CES e os discursos martelados do ‘Bloco Central’

Seguro (PS)

PS não é confiável como partido de oposição, como argumenta e bem JPP no ‘Abrupto’. O principal embaraço socialista na coerência e consistência de opositor reside em Seguro e equipa próxima; curiosamente à falta de predicados associa uma ambição de poder que, se alcançado, não se distinguirá substantivamente das políticas de Passos Coelho e Portas.

A displicência com que se submeteu ao acordo do IRC com os partidos da coligação retirou a Seguro capacidade de agir com estratégia própria, se é que existe e jamais foi revelada aos portugueses – os números do PS nas sondagens são a prova da vacuidade do líder e sua falta de ideias.

Seguro, no habitual estilo de padre da paróquia provinciana, e imaginando-se a falar para iletrados e analfabetos, atirou-se ao aliado na baixa do IRC, para criticar o aumento da incidência da Contribuição Extraordinária de Solidariedade – tal Contribuição, diz-se, passará a ser cobrada sobre reformas da função pública a partir de 1.000 euros, em vez do limite mínimo actual de 1.350.

Estas sinuosidades de Seguro reflectem na perfeição o tipo de político desqualificado que é e reclamam aos socialistas em geral uma mudança de líder. Dirigido por essa espécie de padre de paróquia, o PS poderá vencer, mas ficará longe de maioria absoluta; e uma coligação com PSD ou CDS será um golpe mortal.

Montenegro (PSD)

Do lado da maioria, e a propósito da CES, escolhi essa figura, que fala de boca e olhos semicerrados, para destacar a seguinte frase:

É um equívoco. Não temos nenhum problema [com os pensionistas].

Trata-se de um discurso ardiloso, mas muito inábil. A relação é inversa. Quem tem enormes problemas com os senhores do governo são justamente os pensionistas e não o contrário. Como se vê, tais problemas estão em crescendo.

Colocar à venda o Governo PSD+CDS e o PS

Toda esta ganga, sucata ou tipo de lixo reles constituem o recheio do ‘Bloco Central’. Está apodrecido, tem riscos para a nossa pouca saúde democrática e, a continuar com o beneplácito do conivente ocupante do Palácio de Belém, acabaremos em estado de coma colectivo; salvo a gentalha dos aparelhos do ‘arco do (f.) poder’ e homens de fortunas em exponencial crescimento.

E se vendêssemos o governo PSD+CDS e o PS à Martifer? Apenas por um euro, para economizar custos de estudos do Citibank, do BESI e da CGD, abreviar a escritura e evitar impostos.

Comments

  1. lidia sousa says:

    seguimento da golpada do PCP BE que chumbaram o PEC 4 aprovado pela UE – BCE. A quem serve atacar Seguro? ao PR, PSD e CDS. Depois não se queixem. A mim tanto me faz que seja o Seguro ou o ALFORRECA bem como o Catherine Deneuve, pois em breve volto para Paris. O ultimo a sair que feche a porta. Louçã quando viu o priminho no Governo deu às de vila de diogo e agora é comentador. DEIXOU O DUETO A DEFINHAR. Jerónimo não o dos Indios mas o de Pires coche vai-se anichando na ALFORRECA, porque no fundo são iguais. Quando o ALFORRECA era pequeno e vivia no Caramulo também era da JPC, mas depois o Pai mandou-o para Lisboa onde teve a sorte de conhecer o seu criador RELVAS que transformou uma abóbora num Frankenstein. seguindo a receita de Mary Sheley e assim acabou a carreira de comuna mini do ALFORRECA,mas entre ele e o Jerónimo há uma grande afinidade e só falta o bom do nativo de Pires coche fazer-lhe uma vénia quando ele fala. Maldita corvina!!!!

    • Fernanda says:

      Não é bem atacar Seguro, é mais

      “A mim tanto me faz que seja o Seguro ou o ALFORRECA bem como o Catherine Deneuve, pois em breve volto para Paris.”

      Um pouco falta de solariedade, não é?

      Pois eu desejo que não apanhe com a Marine Le Pen em França.

