A prova não se vai realizar no dia 18

Outra vez a prova. Não é nem o Alfa, nem o Crato do nosso sistema educativo, mas é algo que está a mexer com a dignidade profissional, quer dos candidatos ao desemprego, quer dos professores dos quadros que olham para esta medida como uma enorme falta de respeito para com os professores, muitos dos quais com anos e anos de serviço.

Há muitas dúvidas sobre o enquadramento legal que a sustenta e por isso faz todo o sentido a dimensão jurídica que os sindicatos  decidiram desenvolver. Provavelmente, o recurso aos tribunais e as providências já aceites, irão impedir a realização da prova no dia 18. A não ser que hoje aconteça uma surpresa.

Parece-me também que a luta não se fará, no dia 18, através da falta dos avaliados. Esses, na minha opinião, têm mesmo que ir realizar a prova porque não acredito em lutas globais. Quem, no dia 18 (ou num outro qualquer dia), tem que se chegar à frente são os docentes dos quadros.

Obviamente, a GREVE anunciada pela FENPROF pode também ser um instrumento eficaz de combate a mais esta imbecilidade, mas a questão é mais complicada que isso. É que vigiar este tipo de acontecimento não faz parte do conteúdo funcional da profissão (artigo 35º). E, isto, é mais um exemplo da forma incompetente como estas coisas (não) são preparadas pelo Governo.

Pelo sim, pelo não, talvez seja bom estar atento, porque a humilhação não pode fazer parte do nosso dicionário profissional!

No entanto, a minha aposta é esta: dia 18 ninguém vai realizar a prova!

Comments

  1. ocni says:

    Com prova ou sem ela o que irá acontecer é que irão existir x vagas e para essas vagas irão ser contratados x professores.
    O que muda é que alguns candidatos não conseguirão ser aprovados na prova e deixarão o lugar vago para outros candidatos. O nº de candidatos que irá ser contratado não irá mudar, apenas ocorrerá que alguns não irão conseguir o lugar que conseguiriam e esse lugar será ocupado por outros que conseguirão aprovação na referida prova.
    Pois o que está subjacente a este problema é que nos últimos anos os candidatos a professores andaram a escolher as universidades mais baldas, que davam as notas mais generosas, com menos exigência na formação, preterindo as escolas mais exigentes. Agora esses candidatos que com o canudo de baixo do braço, com médias elevadas que não correspondem a conhecimentos minimamente satisfatórios tremem de pensar numa prova que os vai colocar lado a lado com os que não forma chico espertos e tendo notas mais baixas estão muito melhor preparados.
    É preciso limitar os estragos de termos tido décadas em que as universidade competiam entre si não pela melhor preparação, mas pelo maior facilitismo.
    E quero o melhor para portugal e o melhor para portugal é ter professores minimamente competentes, é ter os mais competentes colocados, não os chico espertos que tiveram dinheiro para frequentar PPP (universidade PPP – Pagou a Propina, Passou).
    Como de qualquer modo o nº de professores colocados não vai variar prefiro que fiquem empregados os mais competentes que os oriundos de famílias mais ricas. É a vida.
    Esta prova não prejudica todos os candidatos a professores, alguns saiem até muito beneficiados, aqueles que tiraram os cursos em boas universidades e são ultrapassados pelos que foram formados em universidades PPP
    Que não falte a coragem ao governo, que esta prova uma vez implementada não haverá governo que a deixe cair.

    • Portuguesa says:

      Muito simplesmente VAI À MERDA… como BEM sabes, as razões da prova são muitas e jamais a que tentas para “tapar o sol com a peneira”. A haver esse problema, será sempre de resolução a montante e nunca a jusante…

      • ocni says:

        Também espero que pessoas com esta falta de educação nunca venham a ser professores/as. Não tem argumentos, mas sobram-lhe insultos.
        Espero ir à merda se me dedicar à agricultura… biológica, obviamente.


