Ainda o inglês

Se há coisa que eu detesto é quando um político, nomeadamente estes de última geração, nos tentam fazer de burros! E Nuno Crato está nesse registo. O de um telelé de nova geração, daqueles que em três tempos é trocado por um outro qualquer .

Vejamos:

– com a Escola a tempo inteiro introduzida por José Sócrates o inglês passou a ser obrigatório nas actividades extra-curriculares. Isto é, no 1ºciclo (1-4º ano) os alunos passariam a ter um espaço para a introdução à língua inglesa nas “aulas” depois das “aulas normais”, naquele espaço que ia entre as 15h30 e as 17h30. É verdade que era facultativo, mas a maioria dos alunos passou, realmente, a ter inglês;

– Nuno Crato, no seu projeto de construção de uma Escola Nova , talvez inspirado no Estado novo, resolve retirar ao Inglês esse carácter obrigatório e, ao mesmo tempo, atira para as escolas a possível oferta dessa língua. Possível, porque, na verdade boa parte dos Agrupamentos não terá condições para o fazer e…

Ou seja, antes de Nuno Crato quase todos os meninos tinham Inglês, ainda que fosse facultativo. Com Nuno Crato, a maioria dos alunos deixará de o ter, ainda que… Parece confuso?

Não. Reparem – antes de Nuno Crato, 100% dos alunos do 2º ciclo tinham inglês. Com Nuno Crato, os alunos, no segundo ciclo, passaram a ter obrigatoriamente inglês. Confuso?

Não. Apenas um registo fantástico de um Ministro que está longe de ser incompetente. É o mais competente dos ministro no acerto de contas com a Escola Pública – para ele e para os seus, o pobre aprender inglês é uma coisa sem sentido. Ler, escrever e contar…

A tal Escola Nova.

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