    • Carlos Fonseca says:

      Lídia, estamos em desacordo. O Seguro e Passos foram jotinhas contemporâneos. Não têm a estatura de Homem de Estado.
      A meu ver,os socialistas têm lá gente mais capaz. Mas como não sou do PS ou de qualquer outro partido, limito-me a exercer a minha liberdade de expressão. Obviamente que não é coincidente muitas vezes com a opinião de outros, Luto pela liberdade, direitos sociais e económicos dos portugueses, no mundo de opiniões sujeitas a divergências. Com a discordância de uns e a concordância de outros, o PEC IV era um projecto; o ‘memorando de entendimento’ é outro, pior, diga-se. Qual é o projecto de Seguro?
      Quanto ao Jerónimo de Sousa, digo-lhe apenas que trabalhei 16 anos na ex-Covina (a mulher dele trabalhava no refeitório e moravam e moram em Pirescoxe). Fui saneado por me recusar filiar no PCP; isto, em pleno PREC.
      Tenho uma vida límpida, sem segredos e também com o legítimo direito de dizer o que penso, sem obedecer a directrizes partidárias. Agora já nem posso dizer sou ‘LIVRE’. Veja lá o meu azar.

  2. Fernanda says:

    *Não é bem atacar Seguro, é mais, talvez aconselhá-lo a ir para a diáspora.


  3. Mas livrando-nos destas “desgraças”, que timoneiros são propostos?
    Que figurinos nacionais…

    • Carlos Fonseca says:

      Essa é a questão que levanto ao PS de Seguro, ao PSD de Coelho e ao CDS de Portas. São aos partidos do ‘arco do poder’, como instituições estruturadas para a reflexão e efectivo desempenho político, a quem cumpre propor estratégias, estabelecer programas e metas que se ajustem à necessidade de vencer as desastrosas políticas que, passo a passo e desde 1985, levaram o País a esta desgraçada pobreza – a crise mundial foi a machadada final, é verdade.
      Leio bastante, sem vínculo partidário, e tenho ideias. Simplesmente defendidas por mim, anónimo cidadão, ainda acabava achincalhado e titulado de basista por esse ‘big brother’ proprietário do destino do País que destruiu económica e socialmente.
      Os figurinos estão, portanto, no Rato, na Lapa e no Caldas. Os figurões também.


  4. Pois é isso tudo e mais qualquer coisa – mas o mais interessante são os sinais que o “acaso” vai dando como Lisboa (nada sei de outras cidades) que, como nunca, tinha lixo tanto e tamanho que serviram de pasto a ratos – nunca tinha visto tanto lixo que se faz “na cidade” embora esteja quantificado o nº de kg/per capita que em tempos até foi “medidor de índice de riqueza” deixando para trás o nº kg/carne per capta + litros leite/per capita + litros água/per capita que pelos vistos estão “passados” – Agora o LIXO e que é indicador SEGURO – e assim supera o indicador da “cor de se vestirem os governantes e simpatizantes” . op NEGRO adoptado em fez 2012 – ficando todos tão bonitinhos e tal que hoje, agora, sic – 22 H, até a senhora CDS que não falta acompanhada de João Soares ao programa de politologia da sic – era loira que não lavava o cabelo e parecia a mais demazelada de todas, agora lava o cabêlo – ai ai – mas passou desde HOJE a vestir-se de NEGRO como os restantes camaradas do género masculino – o negro está na moda e o feminino, governamental, como habitual, e por enquanto, não é capaz de fazer a diferença pelo que – viva o negro – Céu Mota pode continuar a dar.me na cabeça – tenho-a bem dura – quando gostar do que uma mulher diz e faz e escreve e eu ande nos territórios da politica central e local – direi – agora galinheiro não e mulheres de negro até parecem “viúvas” (as ditas viúvas de vivo que nem sei se sabe o que é mas acredito que saiba) e já nem se usa o negro da viuvez excepto no Campo – e custa-me mais ainda ser sacada no vencimento passando pela ADSE por uma mulher como esta e outras como ela – do que por homens – já agora – as mulheres têm sido más estagiárias – vou ouvir o Louçâ

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