    • ocni

      Sou professora de Português, absolutamente indisponível para classificar uma prova desta natureza.
      Porém, abrirei uma excepção se se candidatar, pois não terei quaisquer remorsos em considerá-lo não aprovado, tais são as dificuldades que evidencia na escrita, com erros ortográficos (“saiem”???) e morfo-sintácticos (“que esta prova uma vez implementada não haverá governo que a deixe cair”???) imperdoáveis para o exercício competente da docência.
      É claro que tenho esperança que me diga que não é sequer professor…

      Quanto à sua argumentação, verifico que omite o mais importante: se há estabelecimentos de Ensino Superior que formam estudantes sem qualquer qualidade ou competência, não só no Ensino Privado como no Público, a responsabilidade é da tutela governamental (MEC) que permite a sua existência e lhes confere paralelismo na certificação. Provavelmente não interessa à tutela agir a este nível, pois comprometerá o emprego de muitos políticos ou ex-políticos que fazem desses estabelecimentos de Ensino Superior a sua coutada fora de época.
      Convém ser sério na análise de assuntos sérios.

      • Cristina says:

        Muito bem colega 🙂

      • ocni says:

        pois há e os seus antigos alunos andam por aí a dar aulas tendo muito pior preparação e capacidades que outros que estão desempregados.
        No meu caso se fosse professor/a era de matemática ou fisica e não teria de escrever quase nada. Podia reprovar-me como professor/a de portugues, assim como certamente a ana não aprovaria num texte de matemática.


        • Ó meu caro!

          Português é a sua língua materna, aquela em que se expressa quando se pronuncia sobre qualquer assunto e que lhe ensinam desde tenra idade. É um saber transversal a todos os outros, inclusive à Matemática, cujo ensino, hoje em dia, até tem extensos enunciados que requerem compreensão linguística, antes de chegar ao cálculo. Aliás, cada vez se verifica mais que há alunos que fracassam a Matemática por falta de compreensão dos enunciados dos problemas a resolver.
          Mais uma vez, a sua argumentação carece de fundamento.
          Contudo, permite imaginar que sucesso teria caso fosse professor contratado de Matemática ou Física e tivesse que fazer uma prova destas, dissertando até 350 palavras, sobre uma temática generalista relacionada com o Ensino. Fá-lo-ia em que código, se argumenta que não teria de escrever quase nada, se fosse professor de uma destas disciplinas??? Sentir-se-ia tratado com justiça caso tivesse prestado várias provas universitárias e até acumulado experiência profissional ao longo de vários anos, mas ficasse não aprovado nesta prova, por défice de competência linguística?! Ou estará convencido que este aspecto não pesará muito na classificação da prova, cuja classificação até será atribuída a professores de Português?! Repare que nem a palavra “teste” consegue escrever sem errar! Aliás, não faz um curto comentário sem dar um único erro ortográfico, ainda por cima em palavras básicas, que as crianças dominam no final do 1º Ciclo. Que raio de escolaridade fez afinal?! Será a consciência de que adquiriu certificação sem qualidade que o motiva a defender uma aberração desta natureza?
          Sou “especializada” em Português, mas fiz toda a escolaridade que me foi exigida na disciplina de Matemática e sempre com avaliação positiva. Todos os anos, por brincadeira e carolice, resolvo a prova nacional do concurso “Canguru Matemático Sem Fronteiras” e peço a colegas de Matemática para a classificarem. Costumo ter entre 70 a 80% de classificação, o que considero bastante razoável para uma pessoa que não tem Matemática em contexto escolar há 36 anos.
          Acha-se capaz de ter semelhante classificação numa prova de Português de um simples 9º ano de escolaridade, apesar de ter frequentado, obrigatoriamente, a disciplina de Português até ao final do Ensino Secundário???
          Sabe, a leitura dos seus comentários faz-me lembrar um provérbio muito, muito brejeiro e não me mereceria qualquer resposta, se não molestasse ou ofendesse um vasto número de colegas/ professores que se vêem agora a braços com os devaneios insanos do MEC.
          O provérbio, ainda que muito brejeiro para o meu gosto, mas que resume bem a sua perspectiva, é o seguinte:
          «Pimenta no cu dos outros é refresco para mim”.

