televisores, claro está, fazia com que não fosse para todos. Era para alguns cafés, restaurantes e para as famílias mais abastadas. As menos abastadas ou pobres tinham de se contentar com um subterfúgio. Talvez se lembrem melhor que eu. Lembro-me de uma placa de plástico duro colorido, ligeiramente côncavo para se moldar ao ecrã do televisor, ainda bem longe dos ecrãs planos de hoje.

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Relvas e Judas

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Preparado para falhar

Já em 1993 Vítor Gaspar se tinha enganado nas previsões.

Datura stramonium

vamos chegar ao final desta legislatura e Pedro Passos Coelho vai renovar o seu mandato

Hugo Soares

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As ilegalidades destes dias

Dois fatos ilegais têm acontecido nestes dias, Fatos que, pela tristeza que me causam, foram silenciados no meu consciente e inconsciente, levando-me a guardar silêncio. Vão as minhas primeiras palavras para as mães e pais sem filhos e os pais e mães sem esposos, estudantes sem docentes e discentes sem professores, por causa dos pelos acontecimentos de New Town, em Connecticut, fundada em 1705 e incorporada aos Estado da União em 1711, em Fairfield, norte de Nova Iorque. Em 2003, Gus van Sant tinha filmado outra matança de estudantes e docentes, em Portland, distrito de Oregon nos Estados Unidos de Améria, conhecida como a Massacre de Columbina.

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Da série ai aguenta, aguenta (11)

Aumenta o desemprego entre trabalhadoras domésticas

Se é assim, ich bin ein berliner

Merkel não sobe impostos para poupar classe média

Depois de ter decepado milhares de portugueses

Marcelo diz que Passos “deu uma canelada” a Cavaco

Benjamim Niputa, ou uma estória de Natal (conclusão)

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Benjamim Niputa exportava toda a felicidade que lhe ia na alma. Ria, enroscava-se numa longa gargalhada, dava graças, saltava, dançava como que imbuído de um batuque imenso, bem no fundo de si, telúrico.

Sentados na messe, os oficiais comentavam. Bebendo no bar, os sargentos riam. Sentados no chão da caserna, os soldados abriam o cantil e escorropichavam o resto do vinho servido ao jantar. Em profusão, como convinha nas festas.

Os dias seguintes iam correndo ao sabor das exigências militares, das saídas para a Beira ou para a Manga, onde, a coberto de um filme indiano da moda, se apalpavam, nas filas de trás, as intimidades das damas convidadas para a sessão da noite. O Natal era no quartel.

A comissão fabriqueira das solenidades continuava o seu trabalho, estendendo gambiarras pelo arame farpado, cada caserna mostrava do que era capaz, encimando a porta de entrada com enfeites das mais variadas formas. Uma arte original, mas autêntica, invadia os corações. [Read more…]

Um homem, um cume

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Morreu Maurice Herzog com 93 anos, o primeiro homem a atingir o cume de Annapurna, uma das 14 montanhas mais altas do mundo.

A sua vida deu um filme, um best-seller e muitas capas de revista. Foi ainda ministro do Desporto, presidente da câmara de Chamonix e membro do Comité Olímpico durante 25 anos.

Aos 31 anos, fez o que nenhum outro desportista tinha feito até então: escalou os 8091m de altitude do gigante nepalês, sem recurso a oxigénio suplementar. Com custos, claro. Pagou um preço muito alto: a amputação dos dedos.

Nós vemos apenas o que eles têm a menos, estes homens que atingem o cume de montanhas sentem que têm mais.