    • Susana Rocha says:

      SIm, claro, e os 20 euritos e a dignidade profissional são meros pormenores…

      então foi para quê…1 licenciatura na FCUL com as devidas propinas, n ações de formação, muitas pagas por mim, anos e anos deslocada com filhas atrás, n anos de experiência, cumprindo as diretrizes no que diz respeito à avaliação docente, concordando ou não com ela, e que supostamente serve para manter/controlar/aferir as suas tão queridas competências profissionais de que tão bem fala…tudo isto para quê? Para ser enxovalhada desta forma? Para ser considerada incompetente por falta de pagamento?…Porque é de dinheiro e taxas de desemprego que tudo isto se trata; não tem absolutamente nada a ver com qualidade educativa e competência profissional!

      Eu não me inscrevo nem faço prova nenhuma! E assim os seus queridos srs. professores, ditos (in)competentes, vão passar à minha frente e a sua qualidade educativa do seu “p”ortugal ficará incólume. Passe bem, porque não.


  2. O problema é que é uma redonda mentira que os candidatos mais bem preparados ultrapassem os outros: o resultado da prova é aprovado/não aprovado. A menção quantitativa só serve para “encher chouriços” e enganar papalvos – donde, a prova não serve para rigorosamente nada.

    • ocni says:

      Os que não obtiverem aprovação serão ultrapassados pelos que a tiverem.
      Compreende ou quer que faça um desenho?


      • Mas quem é vai chumbar, criatura? Quem é que precisa de um desenho para perceber o que vão ser os resultados da prova?

      • sonia says:

        ocni, isso é mentira! Os professores que já estão colocados podem fazer a prova, não obter aprovação e concorrer à mesma no próximo concurso, sem serem ultrapassados seja por quem for! Informe-se antes de falar…

  3. ocni says:

    olhe que este alarido todo, este receio não é por causa de 20 € e 2 horas perdidas, é mesmo pelo medo de não ser aprovado e ficar afastado apesar de ter uma média de final de curso de 14.
    é que eles sabem que aquela nota está hiperinflacionada.

  4. Rita Rato says:

    E quem, como eu, tirou um curso numa Universidade pública, com média de 15 valores, com avaliação do desempenho docente dos últimos 6 anos de 3x Excelente e 3x Muito Bom (em escolas diferentes), e 17 anos de contrato, também acha que necessita de fazer a prova ou é melhor já nem ir dar aulas no 2º período pois sem a validação desta prova não tenho competências para tal?

    • sonia says:

      Este ocni é um ignorante de primeira… Deve ser daqueles que diz que estes não fazem nada, só dão 2 aulas por dia, vão para casa cedo e ganham 5000€/mês…

    • ocni says:

      Na minha opinião acho que na sua situação o professor devia ser dispensado de exame. Aliás acho que ao fim de x anos de serviço, o professor devia ser dispensado, desde que até aí tivesse boas avaliações.
      Mas isso não invalida que ache necessário implementar este exame, que aliás existe em vários paises da europa.

      • nocas says:

        Hello!!!!! À saída da universidade, não ao fim de 20 anos de serviço. Porque se é para fazer ao fim de 20 anos então sejamos justos e façamos todos a prova contratados e quadros.

  5. helena leiria says:

    É mesmo isto que se pretende : dividir para reinar,acho que estão a CONSEGUIR!

  6. Sandra says:

    É uma insidiosa «prova», mais não é do que lançar/atirar milhares de Docentes contratados para o desemprego e se trata da obtenção de uma licença para Candidato a Professor concorrer aos horários disponíveis – se houver disponíveis –.

  7. indi says:

    Este ocni ou é um troll ou mais um que teve dificuldades de aprendizagem e agora odeia professores. Certo é que nem escrever sabe.

    • ocni says:

      É, tive dificuldades de aprendizagem Fui o melhor do curso com quase mais de 1 pontos de avanço sobre o 2.º classificado, mas tive dificuldades de aprendizagem.

      • ocni says:

        corrigindo, quase 2 pontos, mais de um ponto de avanço do 2º.
        De qualquer forma quase não tinha de escrever, aquilo era mesmo só resolver problemas matemáticos.

      • Cristiana says:

        O ocni nem sabe que devia escrever “1 ponto” e não “1 pontos”… Que tristeza, quanto mais escreve, mais se enterra…

        • ocni says:

          escrevo à pressa, não releio. Mas sempre tive notas do tipo 12 a portugues e 18/19 a fisica e matemática.
          de kualquer modo o argumento é bom ou mau independentemente de ter ou não erros artugraficos. capisce?

  8. VCGG says:

    Mas que conversa é esta de faculdades/ universidades? A única forma de saber se é um bom professor é pela forma como leciona e conhecimento do que transmite, não por toda a teoria que aprendeu, esta depois de uns 10 ou 15 anos depois de sair da universidade, é praticamente esquecida. Um aluno de uma “boa” universidade pode ser um mau professor e vice versa, um professor que tirou o curso numa “PPP” pode muito bem ser um excelente professor assim como um que foi para uma universidade considerada muito boa. De toda a teoria que se aprendeu só alguma é que se aplica na prática do dia a dia como docente. Enfim, só quem é professor é que percebe o que estou a escrever…

    • ocni says:

      pois até tem razão, por isso acho que ao fim de x anos, 5 por exemplo, o exame não devia ser aplicado, mas devia sê-lo para os novos candidatos.
      mas também defendo que devia existir uma avaliação de professor séria e não a formalidade burrocratica que existe.


  9. Este ocni é um ressabiado estúpido e odeia os profs porque não faz ideia do que representa ser professor. Não sei qual a sua profissão ,mas gostaria que depois de 10 anos de carreira tivesse de fazer um exame, que o pusesse na estaca zero. És um estúpido, falas de cor e não sabes NADA do que falas .A minha filha estudou na universidade pública de Trás os Montes, terminou com média de 17, trabalha há 12 anos e está apavorada (não sabe que tipo de exame a espera ), assim como a família. És uma besta insensível e invejosa ocni, só dá vontade de te ofender, representas a mentalidade de muitos portugueses que são felizes se virem os outros na merda ( desculpem a grosseria).

  10. Alato says:

    Existem cromos a quem nem se deve dar resposta. Perdoai-lhes senhor que eles não sabem o que dizem.

  11. LG22 says:

    Este ocni é um infiltrado… Leiam a revista Visão da semana passada (páginas 48 a 51)… Este país está podre…

    • ocni says:

      O insulto não substitui o argumento.
      Quando não se conseguem atacar os argumentos insultasse aquele de quem discordamos.
      Li muito insulto contra a minha opinião, que aliás difere parcialmente da proposta do governo, mas muito pouca argumentação.


      • “Quando não se CONSEGUE atacar os argumentos, INSULTA-SE…”

        Como não o insultei, mas salientei as omissões da sua argumentação, gostaria que se pronunciasse sobre a necessidade de o MEC agir junto dos estabelecimentos de Ensino Superior que conferem licenciaturas sem qualidade.

        • ocni says:

          isso já devia ter sido feito desde há + de 20 anos, mas agora é preciso minorar os males que essas licenciaturas PPP podem fazer.


          • Pois é, confirmo que enferma do mesmo mal dos nossos governantes, defendendo soluções descabidas, desrespeitosas e prepotentes para problemas mal identificados, sem qualquer visão estratégica para o futuro.
            No Ensino, não me parece que possa ter sucesso, pois não obterá aprovação a dissertar numa prova como a que se adivinha, apesar de se desconhecer quase tudo sobre a mesma, mas na Política, a avaliar pela qualidade por que esta se tem pautado, no mínimo poderá ser Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

          • Mário says:

            ocni quando opina sobre este tema e me fala em argumentação, a questão que lhe proponho é: Em que argumentação se baseia para opinar das licenciaturas “ppp”. Conheço diversos professores que tiraram as suas licenciaturas em diversas universidades e institutos politécnicos que dão aulas e apresentaram sempre excelentes resultados com alguns alunos ao realizar projetos diversificados e muitos didáticos. Gostaria imenso de saber qual a sua profissão caro ocni.

  12. nocas says:

    Parece-me que o ocni só serve para ministro, das finanças, é que ele é mesmo bom é a fazer contas, o português deixa-o inseguro e só consegue tirar 12, o que poderia ser problemático, não vá ele ser incapaz de compreender os assuntos dos restantes ministérios, na volta se o colocarem nas finanças ele ainda consegue correr com a troika.

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